Garota de 11 anos cria caneca perfeita para quem tem Parkinson

Ela tinha apenas 11 anos quando teve a grande ideia. Tudo começou ao observar sua família cuidando de seu avô, que sofre de doença de Parkinson.

caneca

 

Lily Born é de Chicago e ao conviver com a família e o avô foi capaz de ter a sensibilidade de observar as dificuldades do dia-a-dia e transformar suas considerações em um produto inovador e solucionador de problemas.

Seu avô tinha muita dificuldade para tomar as coisas na xícara de cerâmica comum que usava. Ela percebeu que o material não era o adequado para ela, por causa do seu problema de saúde. Constantemente as xícaras se quebravam com ele.

A partir dessa preocupação, Lily foi capaz de criar um copo à prova de derrame inquebrável. A ideia era simples: colocar pequenas “pernas” nos recipientes para que fosse possível segurá-los com mais firmeza.

caneca1

 

Batizada Kangoroo Cups, a invenção de Lily foi adaptada por designers experientes. Dessa forma, um material maleável e um design adequado transformou em um novo modelo de copo especial.

O mais legal de tudo é que o projeto foi financiado de forma coletiva.

Hoje o Kangaroo Cup pode ser comprado pela internet. O kit com 4 canecas custa US$ 35 (R$ 79) no site Imagir0o, e é apresentado nas versões transparente com perninhas coloridas ou multicoloridas.

Assista ao vídeo (em inglês) logo abaixo:

Design Centrado no Usuário e um passeio de bicicleta

bike

De onde saem as decisões? Quais métodos você usa para acreditar que a opção X é melhor que a Y?
Você procura já esteve “na pele” do seu público alvo? Como seu trabalho afeta a vida das outras pessoas?

Existe uma abordagem muito interessante para o desenvolvimento de qualquer coisa nessa vida, e ela é chamada de “Design Centrado no Usuário”. Desvincule o contexto do “design” do termo, pois essa forma de se trabalhar e pensar é universal e serve para inúmeros casos.

O DCU ajuda a prever como o público final daquele produto ou serviço vão fazer uso daquela “interface”. Daí, de novo, pense que interfaces podem ser layouts, telas, ruas, cadeiras, produtos em geral. Nesse processo, é fundamental testar as suposições da equipe que está desenvolvendo a ideia com a vida real de quem vai usar aquilo.

Existem métodos para fazer um DCU legal. Par colocar isso em prática, é sempre bom focar nas etapas que consistem em:
a) mapear as necessidades do cliente e dos usuários do produto/serviço
b) pensar em soluções alternativas para a situação
c) prototipar, prototipar. Testar e testar de novo
d) colher bons feedbacks dos usuários
e) incorporar os resultados

Quando o usuário entra no processo, um milagre acontece. É possível evitar prejuízos de retrabalho, receber novas ideias, validar o que já foi proposto e, principalmente, não criar “elefantes brancos” (ou seja, aquela ideia que o gerente acha genial, mas não vai acrescentar em nada positivo pro usuário final).

Eu falei isso tudo, principalmente, para compartilhar com vocês a seguinte cena vivida pelo prefeito de São Paulo, Haddad.

É fato de que, quem tomou a decisão de que seria proibido pedalar nos “ciclopassarela” (oi???) não andou sequer 500 metros de bicicleta no local. Na prática, em poucos segundos, a decisão foi mudada.

Obrigada, Haddad, por expor a importância e o valor de um trabalho centrado no usuário. Espero que o método seja implementado o quanto antes nos órgãos públicos :)

Café Controverso debate Cultura Hacker e Política

Pessoal,

participarei nesse sábado de um debate muito bacana. Fica a dica do release =)

O termo “Ética Hacker”, cuja criação é atribuída ao jornalista Steven Levy, autor do livro Hackers: Heroes of the Computer Revolution, refere-se ao conjunto de valores filosóficos que guiam as ações da comunidade hacker. A visão é norteada principalmente pelo princípio do livre acesso à informação. Em um contexto em que o ciberativismo se faz cada vez mais presente, com a apropriação dos meios tecnológicos como uma das formas de exercício da cidadania, como a cultura hacker pode interferir na política? As questões levantadas serão debatidas no Café Controverso de sábado, 23 de agosto, com o tema “Cultura Hacker e Política”, que conta com as presenças de Raquel Camargo, integrante do grupo Transparência Hacker e proprietária da Lhama.me, e de Carlos Henrique Falci, professor da Escola de Belas Artes da UFMG. O evento é aberto ao público e acontece a partir das 11h, na cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG.

 Raquel Camargo - arquivo pessoal

Raquel Camargo

Carlos Falci - arquivo pessoal

Carlos Henrique Falci

Um dos casos mais emblemáticos do hackerativismo brasileiro foi a “clonagem” do Blog do Planalto, criado pela equipe do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação permanente com a população. Entretanto, a página não permitia comentários, o que fez com que Daniela Silva e Pedro Markun criassem uma “cópia” do blog, com os mesmos textos que estavam publicados no site original, porém abertos à interação dos leitores. O material estava sob a licença Creative Commons, o que significa que a cópia do conteúdo estava previamente autorizada, desde que fossem dados os devidos créditos. O caso ajuda a compreender alguns dos princípios desse tipo de ativismo e demonstra que a prática hacker não requer, exatamente, um conhecimento avançado de programação.

 Conforme explica Raquel Camargo, integrante do grupo Transparência Hacker, do qual Pedro Markun é um dos fundadores, o termo “hackear” significa “reapropriar, tornar de acesso público o que é de direito e é comumente tratado como bem privado”, diz. A ativista contextualiza e ajuda a desmistificar a imagem que as pessoas comumente fazem do hacker: “Nenhuma das nossas ações é ilegal. O que fazemos é criar pontes, canais para que as pessoas acessem informações ou serviços que deveriam estar ao alcance de todos”. Segundo ela, a Lei de Acesso à Informação (LAI), criada em 18 de novembro de 2011 com o propósito de garantir o direito ao acesso a informações detidas pelo Governo, ainda encontra entraves para o seu cumprimento pleno – a maior parte de ordem técnica. “Hoje os governos disponibilizam dados e informações em PDF, mas é complicado porque você não consegue trabalhar as informações que estão na imagem. Então desenvolvemos formas de ler estes dados, mas é um processo longo que poderia ser facilitado se as mesmas informações estivessem em outro tipo de arquivo”, conta.

Raquel pondera que atualmente a prática do hacker está muito associada à denúncia de questões como o mau uso do dinheiro público, entre outras, mas vê um horizonte em que a tendência é de ações propositivas, que desconstruam as barreiras.

“A atual etapa é mais fiscalizadora, o que, acredito, pode mudar na medida em que os próprios governos tendem a trabalhar numa lógica de maior transparência e participação social”, conclui.

 Quebrando o código

O professor Carlos Henrique Falci, da Escola de Belas Artes da UFMG, faz uma análise do papel do hacker e do ciberativismo. “Quando o hacker surge, ele é o sujeito que descobre o código e o quebra, liberando os dados para a utilização de todos. Hoje, em alguma medida, o ciberativismo precisa manter este espírito”, diz.

De acordo com Falci, o “quebrar o código” não está necessariamente ligado à ideia de expor as pessoas, mas sim de trazer à tona questões de interesse público, que nem sempre estão acessíveis. Ele reforça ainda que, tão importante quanto conhecer a informação, é saber quais processos conduziram seu desenvolvimento.

“As pessoas não têm a menor ideia de como a informação é construída, e isso é crucial, porque nos faz pensar sobre a própria prática jornalística: o que faz de alguém uma fonte? Como se chega a isso?”, provoca. Ainda de acordo com Falci, essa quebra de barreiras faz com que as pessoas percebam que a construção do discurso não é um oligopólio, algo destinado a poucos privilegiados. “Fomos ensinados a acreditar que a produção da informação é algo para poucos, e isso deseduca, amedronta as pessoas”, afirma, enfatizando o papel do ciberativismo na desconstrução de determinados mitos.

Café Controverso

O conhecimento raramente passa pelo consenso e sua construção se faz, sempre, pelo diálogo. Nos Cafés Controversos, os temas são amplos e diversificados, e não se detêm aos tratados no interior do Espaço do Conhecimento: abordam diferentes setores da cultura, das artes e da ciência. Um espaço de debate e troca de ideias e perspectivas.  

Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes através da utilização de recursos museais. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Espaço do Conhecimento é fruto da parceria entre a operadora TIM e a UFMG e conta com o apoio da Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura da UFMG.  

Serviço:

Café Controverso: Cultura Hacker e Política

Data: 23 de agosto, 11h

Local: Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700

Entrada franca

Mais informações: www.espacodoconhecimento.org.br

Fonte: Rogério Dias - Assessor de comunicação / Espaço do Conhecimento UFMG 

Desescolarizando a vida

Desescolarização

O título do vídeo faz referência a tal de “desescolarização”, mas cá entre nós não é esse o principal assunto. A Ana Thomaz, quem fala com a gente nessa uma hora e cinco minutos, desperta um papo muito legal sobre quais são as formas possíveis de se aproveitar melhor a educação dos filhos para ter também um autodesenvolvimento e, quem sabe, criar uma nova cultura em si.

Você é ou quer ser pai ou mãe um dia? Assista! Se não pretende, a recomendação é que assista também, afinal, isso tudo se trata de um papo plural, já que somos filhos também.

A fala é sem cortes e rica. Aborda a história de vida dela, filósofos, arte e uma conversa leve e profunda.

Se ainda não está certo(a) de dar o play no vídeo e se deixar levar pela conversa da Ana Thomaz, aqui estão algumas frases citadas no filme.

“E então eu fui fazendo essa prática: de parar de me atrapalhar.”

“Depois da experiência de um parto nas minhas mãos, eu já não queria ter mais nenhum tipo de necessidade de me apoiar em coisas que me garantissem alguma coisa. Até então eu estava muito na garantia: eu estava olhando se eu podia garantir que o meu filho estava num bom caminho. Ali eu rompi com a garantia. Não se tem garantia na vida.”

Os pais se sentem ameaçados pelos seus pequenos filhos. Esse excesso de mimo que a gente vê nada mais é do que uma resposta a uma ameaça. [...] Ameaça do dia: por meu filho para tomar banho. Ameaça do dia: fazer meu filho almoçar. Ameaça do dia: por uma roupa pra gente sair. Nessa resposta a essas ameaças vem todo esse falso respeito achando que está dando liberdade: “O que você quer comer hoje?”.”

“Cada vez mais eu me incomodo menos — cada vez mais estou criando uma outra cultura dentro de mim, um outro modo de agir e me relacionar — e cada vez menos eu incomodo. [...] Então eu aceito todo o antagonismo, me alimento dele, transmuto para que ele seja fonte de crescimento, e não antagonizo de volta. Quem não ataca para de ser atacado.”

Vai, agora dá play :) E depois entra no site “O Lugar” para conhecer melhor o trabalho.

 

E aí? O que você acha dessa teoria? Você concorda com a não-escola?

Fonte da foto:Flickr – jblndl

O que você pode saber sobre o mercado de jornalismo através de dados abertos

Como já falei no blog, trabalho no Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas. Por aqui, são desenvolvidos vários projetos interessantes, mas dentre a lista de trabalhos eu gostaria de falar hoje especificamente sobre o DataViva.

Trata-se de uma plataforma recheada com dados dos últimos 10 anos, relativos à exportações da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX/MDIC e a ocupações da Relação Anual de Informações SociaisRAIS/MTE.

Dá para fazer cruzamentos de informações muito interessantes por lá, tirar muitas conclusões e construir informações relevantes!

A ferramenta foi desenvolvido em 2013 pelo órgão onde trabalho em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A flexibilidade da plataforma possibilita mais de 100 milhões de visualizações para que cada indivíduo a utilize para responder àquelas perguntas que mais lhe interessam, tornando-a um instrumento de análise democrática e plural. O negócio é fino ;)

E pra ficar mais lindo ainda, o DataViva é desenvolvido 100% em software livre, todos os dados são abertos ao acesso público. <3

Pra você entender direitinho o que dá para fazer com o site, fica aqui a dica de uma pesquisa feita com os dados só com foco na carreira dos meus amigos de profissão, os jornalistas. Fica aí a dica para fonte de pautas, de informações, e tudo mais que couber!

O quê o DataViva pode mostrar sobre o mercado de jornalismo

Em dez anos (2002 – 2012), o número de jornalistas empregados no Brasil aumentou quatro vezes. 30% estão no estado de São Paulo e os maiores salários no Distrito Federal.  

 O número de jornalistas no Brasil cresceu entre os anos de 2002 e 2012. Em 2002, o Brasil tinha cerca de doze mil profissionais empregados e, aumentou cerca de quatro vezes em 2012, atingindo 45 mil jornalistas ocupados. São Paulo é o estado brasileiro que concentrou o maior número de profissionais com 30% de participação no mercado, número que se manteve estável durante os dez anos. O segundo estado que mais empregou é o Rio de Janeiro, com uma baixa variação no período (0,54%), seguido de Minas Gerais, que teve uma redução de 0,84%.

Gráfico 1: Distribuição do número de jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2002

 

Gráfico 2: Distribuição do número de Jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2012

Gráfico 3: Evolução do número de Jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2002-2012

Além de ter o maior número de jornalistas, o estado de São Paulo também tem o maior número de estabelecimentos que empregam jornalistas (3.739 ou 28%). Nessa análise, Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 9% de participação no mercado.

 

Gráfico 4: Distribuição do número de estabelecimentos que empregam jornalistas no Brasil por Unidades da Federação – 2012

Setores em que os jornalistas estão empregados

Ao analisar os grupos de atividades econômicas que empregam jornalistas no Brasil, o de Informações e Comunicações se destaca. A área emprega um total de 21 mil jornalistas do país (47% do total). A Indústria e a Administração Pública também possuem uma participação significativa, com 11% e 10% respectivamente.

Quer saber mais? Visite o site do Escritório de Prioridades Estratégicas e veja a pesquisa completa

Sobre a falta de tempo e rotinas criativas

Você está sem tempo para nada, eu sei. Você queria estudar novos idiomas, queria não ter peso na consciência por não estar fazendo atividades físicas periodicamente e queria muito aproveitar mais a companhia dos seus amigos e da sua família, mas eu entendo perfeitamente que você não tenha tempo para isso.

Quem nunca se sentiu assim?

O fato é que todos nós temos o mesmo tempo para viver e fazer tudo. O Chimbinha, a Shakira e até mesmo o Al Gore têm as mesmas 24 horas que eu e você para fazer tudo. Mas parece ser tudo aquilo que você quer ser com esse tempinho que voa. Como faz?

Como é que tem gente que consegue produzir tanto com esse mesmo tempo que você mal vê passando?

Eis que um cara com tempo organizado conseguiu estudar os rituais diários dos grandes caras criativos da nossa história com objetivo de dar uma receita do “tempo” e publicou no Infowetrust.
Tem cara aí nessa lista que viveu sob um regime disciplinadíssimo por décadas, um esquema pesado. Padrões, rotinas, enfim, sistematismos a cada pular do ponteiro!

Para conhecer direitinho como era a rotina criativa de cadas como Charles Darwin, Tchaikovsky, Benjamin Franklin, Freud e outros, basta tirar um tempo para ver esse infográfico. (Você pode clicar aqui para abrir em outra aba e visualizar o texto da imagem)

Tudo na imagem é representado através de um ciclo de  24 horas. As cores dividem as atividades que ocupavam esse tempo.

Como pode ser fascinante tudo isso! Tem caras do documento que não conseguiam exercer certas tarefas de manhã ou sem antes saborear um copo de bebida alcoólica e usar um tabaco. Caminhadas também eram atividades frequentes nesse big-data de tarefas cotidianas!

Como está a sua divisão de tempo? Vou tirar um tempinho para fazer meu infográfico pessoal :)

“Marco civil? E eu com isso?”

Eu gostaria de chamar novas pessoas para a discussão do marco civil. Há anos falo disso aqui, acompanho listas de email sobre o tema, mas sinto que o debate fica sempre no mesmo grupo, e que todos aqueles que farão parte do grupo de prejudicados pelas decisões que podem ser tomadas indevidamente sequer sabem o que acontece.

O jeito que você usa a internet hoje, está ameaçado! Tudo aquilo que está na mão dos deputados vai te afetar diretamente. Qual seu posicionamento sobre isso? Para onde vai a neutralidade da rede?

Você acessa internet facilmente hoje, seu provedor não faz nenhum bloqueio e todos os sites e redes sociais são “iguais”, nenhuma recebe uma classificação oficial de melhor ou pior. As coisas, hoje, são NEUTRAS.

Hoje, você pode escolher pagar mais caro ou mais barato para ter uma internet de velocidade igualmente diferenciada. As coisas são NEUTRAS.

E se acabar essa neutralidade? O que vai acontecer? Muita coisa paia.

Whatsapp, Skype, NetFlix… Tudo isso pode não ser mais do mesmo jeito.

Com a neutralidade da rede indo pelo ralo, você pode até pagar por uma internet de 10Mb, mas não poderá usar o plano contratado para usar o skype, por exemplo.

Sugestão de capa para o Facebook :)

Sugestão de capa para o Facebook :)

Com a neutralidade fora, você poderá ser obrigado a pagar mais caro só para ter acesso ao Youtube.

Com a neutralidade ausente, você talvez não possa mais usar o NetFlix sem contratar um plano especial de internet.

A nossa forma de receber e produzir informações está em jogo. Seus hábitos correm risco. O artigo mais polêmico é o 16, recomendo fortemente a leitura desse post para entender melhor.

Neutralidade, liberdade de expressão, privacidade, criptografia de dados, inimputabilidade e várias outras questões que afetam seu dia a dia estão em jogo.

Está na mão de cada deputado definir o que será da nossa forma de continuar o nosso acesso à internet.

Em quem você votou? Como cada deputado está tratando o assunto, você sabe? Quais são os nomes dos parlamentares que não querem a neutralidade da rede?

Veja na planilha abaixo um apanhado coletivo sobre o posicionamento de cada político sobre o tema.

Descubra quem está jogando contra ou a favor (além das empresas como Claro, Embratel, OI, Tim, Vivo, Telefônica, claro!). Essa planilha é colaborativa e você pode ajudar a descobrir mais sobre e atualizar o documento.

Quer formar sua opinião? Use e abuse da neutralidade que temos hoje. A minha sugestão é esse blog escrito por várias pessoas http://marcocivil.org.br/

Razões para Acreditar na Internet

Baseado em “um estudo sobre o mundo atual”, como diz o início do vídeo, uma inspiradora mensagem é compartilhada através do vídeo que apresenta razões para acreditar na Internet.

“Para cada clipe removido do YouTube
100 artistas aderem ao creative commons.
Para cada biblioteca fechada
150 mil crianças descobrem o Google.
Enquanto um ativista é preso
Centenas de marchas nascem no Facebook.
Para cada verdade fabricada no mundo
240 sites inspirados no Wikileaks.
Na internet, LIBERDADE tem mais resultados que CENSURA.
Enquanto alguns tentam controlar a internet
Muitos compartilham esta mensagem.
Os bons são a maioria.
Revolução 2.0″

Quando a internet fomenta o desapego

O desapego dá leveza para a vida! Que tal doar aquilo que não tem mais função na sua casa?

Muitas vezes não nos desfazemos de certas coisas, por não sabermos quem poderia precisar daquilo. Ou então, pela praticidade, acabamos descartando esses itens ainda em ótimas condições.

Sim, isso existe, e é um projeto desenvolvido por uma brasileira. Hoje já é possível conectar pessoas que precisam/querem doações com doadores. :) A plataforma foi lançada no final de janeiro durante a presença da equipe na Campus Party em São Paulo.

O Doatorium é uma plataforma online de compartilhamento de doações que surgiu a partir de uma observação simples: nós acumulamos muitas coisas dentro de casa!

O objetivo é estabelecer uma cultura de compartilhamento aqui no Brasil e evitar com que as pessoas descartem itens que ainda estão em boas condições e que talvez possam ser úteis a outra pessoa do mesmo bairro ou da mesma cidade.

Cada usuário poderá cadastrar o seu perfil e, na plataforma, poderá tanto pedir como realizar doações.  Cada usuário terá também o seu histórico: de pedidos de doações que estão sendo solicitadas a ele, doações já realizadas e doações que o usuário requisitou.   Esse histórico poderá ser checado por cada doador antes que suas doações sejam feitas. O doador poderá também optar por doar ao primeiro que pedir ou, ainda, exigir uma justificativa.

Pare e reflita: Será que você não tem alguma coisa em casa nesse exato momento, que está em boas condições e que poderia ser doado?

Desapega :)

FabLab: a fantástica fábrica de qualquer coisa

Fazer ou comprar pronto? A ideia de comprar pronto parece ser mais prática, mas agora concorre diretamente com o prazer de se produzir algo.

Colocar a mão na massa, gastar neurônio pensando na melhor forma de tira uma ideia da cabeça e transformá-la em algo concreto… Fazer isso agora é possível com tanta tecnologia ao nosso alcance. Impressoras 3D, arduinos, robótica, cortadoras a laser e alguns outros aparelhos são a receita ideal para inovar em projetos profissionais, pessoais e acadêmicos.

Um assunto que está circulando em vários sites e blogs de inovação do mundo que vale ser trazido para cá é o FabLAb. Isso tudo tem a ver com o Movimento Maker, falado no final do ano passado nessa entrevista. Um FabLab é, basicamente, um laboratório de fabricação.

A ideia do Fab Lab  começou com o MIT, especificamente do professor Neil Gershenfeld com uma disciplina chamada “How To Make (almost) Anything”. De fato, “como fazer quase qualquer coisa” é o impulso da existência de um laboratório desse tipo.

No planeta já existem mais de 150 espaços assim. No Brasil já é possível encontrarmos alguns FabLAbs, como um que funciona dentro da USP e o Garagem FabLab (em São Paulo). Como Eduardo Lopes, um dos criadores do Garagem, explica, esses espaços servem para “transformar ideias em realidade com meios de produção digitais”. Governos, empresas e iniciativas particulares fazem essa ideia circular criando novos laboratórios.

A Heloísa Neves nos contou que, lá no Garagem, até mesmo crianças passam. Houve uma oficina há algumas semanas que ensinou os pequenos a modelarem via software formas de biscoito e a fazer a transformação das ideias em realidade usando uma impressora 3D. Olha só que legal!

Além da prática disso ser muito interessante, é legal perceber que isso é uma prova de uma nova era de produção que estamos vivendo.

Essa é uma tendência que evidencia uma nova revolução industrial, onde cada individual pode se empoderar do trabalho de criação, desenvolvendo produtos personalizados sendo protagonista do processo de fabricação da coisas.

O que você faria em um laboratório desses?

Se quer saber mais sobre essa ideia, conheça detalhes pelo livro da Heloísa :)