Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
jul 28th
Ultimamente estou inspirada para entrevistas, vocês devem ter percebido pelos posts.
A agência Espalhe está fazendo uma campanha bacana com a banda Fresno (que não faz meu tipo musicalmente), e com o posto de gasolina Ale.
Chama atenção e a ação é bem inusitada.
Por se encaixar perfeitamente na linha editorial do Cifra Club, juntei essa história e fiz uma cobertura pro Cifra Club.
Eu odeio me ver em vídeo, e acredito que também não vai ser bom pra vocês, portanto já vou avisando que o clique no play aí debaixo é por sua conta e risco rs.
Se quiser ver a cobertura completa, com fotos, visite o Cifra Club News.
Agradecimentos especiais ao amigo Luis Leão, que me deu uma super força nas filmagens (porque eu ainda não tenho quatro braços), e ao pessoal da Espalhe.
jul 14th
Nessa semana entrevistei o vocalista do Detonautas Tico Santa Cruz, que já é figura super presente no Twitter e demais redes sociais.
No papo falamos sobre o próprio microblog, internet no geral, direitos autorais e gravadoras. Acho que vale a leitura.

Sempre presente na internet, Tico Santa Cruz e sua banda, Detonautas Rock Clube, disponibilizaram para download gratuito no Palco MP3 a nova música de trabalho, “O Inferno São Os Outros”, desafiando as regras da indústria fonográfica.
Através do Twitter, Tico fez uma ampla divulgação da faixa, mostrando que o sucesso da mesma não dependia simplesmente das mídias convencionais.
Sobre esse e outros assuntos, o vocalista do Detonautas bateu um papo com o Cifra Club. Acompanhe a entrevista exclusiva abaixo:
Tico, você divulgou pela internet a nova música do Detonautas, “O Inferno São Os Outros” de forma bem independente e até mesmo sem apoio da gravadora (é a Sony, certo?). O que te motivou a fazer isso?
Tico: Na verdade me antecipei a gravadora não por desrespeito a eles que são meus parceiros, apenas pelos atrasos cometidos no lançamento que geraram uma série de percalços com os fãs que estavam esperando ansiosos pelo resultado tendo em vista que desde o primeiro momento quando pisei no estúdio para os ensaios, fui pela internet escrevendo na comunidade do Detonautas absolutamente tudo que estava se passando em tempo real. O lançamento previsto para o início de junho foi alterado para o final do mês, em seguida para início de julho e depois para agosto. Não acho que a banda e os fãs tenham de ficar nessa angústia por conta do Bloqueio de algumas rádios. A minha intervenção foi por conta da dificuldade que a gravadora esta tendo em receber abertura de certas rádios que hoje determinam o que toca ou não para o público em rede aberta.
No post que você publicou em seu Blog no dia 07/07, você afirmou que está “pronto para as retaliações da burocracia totalitária”. Para você, qual seria o rumo que o mercado fonográfico deve tomar para sair desse tipo de pensamento classificado por você como “totalitário”?
Tico: A Burocracia Totalitária é aquela que senta numa cadeira para reuniões pensando exclusivamente em números, esquecendo que esses números se fazem com ações e estratégias que se adaptem ao contexto atual. Este contexto está completamente inserido dentro da internet que é o meio mais democrático, eficiente e importante, ainda que no Brasil a maior parte da população não tenha acesso a rede. Ficar nas mãos dos interesses comerciais de alguns homens me angustia muito e sei que faço parte desse sistema e que em vários momentos compactuei com eles quando me interessou, mas o jogo é assim e quem não se enfia no meio não sabe exatamente como funciona e sem saber como funciona não sabe como pode mudar. A mudança é fundamental para que possamos nos adaptar a realidade e o modelo jurássico e engessado de rádios e gravadoras está perto do fim.
A sua gravadora chegou a se manifestar após a disponibilização da nova faixa pela internet?
Tico: Depois de alguns e-mails, liguei para o diretor artístico que é uma pessoa que tem a mente bem aberta para essas iniciativas e conversamos a respeito. Ele me entendeu e me garantiu que estaria do meu lado, até porque conhece minha personalidade e me apóia.
Seus colegas de banda apoiaram sua iniciativa?
Tico: Estamos todos no mesmo barco.
Você também baixa músicas, mesmo que não disponibilizadas “legalmente”?
Tico: Tem fases que baixo músicas, mas não sei quais são as que podem ser baixadas legalmente e quais não são. Não me sinto um criminoso por ter um conteúdo que somente eu esteja ouvindo na minha casa sem fins lucrativos. Essa mentalidade é de quem ainda não entendeu que a rede é uma aliada e não uma inimiga e que os meios de se ganhar dinheiro apenas mudaram. Cabe deixar claro que a produção de uma canção envolve muitos custos, muitos profissionais e muito empenho de quem se propôs a isso, mas quando você tem uma música popular entre as pessoas o seu show também se torna popular e conseqüentemente esse dinheiro circula, por conta disso abrimos mão do empresário e entregamos 20% do nosso faturamento de shows para a gravadora que agora não tem do reclamar com relação as contas que antes não batiam.
E o que acha dos fãs baixarem discografias completas?
Tico: Acho que as pessoas escolhem. Eu por exemplo gosto dos Cds, assim como tem quem goste de Vinil e quem goste de livros, cada um escolhe a maneira com que vai beber na fonte.
Sabemos que sua relação com a internet é íntima e intensa, e que você a usa bem para trabalhar também suas ideologias e fazer protestos. Você acredita que um dia a internet será capaz de fazer barulho suficiente ao ponto de incomodar significativamente as autoridades, ou realmente perdeu as esperanças, como havia comentado após o episódio do movimento contra José Sarney?
Tico: A internet pode ser um meio, mas não acredito que somente ações virtuais possam resolver problemas políticos. É importante que as pessoas não se transformem apenas em fotos e palavras em sites de relacionamentos. Precisamos de gente nas ruas, precisamos de mentes pensando e agindo no mundo o real. A internet pode unir essas pessoas, mas jamais podemos trocar o contato real pelo virtual. Sabemos que a violência, o medo e tantas outras questões nos afastam de nós mesmos e nos aprisionam em nossas telas de computador onde as pessoas fazem até sexo sem precisar de contato físico. Contudo nada substitui pessoas com pessoas, a meu ver.
Você é também um assíduo usuário do Twitter. Você vê a ferramenta como um simples espaço de expressão e conversação, ou considera o potencial do microblog maior? Como?
Tico: Posso dizer que minha existência virtual se divide entre antes de depois do Twitter agora é tentar usá-lo de modo que essas transformações possam ser levadas para o mundo de verdade. Se é que tudo isso aqui não seja um sonho e eu esteja aprisionado numa espécie de Matrix.
Se você tivesse hoje o poder de corrigir nossa legislação relacionada à direitos autorais e compartilhamento de músicas, o que você mudaria?
Tico: Os portais que oferecessem músicas gratuitas e com isso tivessem muitos acessos poderiam pagar os direitos autorias com base nos anunciantes que suas páginas recebessem, todo mundo ganharia.
jul 12th
Sem querer voltar a tocar na polêmica do diploma de jornalistas, mas já voltando, esse vídeo é interessante…
A Meyocks Group apresentou recentemente um vídeo para a abertura do ADDY Awards chamado “When I Grow Up”, que é uma campanha de publicidade para o site de empregos Monster.com.
Alguns alunos do curso de pós graduação em Produção em Mídias Digitais, da Puc Minas, elaboraram uma paródia do caso citado a cima, pisando novamente no calo dos profissionais da imprensa.
Vale refletir.
jul 9th
O texto mais abaixo foi publicado originalmente no meu outro blog, o Twitter Brasil, mas repasso aqui também devido à ajuda de todos que recebi através desta página.
Vocês foram demais, me ajudaram de verdade e provaram para o Brasil do que a internet é capaz.
Para relembrar o que a mídia e a blogosfera publicou sobre o assunto, dê uma olhada aqui e o no clipping que fiz através do Delicious. Foi fantástico.
Agora, graças à força de blogueiros, da mídia e de amigos, tenho uma dor de cabeça a menos na minha vida rs
Espero que o fim desse processo seja um reflexo do que teremos em nossas próximas eleições: consciência, reconhecimento de erro e tentativa de conserto. Porém, tudo em menos tempo, afinal fiquei quase aguardando essa resposta.
Nossas autoridades querem trabalhar com web, mas não fazem muita ideia de como ela funciona. Torço muito para que a maturidade chegue logo à vida destes indivíduos que nós colocamos para nos representarem politicamente, e que não sejamos acusados por atos que não cometemos, e nem censurados.
O FIM DA NOVELA EQUIVOCADA
Muitos já nem se lembram mais, mas em setembro do ano passado, em pleno período eleitoral, o Twitter Brasil foi retirado do ar devido a uma decisão liminar equivocada emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. O motivo? Uma candidata à prefeitura de Fortaleza iniciou um processo contra o Twitter por conta de um perfil falso encontrado na ferramenta. Porém os advogados de seu partido erraram o alvo e direcionaram o processo contra o blog Twitter Brasil, e não contra o Twitter.
À época, manifestamos nossa revolta no blog e no Twitter. O caso também apareceu em diversas matérias em sites de notícias de tecnologia. Vários blogs se solidarizaram com a causa. E foi com a ajuda dos advogados e blogueiros Fernando (conhecido mesmo como Gravatai) e Flávia Penido (conhecida também como Lady Rasta) que enfim conseguimos nos manifestar no processo.
Após o nosso blog voltar ao ar graças à ação da blogosfera, Raquel Camargo (que estava como responsável pelo domínio do blog) recebeu uma carta do juiz pedindo para se manifestar. “Manifestar o quê, cara pálida? Eu não fiz nada, então não tenho que justificar nada”, logo pensou a blogueira, entretanto uma ação precisou ser tomada. Após ir a procuradoria geral de Belo Horizonte e tentar explicar aos advogados o que era blog e do que se tratava o problema, novamente à voz da internet a equipe recorreu, até encontrar a boa vontade de Gravatai e Lady Rastra. Dentro do minúsculo prazo de 48 horas dadas pelo juiz, os advogados orientaram sobre a tal manifestação e enviaram-na, explicando às autoridades que a história estava cheia de equívocos. A partir daí, tudo virou lenda, e já nem acreditávamos mais na hipótese de um feedback.
Entretanto, foi apenas em julho deste ano que obtivemos uma resposta definitiva. A juíza Lígia Andrade de Alencer Magalhães (cabe ressaltar, diferente do juiz que emitiu a liminar equivocada no começo do processo) optou por extinguir o processo sem julgamento de mérito, por perda do objeto – o que em juridiquês simplificado significa que o processo foi encerrado sem se decidir se a candidata a prefeita (hoje, prefeita de Fortaleza) tinha razão ou não no processo. Os motivos apontados para o encerramento do processo foram o fim das eleições e a não identificação dos responsáveis pelo site do Twitter (já que restou comprovado que o Twitter Brasil nada tinha a ver com o Twitter). Esses motivos levaram à perda do objeto, ou a razão de ser, do processo.
O Judiciário começou a entender a Internet. Mas ainda vai levar um tempo para compreendê-la. Cabe ressaltar que até mesmo essa sentença cometeu um pequeno deslize, ao se referir ao Twitter como “Twuitter”, inclusive informando o endereço errado do site (twuitter.com).
Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que, direta ou indiretamente, twittando ou retwittando, comentando ou blogando, nos ajudaram. Embora tenha sido estressante e sofrido para aqueles que estavam envolvidos no processo, este episódio marcou a história da luta pela liberdade de expressão no ciberespaço e mostrou o grau de maturidade de nossas autoridades perante a internet. Um grande e sincero obrigado dos integrantes do Twitter Brasil, Raquel Camargo, Fernando Souza e Gabriela Zago.
jul 5th
A morte de Michael Jackson incentivou a criação de um dos sites mais bacanas que eu já vi.
O Eternal Moonwalk é um espaço para qualquer pessoa mandar um vídeo fazendo aquele famoso passinho de Michael Jackson. O site organiza todas as imagens enviadas e transforma tudo em um lance “eterno”, que sempre sempre terá dançarinos de qualquer parte do mundo.
É fantástico, divertido e viciante (cuidado!)
jul 3rd
Nosso jeito de ver o mundo é tão condicionado, que pensar na hipótese de encher tudo por baixo assusta.
O diretor Varathit Uthaisri fez um curta batizado Surface. No trabalho, vemos um vídeo com um novo “ponto de vista”. Uthaisri usou uma câmera por baixo de um chão semitransparente e conseguiu captar as ações do nosso dia-a-dia de maneira inusitada. No site do filme é possível ainda ver detalhes da execução do filme.
Vejam o vídeo.
SURFACE : A film from underneath from tu on Vimeo.
SURFACE : A film from underneath from tu on Vimeo.
Vi no Comunicadores