Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
Tirei o pé da minha casa e fui parar em São Paulo na quarta 21 para ver o Biz Stone, co-fundador do Twitter.
Fiquei sabendo que ele viria ao Brasil há um tempinho já, e junto com essa notícia veio também a restrição: o evento era fechado, como foco no mercado executivo. Lamentei na hora, nem tomei jeito de arrumar uma alternativa como as vezes faço.
Para a minha surpresa a TV1, empresa que organizou o Agenda do Futuro (evento que trouxe o Biz para cá) entrou em contato comigo.
Ao chegar ao local ficou mais que explícito o público. Nada de blogueiros, e até umas 19 horas só tinha eu com cara de ralé (um tanto de gente com cara de importante por lá). Um pouco mais tarde avistei a Flávia Durante e já no fim da palestra encontrei a Rosana. E só.
Por esse motivo, creio eu, o conteúdo da palestra foi um tanto quanto superficial. Mas eu não estou reclamando! Biz Stone não falou muita coisa inédita ali, mas foi um “mais do mesmo” especial. Ouvir o cara falando aquelas coisas, saber a filosofia do trabalho dele é extremamente interessante.
Acho que se o público fosse formado por aqueles que realmente dão força ao Twitter (ninguém mais que os próprios usuários), o rumo da palestra seria diferente e, portanto, mais atrativo. Meio que de observadora percebi várias caras na plateia denunciando a sensação de novidade, de “poxa! quando eu chegar em casa vou fazer meu Twitter”.
Biz Stone é um cara super bem humorado, tranquilo e cabeça aberta. Por mais que pareça demagogia, o sujeito crê e pratica ideias legais, defende a informação aberta e a prática de ideias sem dependências financeiras. Ele mesmo falou por lá que por amis que saiba que a empresa que tem em mãos vale bilhões de dólares, ele prefere valorizar o serviço.
Stone disse também que não encara o Twitter como uma rede social, nem como uma tecnologia em si, mas chama o serviço como um serviço de “humanidade”, que auxilia pessoas e se transforma assim.
E é, fico aqui pensando no meu próprio umbigo, em como minha vidinha tomou rumos diferentes por causa dessa ferramenta. Tirando os olhos do umbido e olhando pro mundo, é impactante também. É política, relacionamento, comércio, educação, amizade, e muito mais coisas que passam a acontecer ou que tomam rumos diferentes por causa do Twitter.
A lição que ficou é que o Twitter é mesmo uma ferramenta que cresce graças às histórias das pessoas, ideias e usos, e não necessariamente em rendimentos. Tem uma frase que eu já não sei mais de quem é (cada hora vejo com uma autoria, então fica a critério de vocês googlar rs) que resume muito: O Twitter é uma solução em busca de problemas.
Essa aqui foi uma viajada mais pessoal sobre a palestra. Coloquei no Twitter Brasil um texto completão sobre tudo.
UPDATE: Agora também colocaram a palestra na íntegra no Youtube e com tradução. Veja abaixo
22/10/2009 - 14:06
Eu bem que disse q achei q ele na entrevista da Veja era um pouco superficial mesmo. Mas é assim mesmo, a cabeça tá só no site, aí não dá para aprofundar tanto.
Volte a Sampa!
Beijão,
jP
23/10/2009 - 11:18
Não Jp,ele não é superficial nesse sentido. Ele é apenas direto, objetivo e a cabeça dele é muito aberta. Ao contrário do que você entendeu rs
Beijo