Mar 31 2008
Um tapinha dói sim
Lembra daquele funk infernal, “Um Tapinha Não Dói”, que estourou em 2000, se não me engano? Pra mim, mais que tarde, os produtores dessa porcaria música foram punidos.
A empresa Furacão 2000 Produções Artísticas Ltda foi condenada pela Justiça Federal a pagar R$ 500 mil de indenização pelo hit Um Tapinha Não Dói.
Ajuizada pelo Ministério Público, a ação concluiu que a letra da música banalizava a violência contra a mulher e ainda propagava uma visão preconceituosa e rotulada sobre a conduta sexual feminina.
O juiz Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Cível Federal, defende que o tapa não é banal e inofensivo como diz a música, e que “causa dor física na vítima, além do abalo psíquico decorrente da humilhação que o gesto em si constitui”, segundo o jornal A Tarde.
MC Naldinho, intérprete e autor da música diz que o contexto da música é outro. Ele explicou que escreveu a música quando deu um “tapinha corretivo” em sua filha, Karolyne, de dez anos. Após o tapinha, ela teria respondido que “um tapinha não dói”. Já Rômulo Costa, dono da Furacão, além de afirmar que não tem condições para pagar a multa, chama a situação de “censura”. “Acho injusto. Isso é cercear a nossa liberdade, não poder colocar as pessoas para cantar. É um precedente muito sério”, completou o empreendedor.
A notícia eu escrevi, originalmente, pro Cifra Club.



violencia contra as mulheres é algo inadimissivel, e apologia a isso deve sim ser censurado, da mesma forma que a apologia a maconha cantada pelo planet hemp foi censurada.
E tinha lido no metamusica isso ai…
Agora especular sobre efeito da apologia e complicado, vim fumar maconha muito depois do Planet Hemp acabar, é curtia direto o som(na época que era suberversivo).
E Planet Hemp foi bem mais incisivo do que um Tapinha não Dói. Pergunta para minha mãe se ela lembra de um tapinha não dói… funk toda hora tem um hit, toda hora e uma apologia diferente, negada nem consegue digerir uma musica já tem outra. Agora pergunta para ela se lembra dos malucos que cantavam sobre maconha, rapidin ela te responde Marcelo D2.
Resumindo, balela. Não e a musica que influencia e sim o contexto social onde a musica esta inserida. Sempre escultei: Racionais,Comando Vermelho entre outros raps pesados e nunca propaguei a violência.
SE UM TAPINHA NÃO DOI A PORRADA VAI COMER NO BAILE PUNK A GENTE SE VÊ!
amei issaque, voltarei
[…] Leia mais no blog da Raquel Camargo. […]
Justiça Dio Santo! Justiça!
Censura, mais pura e simples.
Não gosto do funk carioca, acho o maior lixo cultural já produzido em massa.
Funk mesmo é James Brown!
Mas mesmo assim, fico indignado com a tal falada justiça, quando vejo casos assim.
E cada vez mais estamos sendo podados na nossa liberdade de expressão, o que fazemos está sendo controlado e limitado por esses magistrados, muitas vezes mal informados e mal acessorados.
É uma música aqui, um jogo de videogame ali (Bully, Counter Strike), imposição de cotas de conteúdo nacional na TV PAGA, a proibição de um site inteiro, afetando milhões, porque uma modelinho resolveu transar com o namorado, em plena praia, no meio de FAMÍLIAS, EM OUTRO PAÍS! Punida devia ter sido ela, por atentado ao pudor.
E além do mais, quem somos nós para criticar a prática sexual das outras pessoas?!