De acordo com pesquisa feita pela In Press Porter Novelli e E.Life, o Orkut já não é mais a mídia social mais usada no Brasil.

Realizada com “quase” 1300 usuários, a pesquisa afirma que os entrevistados acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, enquanto o Orkut fica com visitas semanais entre quatro e duas vezes.

O estudo afirma que o Orkut é ainda a rede social com mais brasileiros cadastrados (89,6% dos participantes têm Orkut), enquanto o Twitter vem em segundo lugar com (80,1%), em seguida o Youtube (79,6%) e em seguida Facebook (57,6%).

A imagem a seguir mostra mais detalhes sobre a pesquisa.

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É interessante ver todos esses números, ver que o monopólio do Orkut já foi quebrado e que o brasileiro pode estar alcançando uma suposta maturidade na internet, entretanto….

Quem foram esses entrevistados? Classe social, idade, de quais cidades?

Saber esses detalhes é fundamental para uma conclusão. No Fórum de Cultura Digital eu conheci um pessoal do interior do Pará e estávamos falando sobre isso, e ele disse que a população de lá (que tem média de velocidade de download a 2k – é isso mesmo, não escrevi errado… DOIS) nunca ouviu falar em Twitter.

Quando vi o papo da pesquisa (aliás, vejam mais infos dela no Portal Exame) logo pensei em consultar o Alexa, para ver o ranking dos sites mais acessados do Brasil. Segundo as informações dele, o Orkut é o SEGUNDO site mais acessado do país, enquanto o Twitter (tão destacado no estudo) aparece em VIGÉSIMO SEGUNDO.

Mas calma lá! O Twitter precisa ser necessáriamente acessado para ser usado? Não! Então, mais uma vez precisamos ter cautela para avaliar esses detalhes, e não sair tomando conclusões.

O texto publicado no site da Exame ainda diz:

Cada rede social, no entanto, parece ter uma função definida na rotina dos usuários. O Twitter, de acordo com 70% dos respondentes, é usado para leitura de notícias. O Orkut serve para contato com os amigos (segundo 86% das pessoas ouvidas) e o YouTube para passatempo e diversão (89,6%).”

Detalhe importantíssimo que também precisa ser bem observado ao pensar nessas redes como espaço de mídia, comunicação, relacionamento, etc. Tendo em mente o que cada um quer em cada espaço, fica mais interessante planejar e segmentar trabalhos…

Trabalhar com mídias sociais tomando como base apenas pesquisas do tipo é perigoso, uma vez que não temos certeza do universo entrevistado. Se o teu público não está nesse grupo, e aí?

Apesar de todas essas interrogações, eu torço muito para que o que apontou a pesquisa seja sim parte do nosso futuro.

UPDATE

Até o momento da publicação do post a apresentação com os detalhes da pesquisa não abria, e agora foi normalizada.  A apresentação responde alguns dos questionamento que fiz acima, e confirmam a minha desconfiança. A maior parte dos entrevistados têm renda familiar de R$2076 a R$4150, são de São Paulo e 16,9% dos entrevistados que trabalham cumprem suas atividades em agências de propaganda/comunicação.

Logo, o resultado deve ser considerado se for pensado em um segmento de profissionais de comunicação, web, e afins, e não no Brasil como um todo, como alguns pensaram no primeiro momento.

Não precisa falar muita coisa, né? Abaixo a apresentação.