7 motivos para usar emoticons nas redes sociais, segundo a ciência

4175299981_7752cbe323_o

 

Você se lembra da primeira vez em que viu um emoticon? :)

O primeiro uso documentado de “:-)” é de 1982, quando Scott Fahlman propôs que ele fosse usado com uma forma de “fazer piadas” em uma mensagem para os cientistas da computação do conselho da universidade de Carnegie Mellon. Essa foi a sua mensagem que mudou a internet:

“Eu proponho que a sequência de caracteres seguinte seja usada para fazer piadas:

 “:-)”

“Leia de lado.”

Hoje, emoticon não precisam de tanta explicação. Junto com o crescimento das redes sociais (e o encolhimento dos seus limites de caracteres), essas representações pictográficas de emoções são usadas para dar mais intensidade e significado à comunicação.

Se você ainda não está certo de que os emoticons caem bem para a sua marca nas redes sociais, nós separamos sete razões bem embasadas por estudos científicos de que os emoticons podem fazer você aparentar mais amigável, aumentar a sua popularidade nas redes sociais e ainda te fazer mais feliz offline.

 

A gente já está se sentido mais feliz. :D

 

    1. Emoticons te tornam mais popular nas redes sociais

 

Em análise, mais de 31 milhões de tweets e meio milhão de posts no Facebook comprovam o fato de que emoticons positivos podem ser marcador de status nas redes sociais.

Simo Tchokni e seus colegas do laboratório de computação da universidade de Cambridge usam várias métricas como números de seguidores e a pontuação no Klout (ainda não conhece? Falamos dele nesse post aqui) para determinar traços de influência entre os compartilhamentos em redes sociais e os emoticons foram um fator comum.

 

“As características de um emoticon alcançaram alta performance, sugerindo que existe um link sólido entre o uso de emoticons e a influência social. Usuários mais influentes que tendem a usar emoticons e um placar alto no Klout está fortemente associado com emoticons positivos.” Concluiu o estudo.

  1. Nós reagimos aos emoticons como se fossem um rosto humano real

Se você já quis poder chegar e conversar com os seus seguidores e fãs cara a cara, eis as boas notícias: Um emoticon pode ser a melhor opção!

Cientistas descobriram que quando nós olhamos para um rosto sorridente online, são ativadas as mesmas e bem específicas partes do cérebro que reagem a um real rosto humano.

Uma ressalva: Isso só funciona no formato “esquerda para a direita”. Em outras palavras, o cérebro humano lê “:-)” da mesma maneira que um sorriso humano, mas “(-:” não.

“Emoticons são a nova forma de linguagem que nós produzimos, e para decodificar essa linguagem nós produzimos um novo padrão de atividade cerebral”. Disse o pesquisador Dr. Owen Churches, da escola de psicologia na universidade de Flinders em Adelaide para a ABC Science.

Porque isso pode fazer a diferença quando se trata de redes sociais e marketing? Porque os rostos humanos são particularmente efetivos mecanismos para chamar a atenção.

“A maior parte de nós presta mais a atenção em rostos do que em qualquer outra coisa” Disse Churches, que vem estudando a percepção da neurociência da face por anos. “Nós sabemos experimentalmente que as pessoas respondem de forma diferente a rostos e outras categorias de objetos.

 

 

  1. Emoticons caem bem até em ambientes de negócios

 

Você já deve ter ouvido que emoticons não são profissionais para a comunicação no ambiente de trabalho. Isso pode continuar sendo verdade em algumas indústrias, porém mais e mais rostos sorridentes estão integrando e-mails de trabalho e a ciência mostra que ninguém parece se importar negativamente com isso.

Um estudante da universidade do Missouri-St. Louis quis testar como as pessoas percebem rostos sorridentes em e-mails de trabalho comparados aos e-mails sociais. Pesquisadores enviaram dois tipos de mensagem para um grupo: uma de flertes e outra que decorria de uma entrevista de trabalho, e adicionaram alguns emoticons nas duas mensagens.

Esses pesquisadores descobriram que os emoticons nos dois casos de e-mail fictício fizeram com que quem recebe a mensagem goste mais de quem a enviou e ainda se sinta mais apreciado por quem a enviou. Mesmo no e-mail para a entrevista de trabalho, a credibilidade do remetente não foi afetada pela presença de emoticons, mesmo quando eles usaram 4!

“Em um contexto de trabalho orientado, onde traços impessoais, frios e insociáveis de comunicação via computador são fortemente encorajados a fim de construir credibilidade ou profissionalismo, usar emoticons pode criar uma quebra de gelo positiva por ser amigável e pessoal.” Concluiu o estudo.

 

  1. Emoticons amenizam a dureza de uma crítica

 

Você tem alguma crítica ou feedback para compartilhar? Emoticons podem ajudar.

Estudos da comunicação no ambiente de trabalho mostram que quando um feedback negativo de um superior vem com emoticons positivos, os funcionários estão mais propensos a se sentir bem com a mensagem e tendem a fazer as mudanças solicitadas.

“Nossos resultados sugerem que o uso de emoticons amigáveis aumentam a percepção de boa intenção sobre o provedor do feedback e diminui a percepção de negatividade quando o feedback é específico.”

É importante notar que o uso de emoticons negativos ou pouco amigáveis tem o efeito contrário em alguns casos.

 

  1. Emoticons fazem você parecer mais amigável e competente

 

Quer parecer mais esperto e mais acessível? Emoticons podem ser a resposta.

Em um estudo que teve participantes de bate-papo online com especialistas em saúde e especialistas em cinema, os especialistas avaliaram em ambos os tópicos que aqueles que pareceram mais amigáveis e competentes aqueles que se comunicaram com emoticons.

Esse estudo também ressaltou um ótimo efeito colateral dos emoticons: Eles podem te ajudar a se lembrar do que você leu com mais facilidade! Os autores do estudo descreveram:

“Parece que a presença de emoticons afeta a cognição, porque a pontuação dos participantes sobrea memória para o conteúdo do bate-papo foram significativamente maiores nos contextos com emoticons do que naqueles em que não houveram emoticons envolvidos.

 

  1. Emoticons criam um ambiente de trabalho mais feliz

 

Pesquisadores já sabem a muito tempo sobre o efeito da negatividade em um e-mail, que é um fenômeno em que o destinatário está mais propenso a receber o e-mail com mais negatividade do que o remetente havia planejado. Se não tivermos a chance de compartilhar expressões faciais e pistas não verbais em nossos e-mails, eles podem ser difíceis de interpretar.

Mas emoticons podem oferecer ajuda.

Em um estudo de 2013, cento e cinquenta e dois profissionais leram a mesma mensagem em e-mail com e sem emoticons sorridentes que eram parte de uma situação fictícia de trabalho.

Quando eles foram questionados sobre o que leram, os resultados mostraram que emoticons reduziram o efeito de negatividade nos e-mails relacionados a negócios: a mesma mensagem pareceu menos negativa quando combinada com emoticons sorridentes.

“Os resultados sugerem que essas pistas emocionais simbólicas ajudam “guiar” o destinatário para uma emoção particular (nesse estudo, o emoticon sorridente representa um tom mais positivo) esclarecendo as intensões do remetente.” Disseram os autores do estudo.

Eles adicionaram emoticons que pudessem ajudar os funcionários em locações remotas a “ler” de forma mais precisa o conteúdo emocional de uma mensagem e eles poderiam ajudar, também, a atenuar a cyber agressão e evitar conflitos só por tornar as mensagens mais claras.

 

  1. Emoticons estão correlacionados com a felicidade off-line

 

A última razão para considerar a adição de emoticons em seu vocabulário online? Eles podem simplesmente te fazer feliz!

Um estudo de 2008 descobriu que usuários de emoticons tem uma experiência “efetivamente positiva sobre a diversão, interação pessoal, riqueza de informações percebidas e utilidade percebida.”

O estudo também revelou que emoticons são “não apenas divertidos de usar, mas também “uma adição valiosa para os métodos de comunicação.”

 

Você usa emoticons? Já notou a diference em como eles fazem você se sentir na comunicação? Compartilhe com a gente as suas percepções sobre!

 

Fonte de inspiração do post

Twitter -Caso risque

Dos esmaltes da Risqué ao empoderamento feminino, em 140 caracteres

Twitter -Caso risque

Desafio do ano: criar campanhas “inovadoras” nas mídias sociais sem que se abra uma brecha para uma grande discussão ideológica.

Está cada vez mais complexo o algorítimo que leva algo a ser “engraçado”. Vide o recente caso da Skol no carnaval, que gerou revolta e tal. Tem muita marca tentando, investindo em um discurso diferente, uma interação diferente e estratégias transmidiáticas, mas o buraco está fundo e os nervos à flor da pele, e qualquer coisa pode virar uma mancha na marca.

Acabou de sair uma campanha da Risqué que dá um tanto de interrogações.

Batizada “Homens Que Amamos”, a campanha usa nomes de homens associados à atitudes específicas para intitular esmaltes. No fundo, fica parecendo que a vaidade femina está unicamente relacionada à satisfação masculina. Dá uma olhada na busca do Twitter ou veja algumas citações abaixo.

É mimimi? Faz sentido? Qual é o estopim disso tudo?

Pra você ver, tem um esmalte da marca que se chama “André fez o jantar”. Sério. Em grupos feministas a discussão sobre o case já rende. O principal argumento é que esses “pequenos gestos”, como o de um homem fazer jantar, é exaltado com a campanha da Risqué e rotulado como romantismo, enquanto uma mulher fazer o jantar é “nada demais”. Além de tudo, ainda tem a “pseudo-conclusão” de que apenas mulheres que gostam de homens usam esmalte.

Tem uma paranoia no ar? Podemos mesmo dizer que há uma espécie de histeria coletiva e todo mundo se sente “perseguido” pela mídia? Ou isso é fruto de um amadurecimento das pessoas com relação à mídia, adicionados ainda ao empoderamento que estamos conquistando (principalmente com a internet)?

Zueiras à parte, ser um profissional de mídias sociais hoje é um ato de responsabilidade social.

Das mudanças de rumo: nasce uma Lhama

Tirando a poeira desse blog, porque já passou da hora, venho através desse contar para vocês as novidades da vida profissional.

Após sair de SP para trabalhar com inovação no Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas, uma secretária provisória que é (cá entre nós) um lugar surreal-de-bom dentro das estruturas da gestão pública, eu agora sou empreendedora.

Desde janeiro de 2013 estava vivendo experiências incríveis no querido E.P.E. Cheguei lá para trabalhar no projeto Movimento Minas, como contei nesse post aqui, e quando saí estava no Dataviva, que é um grande case na área de dados abertos. Olha, foi tudo muito enriquecedor!

Eu saí porque senti um impulso. A ideia da empresa veio quando outros órgãos públicos e instituições começaram a me chamar para conversas relacionadas à formatos de evento e conteúdo. A experiência de participar da construção e idealização do 1º Hackathon do Governo de Minas repercute até hoje (que orgulho!). Observando esse contexto, essa energia de criar novas oportunidades de construção coletiva me inspirou e então tomei coragem.

Daí nasceu a Lhama.me, a minha primeira empresa.

lhamame

A essência dessa empresa é INTERAÇÃO. Eu adoro ver pessoas interagindo, redes se formando, mobilização sendo construída, etc. É disso que a Lhama.me vive, portanto. Mas o lance dela não é só eventos. Com esse laboratório de interação, eu também pretendo compartilhar minhas experiências e conhecimento no contexto online, oferecendo assim estratégia e conteúdo para as mídias digitais.

O primeiro fruto da empresa é o evento Futurização, que pode ser entendido mais aqui.

Enfim, apresento a você a querida Lhama.me. O melhor jeito de entender mais essa querida é visitando o site.

Fiquem à vontade para entrar em contato, compartilhar impressões e, quem sabe, criarmos projetos juntos. Llama me.

Design Centrado no Usuário e um passeio de bicicleta

bike

De onde saem as decisões? Quais métodos você usa para acreditar que a opção X é melhor que a Y?
Você procura já esteve “na pele” do seu público alvo? Como seu trabalho afeta a vida das outras pessoas?

Existe uma abordagem muito interessante para o desenvolvimento de qualquer coisa nessa vida, e ela é chamada de “Design Centrado no Usuário”. Desvincule o contexto do “design” do termo, pois essa forma de se trabalhar e pensar é universal e serve para inúmeros casos.

O DCU ajuda a prever como o público final daquele produto ou serviço vão fazer uso daquela “interface”. Daí, de novo, pense que interfaces podem ser layouts, telas, ruas, cadeiras, produtos em geral. Nesse processo, é fundamental testar as suposições da equipe que está desenvolvendo a ideia com a vida real de quem vai usar aquilo.

Existem métodos para fazer um DCU legal. Par colocar isso em prática, é sempre bom focar nas etapas que consistem em:
a) mapear as necessidades do cliente e dos usuários do produto/serviço
b) pensar em soluções alternativas para a situação
c) prototipar, prototipar. Testar e testar de novo
d) colher bons feedbacks dos usuários
e) incorporar os resultados

Quando o usuário entra no processo, um milagre acontece. É possível evitar prejuízos de retrabalho, receber novas ideias, validar o que já foi proposto e, principalmente, não criar “elefantes brancos” (ou seja, aquela ideia que o gerente acha genial, mas não vai acrescentar em nada positivo pro usuário final).

Eu falei isso tudo, principalmente, para compartilhar com vocês a seguinte cena vivida pelo prefeito de São Paulo, Haddad.

É fato de que, quem tomou a decisão de que seria proibido pedalar nos “ciclopassarela” (oi???) não andou sequer 500 metros de bicicleta no local. Na prática, em poucos segundos, a decisão foi mudada.

Obrigada, Haddad, por expor a importância e o valor de um trabalho centrado no usuário. Espero que o método seja implementado o quanto antes nos órgãos públicos :)

Café Controverso debate Cultura Hacker e Política

Pessoal,

participarei nesse sábado de um debate muito bacana. Fica a dica do release =)

O termo “Ética Hacker”, cuja criação é atribuída ao jornalista Steven Levy, autor do livro Hackers: Heroes of the Computer Revolution, refere-se ao conjunto de valores filosóficos que guiam as ações da comunidade hacker. A visão é norteada principalmente pelo princípio do livre acesso à informação. Em um contexto em que o ciberativismo se faz cada vez mais presente, com a apropriação dos meios tecnológicos como uma das formas de exercício da cidadania, como a cultura hacker pode interferir na política? As questões levantadas serão debatidas no Café Controverso de sábado, 23 de agosto, com o tema “Cultura Hacker e Política”, que conta com as presenças de Raquel Camargo, integrante do grupo Transparência Hacker e proprietária da Lhama.me, e de Carlos Henrique Falci, professor da Escola de Belas Artes da UFMG. O evento é aberto ao público e acontece a partir das 11h, na cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG.

 Raquel Camargo - arquivo pessoal

Raquel Camargo

Carlos Falci - arquivo pessoal

Carlos Henrique Falci

Um dos casos mais emblemáticos do hackerativismo brasileiro foi a “clonagem” do Blog do Planalto, criado pela equipe do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação permanente com a população. Entretanto, a página não permitia comentários, o que fez com que Daniela Silva e Pedro Markun criassem uma “cópia” do blog, com os mesmos textos que estavam publicados no site original, porém abertos à interação dos leitores. O material estava sob a licença Creative Commons, o que significa que a cópia do conteúdo estava previamente autorizada, desde que fossem dados os devidos créditos. O caso ajuda a compreender alguns dos princípios desse tipo de ativismo e demonstra que a prática hacker não requer, exatamente, um conhecimento avançado de programação.

 Conforme explica Raquel Camargo, integrante do grupo Transparência Hacker, do qual Pedro Markun é um dos fundadores, o termo “hackear” significa “reapropriar, tornar de acesso público o que é de direito e é comumente tratado como bem privado”, diz. A ativista contextualiza e ajuda a desmistificar a imagem que as pessoas comumente fazem do hacker: “Nenhuma das nossas ações é ilegal. O que fazemos é criar pontes, canais para que as pessoas acessem informações ou serviços que deveriam estar ao alcance de todos”. Segundo ela, a Lei de Acesso à Informação (LAI), criada em 18 de novembro de 2011 com o propósito de garantir o direito ao acesso a informações detidas pelo Governo, ainda encontra entraves para o seu cumprimento pleno – a maior parte de ordem técnica. “Hoje os governos disponibilizam dados e informações em PDF, mas é complicado porque você não consegue trabalhar as informações que estão na imagem. Então desenvolvemos formas de ler estes dados, mas é um processo longo que poderia ser facilitado se as mesmas informações estivessem em outro tipo de arquivo”, conta.

Raquel pondera que atualmente a prática do hacker está muito associada à denúncia de questões como o mau uso do dinheiro público, entre outras, mas vê um horizonte em que a tendência é de ações propositivas, que desconstruam as barreiras.

“A atual etapa é mais fiscalizadora, o que, acredito, pode mudar na medida em que os próprios governos tendem a trabalhar numa lógica de maior transparência e participação social”, conclui.

 Quebrando o código

O professor Carlos Henrique Falci, da Escola de Belas Artes da UFMG, faz uma análise do papel do hacker e do ciberativismo. “Quando o hacker surge, ele é o sujeito que descobre o código e o quebra, liberando os dados para a utilização de todos. Hoje, em alguma medida, o ciberativismo precisa manter este espírito”, diz.

De acordo com Falci, o “quebrar o código” não está necessariamente ligado à ideia de expor as pessoas, mas sim de trazer à tona questões de interesse público, que nem sempre estão acessíveis. Ele reforça ainda que, tão importante quanto conhecer a informação, é saber quais processos conduziram seu desenvolvimento.

“As pessoas não têm a menor ideia de como a informação é construída, e isso é crucial, porque nos faz pensar sobre a própria prática jornalística: o que faz de alguém uma fonte? Como se chega a isso?”, provoca. Ainda de acordo com Falci, essa quebra de barreiras faz com que as pessoas percebam que a construção do discurso não é um oligopólio, algo destinado a poucos privilegiados. “Fomos ensinados a acreditar que a produção da informação é algo para poucos, e isso deseduca, amedronta as pessoas”, afirma, enfatizando o papel do ciberativismo na desconstrução de determinados mitos.

Café Controverso

O conhecimento raramente passa pelo consenso e sua construção se faz, sempre, pelo diálogo. Nos Cafés Controversos, os temas são amplos e diversificados, e não se detêm aos tratados no interior do Espaço do Conhecimento: abordam diferentes setores da cultura, das artes e da ciência. Um espaço de debate e troca de ideias e perspectivas.  

Espaço do Conhecimento UFMG estimula a construção de um olhar crítico acerca da produção de saberes através da utilização de recursos museais. Sua programação diversificada inclui exposições, cursos, oficinas e debates. Integrante do Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Espaço do Conhecimento é fruto da parceria entre a operadora TIM e a UFMG e conta com o apoio da Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura da UFMG.  

Serviço:

Café Controverso: Cultura Hacker e Política

Data: 23 de agosto, 11h

Local: Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700

Entrada franca

Mais informações: www.espacodoconhecimento.org.br

Fonte: Rogério Dias – Assessor de comunicação / Espaço do Conhecimento UFMG 

Desescolarizando a vida

Desescolarização

O título do vídeo faz referência a tal de “desescolarização”, mas cá entre nós não é esse o principal assunto. A Ana Thomaz, quem fala com a gente nessa uma hora e cinco minutos, desperta um papo muito legal sobre quais são as formas possíveis de se aproveitar melhor a educação dos filhos para ter também um autodesenvolvimento e, quem sabe, criar uma nova cultura em si.

Você é ou quer ser pai ou mãe um dia? Assista! Se não pretende, a recomendação é que assista também, afinal, isso tudo se trata de um papo plural, já que somos filhos também.

A fala é sem cortes e rica. Aborda a história de vida dela, filósofos, arte e uma conversa leve e profunda.

Se ainda não está certo(a) de dar o play no vídeo e se deixar levar pela conversa da Ana Thomaz, aqui estão algumas frases citadas no filme.

“E então eu fui fazendo essa prática: de parar de me atrapalhar.”

“Depois da experiência de um parto nas minhas mãos, eu já não queria ter mais nenhum tipo de necessidade de me apoiar em coisas que me garantissem alguma coisa. Até então eu estava muito na garantia: eu estava olhando se eu podia garantir que o meu filho estava num bom caminho. Ali eu rompi com a garantia. Não se tem garantia na vida.”

Os pais se sentem ameaçados pelos seus pequenos filhos. Esse excesso de mimo que a gente vê nada mais é do que uma resposta a uma ameaça. […] Ameaça do dia: por meu filho para tomar banho. Ameaça do dia: fazer meu filho almoçar. Ameaça do dia: por uma roupa pra gente sair. Nessa resposta a essas ameaças vem todo esse falso respeito achando que está dando liberdade: “O que você quer comer hoje?”.”

“Cada vez mais eu me incomodo menos — cada vez mais estou criando uma outra cultura dentro de mim, um outro modo de agir e me relacionar — e cada vez menos eu incomodo. […] Então eu aceito todo o antagonismo, me alimento dele, transmuto para que ele seja fonte de crescimento, e não antagonizo de volta. Quem não ataca para de ser atacado.”

Vai, agora dá play :) E depois entra no site “O Lugar” para conhecer melhor o trabalho.

 

E aí? O que você acha dessa teoria? Você concorda com a não-escola?

Fonte da foto:Flickr – jblndl

O que você pode saber sobre o mercado de jornalismo através de dados abertos

Aqui no trabalho no Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas são desenvolvidos vários projetos interessantes, mas dentre a lista de trabalhos eu gostaria de falar hoje especificamente sobre o DataViva.

Trata-se de uma plataforma recheada com dados dos últimos 10 anos, relativos à exportações da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX/MDIC e a ocupações da Relação Anual de Informações SociaisRAIS/MTE.

Dá para fazer cruzamentos de informações muito interessantes por lá, tirar muitas conclusões e construir informações relevantes!

A ferramenta foi desenvolvido em 2013 pelo órgão onde trabalho em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A flexibilidade da plataforma possibilita mais de 100 milhões de visualizações para que cada indivíduo a utilize para responder àquelas perguntas que mais lhe interessam, tornando-a um instrumento de análise democrática e plural. O negócio é fino ;)

E pra ficar mais lindo ainda, o DataViva é desenvolvido 100% em software livre, todos os dados são abertos ao acesso público. <3

Pra você entender direitinho o que dá para fazer com o site, fica aqui a dica de uma pesquisa feita com os dados só com foco na carreira dos meus amigos de profissão, os jornalistas. Fica aí a dica para fonte de pautas, de informações, e tudo mais que couber!

O quê o DataViva pode mostrar sobre o mercado de jornalismo

Em dez anos (2002 – 2012), o número de jornalistas empregados no Brasil aumentou quatro vezes. 30% estão no estado de São Paulo e os maiores salários no Distrito Federal.  

 O número de jornalistas no Brasil cresceu entre os anos de 2002 e 2012. Em 2002, o Brasil tinha cerca de doze mil profissionais empregados e, aumentou cerca de quatro vezes em 2012, atingindo 45 mil jornalistas ocupados. São Paulo é o estado brasileiro que concentrou o maior número de profissionais com 30% de participação no mercado, número que se manteve estável durante os dez anos. O segundo estado que mais empregou é o Rio de Janeiro, com uma baixa variação no período (0,54%), seguido de Minas Gerais, que teve uma redução de 0,84%.

Gráfico 1: Distribuição do número de jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2002

 

Gráfico 2: Distribuição do número de Jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2012

Gráfico 3: Evolução do número de Jornalistas no Brasil por Unidades da Federação, 2002-2012

Além de ter o maior número de jornalistas, o estado de São Paulo também tem o maior número de estabelecimentos que empregam jornalistas (3.739 ou 28%). Nessa análise, Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 9% de participação no mercado.

 

Gráfico 4: Distribuição do número de estabelecimentos que empregam jornalistas no Brasil por Unidades da Federação – 2012

Setores em que os jornalistas estão empregados

Ao analisar os grupos de atividades econômicas que empregam jornalistas no Brasil, o de Informações e Comunicações se destaca. A área emprega um total de 21 mil jornalistas do país (47% do total). A Indústria e a Administração Pública também possuem uma participação significativa, com 11% e 10% respectivamente.

Quer saber mais? Visite o site do Escritório de Prioridades Estratégicas e veja a pesquisa completa

“Marco civil? E eu com isso?”

Eu gostaria de chamar novas pessoas para a discussão do marco civil. Há anos falo disso aqui, acompanho listas de email sobre o tema, mas sinto que o debate fica sempre no mesmo grupo, e que todos aqueles que farão parte do grupo de prejudicados pelas decisões que podem ser tomadas indevidamente sequer sabem o que acontece.

O jeito que você usa a internet hoje, está ameaçado! Tudo aquilo que está na mão dos deputados vai te afetar diretamente. Qual seu posicionamento sobre isso? Para onde vai a neutralidade da rede?

Você acessa internet facilmente hoje, seu provedor não faz nenhum bloqueio e todos os sites e redes sociais são “iguais”, nenhuma recebe uma classificação oficial de melhor ou pior. As coisas, hoje, são NEUTRAS.

Hoje, você pode escolher pagar mais caro ou mais barato para ter uma internet de velocidade igualmente diferenciada. As coisas são NEUTRAS.

E se acabar essa neutralidade? O que vai acontecer? Muita coisa paia.

Whatsapp, Skype, NetFlix… Tudo isso pode não ser mais do mesmo jeito.

Com a neutralidade da rede indo pelo ralo, você pode até pagar por uma internet de 10Mb, mas não poderá usar o plano contratado para usar o skype, por exemplo.

Sugestão de capa para o Facebook :)
Sugestão de capa para o Facebook :)

Com a neutralidade fora, você poderá ser obrigado a pagar mais caro só para ter acesso ao Youtube.

Com a neutralidade ausente, você talvez não possa mais usar o NetFlix sem contratar um plano especial de internet.

A nossa forma de receber e produzir informações está em jogo. Seus hábitos correm risco. O artigo mais polêmico é o 16, recomendo fortemente a leitura desse post para entender melhor.

Neutralidade, liberdade de expressão, privacidade, criptografia de dados, inimputabilidade e várias outras questões que afetam seu dia a dia estão em jogo.

Está na mão de cada deputado definir o que será da nossa forma de continuar o nosso acesso à internet.

Em quem você votou? Como cada deputado está tratando o assunto, você sabe? Quais são os nomes dos parlamentares que não querem a neutralidade da rede?

Veja na planilha abaixo um apanhado coletivo sobre o posicionamento de cada político sobre o tema.

Descubra quem está jogando contra ou a favor (além das empresas como Claro, Embratel, OI, Tim, Vivo, Telefônica, claro!). Essa planilha é colaborativa e você pode ajudar a descobrir mais sobre e atualizar o documento.

Quer formar sua opinião? Use e abuse da neutralidade que temos hoje. A minha sugestão é esse blog escrito por várias pessoas http://marcocivil.org.br/

BH ganha pós-graduação sobre redes sociais da internet

A FUMEC vai inaugurar em 2014 a pós-graduação intitulada “Análise de redes sociais da internet“.

É com muita alegria e empolgação que venho contar essa novidade! Vou ter a honra de fazer parte do corpo docente ao lado de grandes nomes da área como Geane Alzamora, Cristina Cypriano, Adriano C Machado (do time de computação da UFMG, que foi meu sub-orientador informalmente no mestrado), Cláudia Chaves (que foi minha professora na graduação), Carlos Falci, Carlos Conti, dentre outros!

Veja mais sobre a proposta:

OBJETIVOS

Habilitar alunos provenientes de diversas áreas de conhecimento a entender e explorar os desafios e as potencialidades que as dinâmicas típicas das Redes Sociais da Internet trazem para a realização de suas atividades. Proporcionar a aquisição de um conhecimento tanto de caráter analítico-conceitual, quanto prático que concilia o aprofundamento teórico com a execução de atividades que colocam em prática os conteúdos aprendidos.

PÚBLICO-ALVO

Profissionais com graduação superior na área de Comunicação (Assessoria de imprensa e Publicidade), da Psicologia (Recursos Humanos), Gestores de organizações públicas e privadas, Coordenadores de campanha eleitoral, Educadores.

As inscrições para o curso já estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Fica a dica =)

Novas mídias e métodos de identificação de tendências no jornalismo

Está chegando a hora!

Palestra sobre tendências no jornalismo em BH
Palestra sobre tendências no jornalismo em BH

Inscrições – gratuitas e limitadas: www.cominteligencia.com.br/palestras

Jornalistas experientes em desenvolvimento e produção de conteúdos para o ambiente da internet, Raquel Camargo (vulgo ‘eu’ heheh) e Carlos Plácido Teixeira apresentam no próximo dia 29 de agosto, no Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, a palestra “O que vem por aí: novas mídias e métodos de identificação de tendências no jornalismo”. Destinadas a profissionais que buscam recursos de apoio à análise dos conteúdos disponibilizados nas novas mídias, as apresentações oferecem alternativas de utilização de aplicativos, ferramentas e novas mídias na produção de informações e identificação de tendências.

Vem, gente! :)

 

Aqui está o conteúdo da palestra