Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
jan 10th

Nos últimos tempos uma tarefa que exerci bastante foi relacionada à contratação de gente para trabalhar com mídias sociais, marketing digital e áreas afins.
Mano (agora que moro em São Paulo posso falar assim), você não acredita no tanto de bizarrice que eu vi. Acho que li centenas de currículos em um curto período de tempo, e era raro abrir um arquivo que valia a pena dar atenção.
Deu um aperto no coração, gente. Se você não sabe fazer um currículo digno, você vai mesmo saber trabalhar com aquilo que se propõe? Sei lá. Com base nessa experiência, deixo aqui as percepções que eu tive e dicas para ajudar quem quer trabalhar nessa área. Eu não sou nenhuma “moça do erre agá” para isso, mas que eu saiba, em agências e startups não é muito comum um setor só de recrutamento, e quem faz isso são os próprios profissionais, então acho que as minhas dicas vão ajudar vocês sim.
Se você identificar alguma das situações abaixo em seu currículo, ajoelhe-se, peça perdão e edite urgentemente o teu CV =)
- Extensão: quem está selecionando não tem tempo. Não tem tempo pra abrir um arquivo JPG gigante, que não cabe na sua tela e nem dá pra imprimir em uma folha. Não tem tempo pra procurar qual programa abre aquela extensão .WTF que você arrumou pra salvar seu currículo. Não tem tempo. Então, faz favor de mandar ele em PDF (eu prefiro PDF a .doc), levinho e em texto, faz favor.
- Foto: a vaga pediu uma foto sua? Não? Então tira essa 3×4 ou essa foto avatar de fotolog.net do seu Currículo, mofio! Pelamor.
- Links: aqui eu estou falando mais pra quem trabalha com web. Aí tem gente que fala que já fez e aconteceu, que blogou, que twittou e mimim, mas não tem UM LINK sequer no currículo inteiro. Ok, eu tenho o aplicativo Rapportive instalado, em 2 segundos sei todos seus links, mas ajuda aê e mostra que você considera esses links realmente parte do seu trabalho.
- Título e texto do corpo do email: Nada pior do que receber um currículo com o título “Fwd: Fwd: Fwd: Fwd: Fwd: currículo”. QUe feio, gente! Eu sei que as pessoas ficam desesperadas quando precisam procurar email, e panfletar o teu é natural, mas não precisa deixar isso assim na cara, né? Pior é quando deixam ainda todos os “fowards” no corpo do email, e você vê todas as empresas que a pessoa disparou currículo. QUE DESELEGANTE!
- “Portfólio anexo”: mandar portfólio com 20MB no anexo é proibido, tá, gente? Se quiser ter portfólio, coloca na web! Tem tanto site bom pra isso.
Fora isso, todas aquelas dicas que sabemos de ser objetivo no currículo, informar as experiências, objetivos e tudo mais continuam valendo, ok?
Espero ajudá-los com esses pontos críticos que eu via sendo praticados diariamente!
A gente se vê no mercado =D
Fotos: Youpix e lostinjapan
jan 8th
A novela da Wikileaks continua. Dessa vez oficiais do governo dos Estados Unidos foram à sede do Twitter, em São Francisco, e pediram informações privadas sobre o australiano Julian Assange, um dos colaboradores da Wikileaks ao microblog.
O governo pediu acesso às mensagens privadas, contatos e detalhes pessoais de Julian, segundo o The Wall Street Journal. O Twitter notificou o mesmo sobre a solicitação do governo.
“Se o governo iraniano tentasse obter coercivamente informações sobre jornalistas e ativistas de nações estrangeiras, grupos de direitos humanos do mundo todo iriam esbravejar”, declarou o integrante do Wikileaks em comunicado.
Assédio pouco é bobagem!
out 24th
Conforme prometido no post anterior sobre Arduino e arte, trago aqui uma entrevista com o amigo programador e (por quê não?) artista, Luis Leão, palestrante do Intercon Imaster 2011.
O currículo dele é esse, mesmo, e começo com a pergunta do leitor Cael (desculap a demora, Cael, aí está!)
Dúvida do Cael: Já montei diversos robôs utilizando a plataforma Arduino, mas todos sem câmero. Gostaria de saber qual câmera ele usou (poderia enviar o datasheet?), e como ele fez o streaming do vídeo (ele serializou e enviou via wifi? não houve perda de performance?). ELe fez algum tratamento de colisão? Aplicou algum algoritmo de visão computacional (talvez identificar uma obra e mostrar detalhes sobre ela).
Fora isso, conte-nos como foi o processo de criação!Foram envolvidas várias empresas, um Atelier Casa do Trem que criou o gato em fibra de vidro, a GetWi responsável pela rede wifi; a LiveContent pelo CDN (Content Delivery Network) e a Plankton pela execução do hardware (incluindo a solução para alimentação da câmera wifi).
Nosso escopo era criar um robô no formato de um gato que pudesse ser controlado por uma fanpage do Facebook e em função do prazo utilizamos uma plataforma pronta, conhecida com iRobot. É o mesmo hardware do Roomba, um robô aspirador de pó, em uma versão de desenvolvimento.
Controlá-lo foi a parte fácil: um Arduino com um módulo wifi conectado ao iRobot recebia os comandos vindos do servidor e executava a movimentação do robô. O mais complicado foi criar o sistema de filas em php, responsável por controlar o tempo de cada visitante e transmitir os comandos.
out 5th
Arduino. Pode parecer um nome estranho para quem não é do “meio” das tecnologias, mas é uma palavrinha que garante criações mágicas, fantásticas e interativas.
Se procurar no youtube, talvez perca algumas horas descobrindo robôs que fazem coisas bem divertidas.
Foi com esse tal de Arduíno, um circuito… que a Pinacoteca do Estado de São Paulo colocou em ação esta semana um projeto bem legal.
Batizada “Aos Curiosos”, a campanha permite um passeio virtual na Pinacoteca com um gato-robô. Hein? É o seguinte… Através da fanpage da Pinacoteca você consegue controlar um robô que passeia pelo chão do local. Quem está lá, se surpreende pelo objeto que é controlado por alguém que não está no local.
Cada usuário pode brincar por 3 minutos com o robô, que trabalha das 14 às 17 horas.
Meu amigo, já tão citado neste blog, Luis Leão, foi um dos caras que fez isso. Em breve vou publicar aqui uma entrevistazinha sobre isso com o próprio Luís =) Caso tenha alguma pergunta, manda aí!
out 4th
Sessenta segundos são suficientes para tanta coisa, e muitas pouco tempo para outras.
É tempo suficiente de se apertar o botão “tweet” quando se escreveu uma coisa e está logado na conta errada e ver a confusão acontecer. Talvez, tempo suficiente para o Google indexar algum conteúdo. Tempo suficiente para você fazer um comentário no Facebook, se arrepender, apagar e se constranger, pois talvez o aviso de comentário recebido já tenha sido enviado.
E o que mais dá para fazer e acontecer na internet em um único minuto?
O infográfico abaixo mostra de forma bem legal tudo o que acontece. Cerca de 60 mil novos vídeos são publicados no Youtube, mais de 10 contas são criadas no Linkedin, 50 downloads do WordPress são feitos, e por aí vai… Veja só (clique para aumentar)!
ago 1st
Eis que as redes sociais começam a ser usadas no Brasil também com o objetivo de reduzir a violência nas cidades. Uma iniciativa muito interessante está sendo realizada no Rio de Janeiro aliando o Twitter e denúncias de situações de perigo.
Pelo site DDAlertaRio, do disque-denúncia do Rio de Janeiro (2253-1177), é possível verificar como está o quadro de segurança em cada região.
Som alto após as 22 horas, assaltos, má conservação de ruas, carro roubado, pessoas desaparecidas e até mesmo local com jogos de azar podem ser identificados através do mapa exibido no site.
Qualquer pessoa pode colaborar registrando alguma ocorrência, que será devidamente apurada pelos órgãos responsáveis.
Além de ter todas as ocorrências disponíveis para consulta através do mapa que contém diversos filtros, as alertras também são enviadas para o Twitter @ddalertario.
Veja abaixo um vídeo que explica melhor a iniciativa e apresenta uma entrevista com o coordenador do Disque-Denúncia.
A iniciativa em questão é ótima, contudo, apenas para o Rio de Janeiro. Esse post foi feito especialmente para o blog do Nestoria, e amanhã (terça dia 02 de agosto) será publicado por lá uma alternativa a esse serviço para pessoas de todo o Brasil!