Papo de web

Mais um processo contra o Twitter Brasil

Caros, vocês não devem mais aguentar ler posts meus reclamando de que estou com problemas judiciais, não é? Pois vejam essa agora: o PT mais uma vez vacila errando o alo, atingindo o Twitter Brasil.

Como tivemos muitos acessos no post original, coloco aqui também o texto publicado lá.

TRE – Mais um episódio equivocado – O retorno

Por:  Twitter Brasil,

no dia 19 de agosto de 2010

Olá Pessoal, como dizem a historia é feita de idas e vindas e como não foge a regra na política isto também está acontecendo.

Há dois anos fomos notificados pelo TRE e nosso site retirado do ar devido a um perfil falso no TWITTER. Na época o microblog ainda era uma novidade.

Hoje Twitter já não é novidade para ninguém e mesmo a maturidade ainda não chegou muito bem no ambiente político.
Acabamos de receber um oficial de justiça com um mandado endereçado ao “TWITTER, com escritório no Brasil” que segundo Marta Suplicy e o TRE/SP somos os responsáveis, exigindo apresentação em 48 horas e solicitando a retirada de um perfil fake do Twitter.

É impressionante como a justiça nacional interpreta os blogs, nesse processo conta que somos um blog e não o próprio Twitter, mas mesmo assim nos considera responsáveis.

Errar uma vez é humano. Repetir o MESMO ERRO é o que?

Absurdo. E lá vamos nós outra vez.

Só fico me perguntando se a cada dois anos passaremos por isso.

Fazendo propaganda de redes sociais em 1950

E se o Facebook, Youtube, Skype, Twitter e tantas outras coisas que são parte do nosso dia-a-dia tivessem sido criadas na década de 1950? O que seria diferente?

A divulgação certamente teria alterações. Com essa inadgação surgiu a ideia de fazer a campanha Everything Ages Fast. Elaborada pela agência brasileira Moma, os cartazes foram feitos também para promover o evento MaxiMídia.

Veja abaixo os anúncios das redes sociais se existissem antigamente, com um toque retrô e fofo.

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E falando nisso também, vale atenção o vídeo abaixo, com dicas sobre boas maneiras nas redes sociaisl (É legal, mas sugiro que você não veja o vídeo caso o chefe esteja aí olhando pro teu monitor, ok?)

Fidel acha que WikiLeaks merece uma estátua

Eu também.

Qual é o limite entre a transparência e a privacidade? Essa pergunta não sai da minha cabeça desde que eu conheci o WikiLeaks.

Para quem ainda não conhece o projeto, WikiLeaks é uma organização sem fins lucrativos sediada na Suécia que pretende vazar informações de governos e empresas sobre temas delicados e importantes.

Tudo acontece no site www.wikkileaks.org, onde estão reunidos inúmeros documentos secretos. O trabalho da equipe ganhou visibilidade mundial em julho, quando arquivos secretos do governo americano sobre a Guerra do Afeganistão foram parar lá, acessível a todos.
wikileaks
Todos os dados lá publicados são enviados por pessoas “comuns” e o site pretende garantir a privacidade e segurança daquele que denuncia.

Mais de 90 mil documentos secretos sobre as operações militares dos EUA no Afeganistão, entre 2004 e 2009, foram publicados no site. Detalhes sobre a atuação do exército norte-americano na região, morte de civis e vários outros detalhes ficarão então acessíveis.

O impacto de um trabalho como esse é forte e com certeza gera receio nas autoridades, entretanto, este já é uma pista do que será o frequente daqui adiante: a imprensa correndo para apurar dados e fatos disponibilizados por pessoas comuns para outras milhares de pessoas também comuns e as autoridades tentando criar obstáculos para evitar esse tipo de situação.

O destaque do Wikileaks se tornou tão grande nos últimos dias que Fidel Castro interrompeu seu silêncio (quatro anos sem dar entrevistas) e propôs “uma estátua” para o projeto.

Doente desde 2006, Fidel falou que é necessária uma mobilização popular “para persuadir Obama a não puxar o gatilho (nuclear)”, e sugeriu ao presidente americano cuidado, dizendo que é ainda um “um milagre que ainda não o tenham atacado”.

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Mais papo sobre política no blog eleicoes.raquelcamargo.com

Teorias de comunicação, Twitter e TV

twitter-tv

O ato de assistir TV desde que o Twitter se tornou uma ferramenta mais popular se transformou em um hábito não-individual, onde podemos ver a necessidade que as pessoas têm de compartilhar opiniões sobre o que vêem e até mesmo narrar o que está sendo exibido, como se nenhum de seus outros seguidores pudessem sintonizar no programa.

Para quem não é de comunicação, é interessante saber sobre Lasswell. Um dos fundadores da psicologia política, Harold Dwight Lasswell, estudou relações da comunicação e persuasão. Ao falar mais especificamente de propaganda, o cara disse que a audiência dos meios noticiosos era “um alvo amorfo que obedece cegamente ao esquema de estímulo-resposta”.

Mais ou menos a partir dessa discussão surgiu a teoria da agulha hipodérmica (também conhecida como teoria da correia de transmissão e da bala mágica – obs: povo ruim pra arrumar nome de teoria, né?), que buscava discutir o efeito que as mídias de massa causavam na sociedade de massa.

A polêmica disso aí está na preposição que havia nessa teoria: acreditava-se que as mensagens dos veículos de comunicação de massa eram recebidas pelo público de forma passiva, uniforme e com o mesmo efeito em toda a audiência. A partir desse tipo de análise, Laswell criou um modelo de comunicação linear:

receptor-emissor

O esquema que foi, na verdade, uma adaptação do modelo de Aristóteles de Emissor-Mensagem-receptor.

Muita gente concorda, muita gente é contra essa teoria, mas o fato é que hoje podemos ver reflexos da mídia graças às redes sociais, que têm sido encarada muitas vezes como divã.

Um programa na TV repercute no Twitter, e lá podemos ver inúmeras interpretações sobre uma única mensagem. Cada indivíduo produz seu entendimento conforme seus conhecimentos anteriores, meio que vive e vários outros fatores influenciadores.

É difícil ter uma receita de produção de conteúdo que alcance exatamente os objetivos esperados, e podemos comprovar isso fazendo a simples e chata tarefa de acompanhar no Twitter comentários sobre jogos de futebol, matérias polêmicas dos meios de comunicação de massa, além de comentários que são deixados nesses veículos.

Apesar de termos ao nosso alcance ferramentas que nos ajudam a entender os reflexos de cada produção em meios de massa, o que está na nossa frente agora, na real, é um desafio enorme, de tentar identificar isso e traduzi-lo como uma oportunidade. Perceber a interpretação das pessoas, ouvir/ler os fragmentos de pensamentos que elas deixam por aí é um ato pró-ativo, que se bem adaptado em ações pode se tornar uma chance de melhor comunicar e conquistar relevância.

Esse papo todo, na prática, pode ser discutido com o caso de Plínio Arruda no debate: Os “tuitadores” e Plínio de Arruda

O que você fez na internet hoje?

Aquele que era um projeto pouco claro, com objetivo de esenvolver uma interconexão de computadores, hoje é capaz de ser o ambiente palco de mudanças radicais. O potencial da Internet está sustentado na habilidade de superar barreiras que impediam o acesso a uma massa de informação para consumidores comuns.

O que faz a dinâmica da internet ser assim tão impactante é a base social que há ali dentro, algo como um “circuito locomotivo” (conforme Ortiz, 2004) que mostra como nosso espaço é vulnerável à desterritorialização e flexibilidade.

Um fator que faz tantos se apaixonarem pela web é a possibilidade de voz ativa para todos. Online, qualquer um pode se tornar um produtor, pode ser um emissor de conteúdos e conquistar relevância, público e relacionamento com seus destinatários.

Apesar de termos bem perto a chance de agir colaborativamente publicando em blogs, microblogs, compartilhadores de fotos e afins, não é bem o que tem acontecido. A pluralidade de vozes que pode ser feita através da web, no fundo, ainda está longe de ser intensa.

Um exemplo disso? Vamos falar de Twitter. Um tanto de gente fala que vai criar um Twitter e não um blog por que ali é fácil publicar algo, mais rápido e conciso, e assim acredita que poderá fazer conteúdo de relevância de forma mais prática.

Uma pesquisa de Harvard publicada em 2009 mostrou que uma pequena parte dos usuários do microblog é realmente a responsável pela geração de conteúdo. O estudo apontou que 10% dos “arrobas” são os autores de 90% do conteúdo postado ali.

O gráfico abaixo mostra com dados mais atualizados a produção de mensagens no Twitter. Já nesse gráfico constam 20% dos usuários como autores de Tweets e pode-se perceber também uma grande quantidade de pessoas apenas retwittando ou sustentando postagens triviais.

O mesmo acontece com blogs. Pense: quantos blogs você já visitou e viu que não passava de um CTRL+C CTRL+V de matérias de jornais, revistas, de mensagens que recebemos um milhão de vezes por email e só?

A fatia que realmente gera conteúdo na web é pequena perto da quantidade de pessoas que temos online. O que me incomoda é pensar o motivo disso. Se temos hoje a chance de sair da ditadura das mídias tradicionais, por que isso ainda não acontece com força?

Minha avó só tinha acesso à informações através de conversas no seu bairro ou dos meios convencionais de notícias (rádio, jornal e, mais tarde, a TV). Já nós não temos razão para ficar nessa de monopolização de fontes. Existem blogs muito mais confiantes e relevantes que revistas de grandes tiragens por aí, não é mesmo?

Creio que essa falta de consciência do poder que temos, de que temos em mãos contas em redes e mídias sociais que nos dão voz quase tão ativa aos tradicionais meios de comunicação, seja um reflexo dessa colonização de informações. A minha avó já está entendendo isso também.

O que você já fez para mostrar o poder que temos com as redes? Aquele papo de ser o quarto poder já não é mais só do jornalismo, pode ser de qualquer um de nós. Cutucar um político via Twitter, Formspring, exigir nossos direitos pelas redes, enfim, tudo isso está ao nosso alcance e é de graça. Isso aqui é uma ágora online.

Qual foi o bom uso das mídias sociais que você fez hoje?

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Dicas de posts do blog de Eleições:

Vídeo de sá tiras de candidatos provoca reação do TRE-MG

Estadão apóia Dilma no Twitter “sem querer querendo”

Referências: ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. São Paulo. Editora Brasiliense, 1994.
Imagem: Comunicadores

E você com a política?

Não tem como ficar isolado do mundo e fingir que nada está acontecendo: as eleições estão aí e o sentimento de “pqp, esse meu país é uma sucata” fica mais forte ainda.

Meu lance é mídias sociais, web e essas coisas, todos sabem (ou não), e esse ano especialmente tudo enquanto é candidato está tentando usar essas “mudernidade das internéti” na campanha. Tem muita coisa para ser observada nesse momento.

É por causa disso aí que eu resolvi blogar sobre o assunto. O lance é falar de política, mas não aquela política partidária que dá nojinho, mas sim do que deveria ser tudo isso.

O papo está todo sendo feito paralelamente no sub-blog eleicoes.raquelcamargo.com mas vou volocar umas chamadas dos posts de lá aqui também para vocês não se esquecerem, tá? Também tem um atalho aqui do lado, com a cara do nosso simpático Bozo, caso alguém perca ou esqueça o endereço.

Política-Palhaçada

Espero que consigamos criar debates e fazer a diferença pela web!