Archive for março, 2010

Quando a hashtag ganha tom de ironia

Depois da polêmica ocorrida nesta terça-feira iniciada pela promoção que envolvia a Visa e o Walmart, que de trending topic de sucesso passou a ser um grande fail em poucos minutos, hoje vemos outra situação curiosa marcada pelas hashtags no Twitter.

Deixando o cargo de governador do Estado de Minas Gerais, Aécio Neves virou destaque no microblog durante esta tarde. Inicialmente a hasthtag #obrigadoaecio estava sendo usada por inúmeros usuários favoráveis ao político para agradecer alguma ação.

Em pouco tempo o termo se tornou um dos mais citados do Brasil naquele momento. Contudo, com a mesma velocidade começaram a surgir tweets usando a hashtag #obrigadoaecio com mensagens irônicas.
Tudo misturado. Críticas e elogios, favoráveis e anti partidários, tudo isso sendo publicado usando uma mesma hashtag.
obrigadoaecio

Diante dessa situação a dúvida (desesperadora, eu imagino): como monitorar isso?
Imagine você aí é um dos analistas do governador e uma de suas funções é monitorar o que falam sobre ele através do Twitter. O mais básico que se costuma fazer é seguir um termo: toda e qualquer menção a ele é um conteúdo a ser observado.

Mas e quando aquele termo se torna um dos tópicos mais populares do país? A frequência de atualizações é alta, às vezes chega a ser difícil acompanhar… Contudo, tudo se torna mais confuso e complexo quando o mesmo termo (que a priori tem um contexto positivo – obrigado, Aécio) se transforma em uma estratégia de sarcasmo? Como avaliar isso?

Esse não é um post-resposta, infelizmente. Não tenho uma solução simples, rápida e prática para tal problema (aliás, para nenhum dos problemas das mídias sociais), entretanto é uma questão importante a ser desenvolvida em casos de atividade em ambientes que contam com conteúdo produzido por usuários.

Convite: Comunicação em debate

Caros,

convido todos para mais um evento bacana relacionado à mídias sociais.

Pensando nessas novas mídias, a Centro Universitário Newton Paiva realiza o “1º Comunicação em Debate: A comunicação na era das mídias digitais”.

O bate-papo com quem realmente entende do assunto será nos dias 24 e 25 de março, às 19h, no campus Carlos Luz.

Não é necessário fazer inscrição prévia. A entrada é gratuita e aberta para alunos e profissionais de comunicação. As vagas são limitadas, sujeito à lotação do auditório.

mídias sociais

Estarei lá (provavelmente apenas na quarta-feira) para mediar o debate!

A Newton Paiva ainda tá fazendo uma promoção. Veja os detalhes  aqui.

Nos vemos lá!

Chat Roulette e sua privacidade

Você já conhece o ChatRoulette? Nem ouviu falar?

Trata-se de um chat “aleatório”. Você entra sem precisar se identificar e liga a webcam e, se quiser o microfone também, então o sistema vai sortear uma pessoa de qualquer parte do mundo para falar com você.

A relação dentro do ChatRoulette pode ser encarada como algo absolutamente descartável e se você não vai com a cara do sujeito clica em “next” e é direcionado para uma nova sala de bate-papo com mais algum estranho (ou não).

Aí sempre tem a galera mais criativa e tal. Tem gente que já não vê o site como um simples chat e o-usa como espaço para manifestações bem curiosas. Pegadinhas, “apresentações”, teatros e várias outras coisas inusitadas podem ser vistas por ali. Além de todas essas situações diferentes e engraçadas, conectado ali você também corre o risco de ver o órgão sexual de algum indivíduo inútil de alguma parte desse mundinho (nesse caso clique em REPORT e mande o infeliz pra longe).

Mas o grande lance que me surpreendeu pra caramba foi o ChatRouletteMAPA (que vai comprovar a sua sensação de “só tem gringo nesse negócio?????”).

Para dar uma noção ao usuário das pessoas que estão conectadas na rede, criaram um sistema baseado no Google Maps que mostra especificamente quantas pessoas estão online e de quais lugares do mundo.

Como sabemos, o zoom do GMaps é potente e juntando isso ao ChatRoullete o que acontece? Sua privacidade vai pro limbo.

É possível através do site ver, por exemplo, quantas pessoas da cidade de Belo Horizonte estão conectadas ao chat e, muito além disso, chegar perto de saber QUEM é essa pessoa.

Dando zoom a um determinado ponto do mapa é possível ver o avatar desse usuário, sendo totalmente possível reconhecê-lo. Podemos dizer que isso é um detalhe muito sério a respeito da exposição do usuário que entra no ChatRoulette.

Tentei fazer um teste com proxy e não pude me certificar se eu seria ocultada do mapa, uma vez que ele não foi atualizado durante meu período de observação.

Sem falar da possibilidade do uso de sua imagem por terceiros por estar conectado ali.

Fica a dica para aqueles que gostam do site ou querem conhecê-lo. Você estará totalmente exposto e possivelmente identificado por qualquer pessoa da rede ali. É possível ir aproximando o mapa ao ponto de se ver algumas vezes a rua da pessoa conectada. Um detalhe que percebi também é que o mapa não é real-time, e que demora um tempo para ser atualizado, mas não consegui identificar de quantos em quantos minutos acontece isso.

chat

Encontrei um FAQ sobre o Mapa e com ele alguns esclarecimentos. O mapa é atualizado pela própria equipe sem um período fixo pelo que eles respondem e todos os dados são obtidos através do IP de conexão. Está no plano da equipe um recurso para fazer uma busca no mapa se baseando em uma região geográfica.

Para amenizar para o lado dos criadores do site, há uma mensagem de esclarecimento ao abrir o mapa. Lá eles dizem que, caso queira excluir uma imagem do mapa basta enviar um email para chatroulettemap@gmail.com com a imagem em questão anexada. Além disso, eles informam que “pelo menos por enquanto” decidiram ocultar informações de IP dos usuários, a fim de resguardar um pouco da privacidade daquele que entre no site. Mas será que isso é o suficiente? Quantas pessoas passam horas por ali sem nem ter conhecimento do mapa?

Veja abaixo alguns exemplos de usos inusitados do Chat Roulette que, além de tudo, fazem uso de imagem de terceiros (que muito provavelmente não assinaram nenhum termo autorizando isso).

Mapa colaborativo sobre Twitteratura

É claro que Biz Stone e Evan Williams não imaginaram tudo o que seria criado e recriado com base no Twitter quando pensaram em lançar aquele projeto de publicações de até 140 caracteres. Um dos grandes baratos da web pra mim é isso aí, a possibilidade infinita de reapropriações (é a palavra da moda). Aí, dentro de todas as essas novidades temos a chamada Twitteratura.

Como alguns já sabem (tenho falado bastante do meu próprio umbigo por aqui), minha pesquisa de mestrado é bem isso aí: entender como tem sido o uso do Twitter no que diz respeito a Literatura.

Um dos meus objetivos do momento é dar uma mapeada nessas iniciativas “twitterárias” que têm sido feitas mundo afora. E como essa web é linda e não cansa de me ajudar, resolvi fazer uso do querido Google Maps para isso.

Se você quiser acompanhar a saga, fica a vontade. Se quiser ajudar a elaborar a saga, fica mais a vontade ainda, faz favor. Eu criei um mapa colaborativo para marcar toda e qualquer ideia que esteja sendo praticada (ou que já foi algum dia) e que envolva literatura e Twitter. Já coloquei algumas coisas por lá e vou sempre sempre atualizar.


Visualizar Twitteratura em um mapa maior

Eu espero que o mapa também incentive que autores mais tímidos se cadastrem ali.

Se tiver algum projeto para cadastrar aí no mapa, é muito simples:

1) Efetue login no Google
2) Clique em editar, na parte de cima e à direita desse campo de descrição
3) No mapa, aparecerá um menu no campo superior esquerdo. Clique no balão azul. Ele transformará em um marcador
4) Clique no ponto desejado no mapa e coloque as informações e salve.

Só para facilitar a leitura de todos, tenho tentado padronizar as coisas assim:
- @nomedousuário
- Pequeno currículo do escritor
- Se já fez alguma atividade relacionada a literatura especificamente no Twitter, dê mais detalhes.
- Deixe links e outras informações :)

Se você puder ajudar com conteúdo, agradeço muito, se você puder ajudar divulgando o mapa, eu também agradeço demais. Se não puder ajudar eu fico grata do mesmo jeito pela atenção!

Academia Brasileira de Letras lança concurso de microcontos pelo Twitter

A Academia Brasileira de Letras acaba de lançar pelo Twitter um concurso nacional de contos que, vejam só, quer criações de até 140 caracteres.

O interessado em participar deve ser o Twitter da Academia, @abletras, e enviar por email um microconto com o limite de caracteres imposto pelo microblog. A temática é livre. Um regulamento está no site oficial com todos os detalhes do projeto.

Três microcontos serão escolhidos através de critérios como uso correto das normas gramaticais, coerência, coesão e ortografia.

Como prêmio, o primeiro colocado ganhará um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP); o  segundo lugar ganhará um minidicionário escolar da Academia Brasileira de Letras; e o terceiro lugar receberá um minidicionário da Língua Portuguesa do Professor e  Acadêmico Evanildo Bechara, todos com as devidas atualizações do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

A Academia Brasileira de Letras está no Twitter desde o final de 2009. O atual presidente da Academia Brasileira de Letras Marcos Vinicios Vilaça se mostra animado com o uso de redes sociais para dar permanência à popularidade da instituição. “(…)Meus netos não saem do Orkut, do MSN, do Twitter… Se é lá que a juventude está, é lá que precisamos ir. Se num primeiro momento os moços não vêm à Academia, então a Academia precisa ir até eles… Para muitos deles, até ser apresentada. São horas que eles passam a fio teclando – como dizem no linguajar próprio”, disse Vilaça em entrevista.

Retorno de investimento para trabalhos de mídias sociais

Return Of Investment… Retorno de investimento. Quem já sofreu com esse papo?

Carinhosamente chamado de ROI, esse fator responsável por mostrar os reais ganhos de um projeto tem perturbado muita gente que trabalha com mídias sociais.

O lance é que o tradicional ROI é trabalhado há muito tempo pro várias áras. Existem estudos e mais estudos a respeito de metodologias para se calcular resultados de ações. Dá uma olhadinha na Wikipedia se quiser saber mais.

Mas o problema é que nos tempos atuais tudo parece ser mais relativo e calcular ganhos se tornou uma tarefa mais delicada.

Cem retwitts podem não ser exatamente a prova do sucesso de um trabalho. Número de acessos do site oficial bombante também pode ter outros significados atrelados. Nessas condições, como trabalhar com o bendito ROI?

Acho que antes de tudo o melhor é pensar bem quais serão os critérios para a avaliação, de fato, se possível antes de começar o projeto. Aí você pensa ironicamente: “nossa, não me diga!”, mas eu digo de novo. Por mais que pareça idiota a dica, ela é importante, porque tem gente que põe a mão na massa sem consultar antes o estado do projeto em que ele está se enfiando.

Se um dos lances do teu negócio é um site, não deixe de conferir o Analytics ou outro sistema de métricas de acessos antes de prometer alguma coisa pro cliente. Se o assunto envolve atividades em redes sociais, não deixe de fazer um benchmark para ver como está o cenário e o “estilo de vida online” daquele público que se quer alcançar.

Na real, se estiver em busca de uma fórmula para calcular ROI de trabalhos de mídias sociais vou ser sincera e dizer para você desistir. Todos os ambientes que constituem esse ciberespaço têm dinâmicas diferentes do que se costumava ver por aí. Um vídeo publicado no Youtube pode receber votos, pode ser compartilhado pelos usuários através de email, outras redes sociais ou pela própria rede, pode também ser “embedado” em blogs e outras dezenas de coisas podem acontecer com ele. Não dá para fechar isso tudo de forma exata, com uma fórmula, IMHO.

Monitore tudo e todos, sempre, e assim conseguirás mais facilmente o que precisas! (Em terceira pessoa dá mais impacto).

Abaixo um vídeo muito bacana sobre o assunto. E aqui fica a dica do post do blog MediaPost com várias sugestões do que pode ser medido no projeto.