Era para ser uma palestra de mídias sociais, mas…

O Heródoto, filósofo grego, já havia falado sobre isso: “A adversidade tem o efeito de atrair a força e as qualidades de um homem que as teria adormecido na sua ausência.”

Sábado foi um dia curioso, inusitado. Eu estava mais uma vez lisonjeada e me sentindo honrada por ter sido convidada mais uma vez para fazer uma palestra no palco do Share, evento mais que especial sobre mídias sociais e marketing digital. Parece que eu já estava uma nova zona de conforto, eu apresentaria o conteúdo de uma palestra que já mostrei à outras plateias, já tinha tudo na mente organizado e era só subir ao palco e falar.

O coração já batia forte, porquê antes de mim passaram pelo palco outros palestrantes extremamente relevantes, então a responsabilidade era bem alta!

Eis que a adversidade me colocou de cara com algo realmente desafiador. Algo de errado aconteceu e o áudio de um vídeo que gosto muito de apresentar durante minhas palestras não funcionou. Dentro de mim subiu aquele calor interno, e os 220 profissionais e estudantes que lotavam a plateia ficaram lá, olhando pra ver o que eu faria. “Eu supero a ausência do vídeo ou faço o que?”, eu gritava por dentro.

O vídeo rolando no telão, a pessoas me olhando, eu as olhando. Enfim, bati o olho no vídeo e percebi a presença de legendas. Daí veio o insight! Vou dublar!

E fui. Na hora eu pensava que estava fazendo o papel mais besta do mundo, mas o retorno da plateia foi realmente fascinante. Todos riam e aplaudiam. Ao fim do vídeo, só me restou dar uma de “Thaynara OG”e mandar um “venci na vida”, com o braço esticado.

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Recebi diversas orientações do público dizendo para eu investir também na área de dublagem, teatro, standup comedy e afins. Olha, até que pra uma pesquisadora e especialista em comunicação e marketing digital estou até bem poderosa rs

Vou precisar de alguns anos de terapia para superar a vergonha, mas foi divertido :P
Obrigada aos envolvidos. Foi um dia surpreendente

Fiquei muito feliz pelo retorno, embora eu tenha achado que seria uma catástrofe. Então, a lição do dia é: escute sua intuição, improvise se achar que esse é o melhor caminho e faça aquilo que ama! :)

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(Post escrito diretamente do aeroporto, saindo de Floripa, tentando chegar de volta à BH. Desculpem-me qualquer falta de revisões e edições mais adequadas de imagens, mas preferi aproveitar o momento!)

 

Relato de quem teve zika virus dengue

Meu relato: eu tive Zika Vírus

Hoje é meu primeiro dia pós-zika vírus. Tudo bem, esse é um blog que fala de mídias digitais, mas peço licença aos leitores para usar o espaço para falar sobre esse problema de saúde que tem afetado milhares de pessoas.

Passei os últimos 9 dias com o corpo estranho. Começaram com as manchas vermelhas, depois chegou uma dor no corpo, dor de cabeça. Alguns dias depois a coceira bateu e não me deu paz mental. Veio de brinde uma moleza no corpo, uma vontade de ficar deitada para sempre.

Depois daquela luta básica para ser consultada por um médico, veio a suspeita do médico: zika vírus.

Não era dengue, ele já suspeitou. Fez o exame do laço, ficou na dúvida. Pediu para que eu fizesse um exame de dengue (já que, segundo ele, a Unimed não estava cobrindo o exame de Zika). Aí deu negativo esse teste, o que confirmou a hipótese do médico.

Cá entre nós, o Zika Vírus é chato, mas pelo visto a dengue é bem pior. De todos os sintomas, todos são suportáveis. Tá, ok, a coceira é quase insuportável. Foi terrível essa parte, mas eu achei que seria pior. A parte mais irritante é que a coceira (que me afetou muito nas mãos e nos pés) deixou as partes do corpo um pouco inchadas, e isso causou muito incômodo. Por exemplo, usar o mouse era impossível por causa da coceira na mão. Até andar ficava difícil, pois a sola do pé ficou bem frágil também com a zika.

Não tive vômito e nem febre alta, felizmente. O medicamento que o médico receitou me ajudou muito, e claro, hidratação o tempo inteiro foi fundamental para tudo se resolver.

Gravei um vídeo contando sobre a experiência de se ter zika vírus. Veja aí abaixo ;)

Sofrendo com a “Síndrome do impostor”

“Não sabe nada”
“Existem muita gente melhor”
“Pura sorte”
“De onde que ela saiu?”
“Não é tão boa assim”
“Sou uma fraude”

Será que a gente chega onde consegue chegar “por acaso”?
Fui (auto)diagnosticada com a Síndrome do Impostora. Eu conheci esse termo no livro “Lean In”, da Sheryl Sandberg. Ela é uma das profissionais mais influentes do Facebook, já trabalhou no Google e diz que já passou pro todas essas sensações.

 

 

Tudo isso parte por causa das expectativas. Se a gente não está exatamente naquele ponto que acreditamos ser o adequado, todo o resto não serve.

Receber reconhecimento e não se sentir merecedora daquilo, lá no fundo, é algo mais comum do que se imagina.

Eu tenho passado por isso. E parece papo de quem quer apenas chamar atenção e receber elogios, mas não é. Uma pesquisa feita pela psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que cerca de 70% dos profissionais considerados como bem-sucedidos passam por isso. Ah, detalhe! As mulheres são as mais atingidas por isso.

Se você também está passando por isso, vem cá, me dê a mão e vamos nos libertar dessa auto-sabotagem.

Eu estou criandoo um mantra para mim, para focar na ideia de que eu cheguei até aqui e tudo que conquistei foi sim por causa do meu esforço e mereço isso tudo. Bora fazer isso também? =)

A uberização de cada dia

Imagina se os fabricantes de fogão ficassem revoltados com a invenção do microondas.

Imagina se Platão impedisse o desenvolvimento da escrita pela ideia de que isso poderia “acabar” com a oralidade e a memória.

Imagina se as empresas especializadas em  calculadoras abominassem os aparelhos celulares.

Imagina!

Agora imagina taxista achando muito ruim o fato de agora ter um tal de Uber que é muito melhor para alguns consumidores. Imagina que alguns taxistas estão até inventando histórias de “fulana que foi assaltada no Uber ontem” para desmoralizar um serviço que é diferente do dele e não percebe a oportunidade de inovar e melhorar. Imagina o motorista de um táxi que acredita ter o direito de privar um passageiro de escolher qual serviço ele quer ter!

Para mim, isso é visão limitada. Vejo tanta oportunidade de negócio, de evolução e de disruptura nisso que quase abro uma aba do navegador para pesquisar o preço de um Toyota Preto e ser motorista. Brinks, eu odeio dirigir.

Se você quiser ver com o Uber é legal e pode ser o serviço ideal para você, toma aqui R$20 de crédito. É só se cadastrar usando o código “uberlhama” clicando aqui

Você prefere Uber ou Táxi?
Polêmica entre Uber e taxistas não termina!

Sobre as timelines das redes sociais

Empatia

É bom demais ver as pessoas compartilhando notícia boa, bons insights e conquistas na timeline do Facebook, do Twitter, do Google, Plus. Não importa o link, o que  me inspira é esse fluxo de postagens que são feitas para mostrarem um fato bom, uma felicidade, um orgulho.

Viaje mesmo; mude tudo pra ser feliz; vá para o melhor emprego do mundo mesmo ou, se preferir, chute o balde e tenha muito sucesso com sua empresa; apaixone-se sim; comemore quando for aprovado(a) em um processo seletivo; ganhe bastante dinheiro também… E compartilhe isso.

Tem muita gente (assim como eu) aqui na torcida.

Olha, para mim essa vida aqui é basicamente uma grande rede e que tem um algorítimo muito louco que cruza o seu bem estar, o seu poder de empatia e sua boa educação no dia a dia com a vida de qualquer outra pessoa. O seu “bom dia” para o motorista do ônibus pode fechar com chave de ouro o seu dia, com efeito da “corrente do bem”.

Sou muito grata por estar nesse planeta, nesse mesmo momento da história do mundo, que vocês. Que “coincidência” boa

Ufa. Pronto, falei.

Desescolarizando a vida

Desescolarização

O título do vídeo faz referência a tal de “desescolarização”, mas cá entre nós não é esse o principal assunto. A Ana Thomaz, quem fala com a gente nessa uma hora e cinco minutos, desperta um papo muito legal sobre quais são as formas possíveis de se aproveitar melhor a educação dos filhos para ter também um autodesenvolvimento e, quem sabe, criar uma nova cultura em si.

Você é ou quer ser pai ou mãe um dia? Assista! Se não pretende, a recomendação é que assista também, afinal, isso tudo se trata de um papo plural, já que somos filhos também.

A fala é sem cortes e rica. Aborda a história de vida dela, filósofos, arte e uma conversa leve e profunda.

Se ainda não está certo(a) de dar o play no vídeo e se deixar levar pela conversa da Ana Thomaz, aqui estão algumas frases citadas no filme.

“E então eu fui fazendo essa prática: de parar de me atrapalhar.”

“Depois da experiência de um parto nas minhas mãos, eu já não queria ter mais nenhum tipo de necessidade de me apoiar em coisas que me garantissem alguma coisa. Até então eu estava muito na garantia: eu estava olhando se eu podia garantir que o meu filho estava num bom caminho. Ali eu rompi com a garantia. Não se tem garantia na vida.”

Os pais se sentem ameaçados pelos seus pequenos filhos. Esse excesso de mimo que a gente vê nada mais é do que uma resposta a uma ameaça. […] Ameaça do dia: por meu filho para tomar banho. Ameaça do dia: fazer meu filho almoçar. Ameaça do dia: por uma roupa pra gente sair. Nessa resposta a essas ameaças vem todo esse falso respeito achando que está dando liberdade: “O que você quer comer hoje?”.”

“Cada vez mais eu me incomodo menos — cada vez mais estou criando uma outra cultura dentro de mim, um outro modo de agir e me relacionar — e cada vez menos eu incomodo. […] Então eu aceito todo o antagonismo, me alimento dele, transmuto para que ele seja fonte de crescimento, e não antagonizo de volta. Quem não ataca para de ser atacado.”

Vai, agora dá play :) E depois entra no site “O Lugar” para conhecer melhor o trabalho.

 

E aí? O que você acha dessa teoria? Você concorda com a não-escola?

Fonte da foto:Flickr – jblndl

“Revolução” entrou na sala

Eu demorei para começar a escrever esse post porque eu estava realmente ocupada relembrando minhas aulas de educação artística, dividida entre cartolinas e canetinhas, fazendo cartazes e ficando rouca ao lado de outros milhares de pessoas que compartilham esse sentimento de fazer o streaming da revolução.

Cada dia que eu saí de casa rumo à praça 7 (no centro de BH), eu sentia borboletas no estômago. Não sabia se eu voltaria com uma cicatriz, com uma experiência traumática na mochila junto com meu cartaz, ou se traria a esperança dentro de mim.

É realmente emocionante estar no meio disso, por mais que no meio eu esbarre com bandeiras e atitudes que eu não simpatize, com vandalimos e outros fatos que eu não compactue.

Eu vejo os verbetes sendo criados na Wikipedia, as pessoas organizando as demandas pelo Trello, os convites e infinitos conteúdos sendo compartilhados pelo Facebook e Twitter e sinto forte que faço parte do capítulo de história que estará nos livros das próximas gerações.

Me frustro e vibro, ao mesmo tempo, em cada novo passo das marchas quilométricas. Me envolvo e, ao mesmo tempo, me questiono o motivo de estar lá agora e não ter tido atitude do tipo anteriormente. É tudo confusão, por dentro e por fora. Perco o sono.

O que eu quero dizer aqui é que eu estou viva. Que eu me sinto parte de uma nação, e não simples moradora de um país, like a zombie. Preocupo em como ajudar e em onde isso vai parar. Arrepio com a potência das redes sociais diante de tudo isso e admiro a mobilização (pseudo)-descentralizada que faz isso tudo acontecer.

Obrigada, todo mundo, por me fazer viver isso. Que o foco esteja presente, a energia constante e a mudança aconteça no país.

Não consigo parar de lembrar dessa música:
“Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!..”

Diário de família: poodle Gene Simmons

Era uma vez um sábado de manhã, em que tinha em casa a visita de meus tios que moram no Espírito Santo. Com eles veio o Branquinho, o poodle mais gente boa que eu conheço. Cachorro simpático, carinhoso e educadíssimo. Ele parece mais um bichinho de pelúcia com vida.

Aí eu resolvi fazer um “book fotográfico” do cachorrito para a minha tia. Uma sessãoinspiradora estava por vir. O Branquinho é muito fotogênico e bonitinho e me rendeu fotos lindas. (Depois coloco o link das fotos).

Apesar de eu estar me divertindo tirando fotos dele, acho que ele não estava no mesmo clima que eu, e prova disso são as fotos que ele saiu bocejando. Foram umas 3. Porém, dessas algumas fotos uma ficou muito legal porque a língua dele fez um movimento sinistro, de dar inveja em qualquer Gene Simons da vida. Aí bateu a inspiração maldosa, e resolvi fazer um Fuuu com o Branquinho e o vocal do Kiss. =)

cão_fuuu

Agradecimentos especiais ao meu tio e tia, donos do querido Branquinho, que cederam a mim o direito uso da imagem do cãozinho. =D

A cabra que canta Usher

Talento é uma coisa especial. Quem nasce com talento para uma arte, não precisa se esforçar tanto para alcançar níveis sublimes na prática.

Hoje conheci pela internet uma cabra muito especial. Não sei seu nome nem seu endereço, mas sei reconhecer o seu dom.

Em uma gravação amadora, provavelmente feita por pessoas que já reconheceram o seu potencial musical, a caba aparece cantando uma música do rapper Usher.

Sem acompanhamento instrumental, em seu terreno vadio a cabra mostrava já sua afinação cantando o início da canção “Papers” sem desafinar.

Para entender bem tudo isso, siga os passos:

1- dê play nos dois vídeos e dê pause em seguida
2- espere cada um deles carregar
3- dê play “simultâneamente” nos dois vídeos
4- aprecie.

Dica do Euri

Bactéria é transformada em versão de Mário

NanoMario

Mário, um dos mais queridos personagens de vídeo-game, agora virou alvo também de cientistas.

Pesquisadores japoneses (é, só eles mesmos!) trabalharam uma bactéria e a alteraram geneticamente para criar um NanoMario dentro dela. Com proteínas fluorescentes e pigmentos de carotenóide, eles criaram a obra da imagem que ilustra o post.

O NanoMário foi criado pelo grupo Team Ozaka e enviado à competição IGEM, International Genetically Engineered Machine.

Eduardo Kac que se segure!