Habemus Comunicação

Imparcialidade? Estadão assume que apoia José Serra

joseserraAinda sustentam a lição de que o jornalismo deve ser imparcial, neutro, isento de qualquer opinião. Todos sabem que isso não existe. Não existe nem na prática, nem na teoria. Independente do esforço de uns e outros, não há como um humano produzir algo sem partir do seu conhecimento prévio, sua experiência de vida que logicamente é contaminada de conceitos e opiniões.

Eis que neste domingo (26), o Estadão declarou apoio aberto ao candidato José Serra em um editorial. Com o título “O Mal a evitar”, o jornal deixa expostas as críticas ao presidente Lula e apóia claramente o tucano.

O interessante do fato nem é o lance de quem apoiar, mas o assumir um lado da história. Todos sabem que veículos têm suas linhas editorais e que elas tendem aos políticos que falam mais doce com elas. Nunca houve liberdade de imprensa, nesse sentido.

Todos os jornais modelam suas pautas para ser favorável a quem apóia, porém, de uma forma velada. O que o Estado de S. Paulo fez foi assumir isso explicitamente. O espaço de “editorial” já é feito específicamente para um texto com uma liberdade um pouco maior que outros cadernos, portanto, acho que a escolha do espaço também foi sutil.

Acompanhar os mais de 2800 comentários do editorial está interessante. Muita opinião bem fundamentada, de vários lados.

Particularmente, sou mais esse tipo de cara de pau que aquela suposta imparcialidade de veículos como a Veja. Falta de ética pouca é bobagem.

É polêmico, tem gente que defende a tentativa de se manter tudo neutro, tem gente que por já não crer nessa suposta utopia prefere isso.

Esse tipo de tomada de partido às claras é um marco para a história da imprensa, da suposta ética jornalística. Espero que os professores debatam isso com os alunos de comunicação. Nada é tão ruim que não possa piorar.

Teorias de comunicação, Twitter e TV

twitter-tv

O ato de assistir TV desde que o Twitter se tornou uma ferramenta mais popular se transformou em um hábito não-individual, onde podemos ver a necessidade que as pessoas têm de compartilhar opiniões sobre o que vêem e até mesmo narrar o que está sendo exibido, como se nenhum de seus outros seguidores pudessem sintonizar no programa.

Para quem não é de comunicação, é interessante saber sobre Lasswell. Um dos fundadores da psicologia política, Harold Dwight Lasswell, estudou relações da comunicação e persuasão. Ao falar mais especificamente de propaganda, o cara disse que a audiência dos meios noticiosos era “um alvo amorfo que obedece cegamente ao esquema de estímulo-resposta”.

Mais ou menos a partir dessa discussão surgiu a teoria da agulha hipodérmica (também conhecida como teoria da correia de transmissão e da bala mágica – obs: povo ruim pra arrumar nome de teoria, né?), que buscava discutir o efeito que as mídias de massa causavam na sociedade de massa.

A polêmica disso aí está na preposição que havia nessa teoria: acreditava-se que as mensagens dos veículos de comunicação de massa eram recebidas pelo público de forma passiva, uniforme e com o mesmo efeito em toda a audiência. A partir desse tipo de análise, Laswell criou um modelo de comunicação linear:

receptor-emissor

O esquema que foi, na verdade, uma adaptação do modelo de Aristóteles de Emissor-Mensagem-receptor.

Muita gente concorda, muita gente é contra essa teoria, mas o fato é que hoje podemos ver reflexos da mídia graças às redes sociais, que têm sido encarada muitas vezes como divã.

Um programa na TV repercute no Twitter, e lá podemos ver inúmeras interpretações sobre uma única mensagem. Cada indivíduo produz seu entendimento conforme seus conhecimentos anteriores, meio que vive e vários outros fatores influenciadores.

É difícil ter uma receita de produção de conteúdo que alcance exatamente os objetivos esperados, e podemos comprovar isso fazendo a simples e chata tarefa de acompanhar no Twitter comentários sobre jogos de futebol, matérias polêmicas dos meios de comunicação de massa, além de comentários que são deixados nesses veículos.

Apesar de termos ao nosso alcance ferramentas que nos ajudam a entender os reflexos de cada produção em meios de massa, o que está na nossa frente agora, na real, é um desafio enorme, de tentar identificar isso e traduzi-lo como uma oportunidade. Perceber a interpretação das pessoas, ouvir/ler os fragmentos de pensamentos que elas deixam por aí é um ato pró-ativo, que se bem adaptado em ações pode se tornar uma chance de melhor comunicar e conquistar relevância.

Esse papo todo, na prática, pode ser discutido com o caso de Plínio Arruda no debate: Os “tuitadores” e Plínio de Arruda

Departamento de Governo Eletrônico cria Cartilha de redação web

Foi recentemente lançada pelo Departamento de Governo Eletrônico (DGE) uma Cartilha de redação web, um documento elaborado para auxiliar a organização e elaboração de informações para o meio digital.

Com objetivo de moldar orientações para a criação de conteúdos online, as 49 páginas do documento tentam apresentar e destacar boas práticas de organização de informações para o contexto digital. Não se trata de um trabalho “ditador” e fixo, mas o material tenta orientar e dar norte às produções.

Manuais de redação e trabalhos desse tipo costumam ajudar bastante, mas nunca conseguem abranger de forma total as situações adversas do dia-a-dia. Cartilhas de redação dedicadas ao jornalismo-online já foram criadas por alguns veículos, mas ainda não há um modelo específico que é tido como padrão e base para o desenvolvimento de outros, como muitas vezes acontece no jornalismo impresso (uma vez que o manual da Folha de SP é uma das referências nacionais). Torna-se ainda mais desafiante ter um trabalho do gênero nos dias de hoje, em que as mídias digitais mandam e desmandam qualquer coisa e são capazes de fazer qualquer fato frequente e rotineiro se tornar raro, ou o oposto.

Ainda não li tudo, e com certeza na prática questionamentos sobre o material irá surgir, mas a iniciativa de se elaborar e deixar à disposição de todos é muito válida e merece nossa atenção crítica.

Conheça a cartilha de redação web através do site da Biblioteca do Governo Eletrônico.

Um revolucionário dispositivo de conhecimento

Apresento a vocês uma tecnologia de leitura altamente moderna, eficaz e prática.

Esta invenção é um dispositivo de conhecimento bio-óptico organizado. Revoluciona tudo, principalmente por não precisar de conexão, bateria ou cabos.

Pode ser usado em qualquer lugar e durante quanto tempo for necessário.

Conheça com o vídeo abaixo (em espanhol), essa revolucionária invenção: o livro.

Pesquisa informa que Twitter e Facebook cresceram mais de 7 vezes em 1 ano

Como está a presença das pessoas nas redes sociais no mundo? E no Brasil?
Uma pesquisa encerrada no início de abril, feita pela Serasa Experian Hitwise, apontou que o Twitter e o Facebook cresceram 7 vezes nos últimos 12 meses, mas ainda sem expectativas de superar o Orkut no Brasil.
Acompanhando a visitação de mais de 100 mil pessoas em mais de 150 mil sites, a pesquisa identificou que o Twitter teve uma onda de adesões entre setembro e outubro de 2009 e encontra-se estável até então.
No levantamento, o Twitter manteve-se À frente do Facebook durante a maior parte do ano passado, mas a situação se inverteu na segunda semana de dezembro e permanece assim.
Em um ano, o microblog teria crescido 768% e a rede social Facebook 804%.
Apesar do consistente crescimento, tanto o Twitter quanto o Facebook ainda estão muito distantes de alcançar a força do Orkut perante os interagentes brasileiros.
O estudo ainda analisou quais foram os termos de busca que mais geraram tráfego para a categoria de “Redes Sociais e Fóruns” nas últimas 24 semanas. Em ordem, os dez primeiros termos mais buscados foram “youtube” (5,83%), “orkut” (3,07%), “habbo” (0,99%), “you tube” (0,92%), “orkut login” (0,88%), “uol” (0,76%), “bate papo” (0,58%), “youtube vídeos” (0,48%), “twitter” (0,46%) e “facebook” (0,46%).

Como está a presença das pessoas nas redes sociais no mundo? E no Brasil?

Uma pesquisa encerrada no início de abril, feita pela Serasa Experian Hitwise, apontou que o Twitter e o Facebook cresceram 7 vezes nos últimos 12 meses, mas ainda sem expectativas de superar o Orkut no Brasil.

Acompanhando a visitação de mais de 100 mil pessoas em mais de 150 mil sites, a pesquisa identificou que o Twitter teve uma onda de adesões entre setembro e outubro de 2009 e encontra-se estável até então.

twitter-facebook

No levantamento, o Twitter manteve-se à frente do Facebook durante a maior parte do ano passado, mas a situação se inverteu na segunda semana de dezembro e permanece assim.

Em um ano, o microblog teria crescido 768% e a rede social Facebook 804%.

Apesar do consistente crescimento, tanto o Twitter quanto o Facebook ainda estão muito distantes de alcançar a força do Orkut perante os interagentes brasileiros.

O estudo ainda analisou quais foram os termos de busca que mais geraram tráfego para a categoria de “Redes Sociais e Fóruns” nas últimas 24 semanas. Em ordem, os dez primeiros termos mais buscados foram “youtube” (5,83%), “orkut” (3,07%), “habbo” (0,99%), “you tube” (0,92%), “orkut login” (0,88%), “uol” (0,76%), “bate papo” (0,58%), “youtube vídeos” (0,48%), “twitter” (0,46%) e “facebook” (0,46%).

Mais detalhes da pesquisa no site da empresa.

Pesquisa sobre uso do Twitter através do celular

Você usa o Twitter através do celular? Como? Você costuma fazer isso através de um aplicativo, através de SMS ou pela página do Twitter? E quem ainda não twitta pelo celular? São muitas pessoas?

Com base nessas (e várias outras) perguntas relacionadas ao uso do microblog através do celular estamos fazendo uma pesquisa para entender melhor tudo isso. O trabalho tem caráter científico e também ajudará muita gente a entender o comportamento do brasileiro quando o papo é Twitter e mobilidade.

A pesquisa não é longa e muito importante para todos nós.Sua contribuição é essencial para nos ajudar a mapear e descobrir detalhes sobre o assunto.

Muito obrigada!

@gabizago e @raquelcamargo

Responder a pesquisa

Link para divulgação: http://migre.me/uuXO