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Habemus Comunicação

Convite – Fórum Youth to Business

Teorias sobre a Twitteratura, hiperliteratura, citação e mídias sociais

Uma era depois de defender minha dissertação de mestrado, percebi que não havia compartilhado. Antes tarde do que nunca. Eis aqui o “trabalho que mais me deu trabalho” na vida, mas que me fez crescer demais também =)

 

“A metáfora usada por Compagnon (2007) no início do livro O Trabalho daCitação é a melhor forma encontrada para se concluir a reflexão proposta nesta pesquisa.Trata-sede uma metáforafeitasobreuma tesoura e uma cola e o ato de se recortar e fazermontagens, colagens, e o prazer que oautor encontrava, enquanto criança, no passear pela complexidade do papel e encaixes exemplifica o “criar textos”. Falando de “ablação”, Compagnon afirma que,ao citarmos, estamos mutilando, tirando as raízes. Ao discutir o “grifo”, o autor o compara àpreliminar de uma citação, e esta, por sua vez, seria uma espéciede lugar onde o texto se acomoda pela integração com outros textos. A escrita, enfim, ésempre uma reescrita.

A internet continua a transformar modos de produzir, receber e consumir qualquertipo de bem, de obra, de contexto. Seu poder de multiplicar, pulverizar e dar poder de falaravárias vozes transforma as criações (mesmo aquelas que já haviam sido criadas, pois agorapodem ser remixadas) e isso afeta a todos, inclusive, o conteúdo que preenche qualquer objeto.”

 

Espero que entendam, espero que ajude. Agradeço a todos pela ajuda

CITAÇÃO E ATRIBUIÇÃO DE AUTORIA NO TWITTER: UM ESTUDO COM BASE NA LITERATURA NO MICROBLOG by Raquel Camargo

Show de Tiësto tem participação especial do Twitter do Kalil

Para mim o Alexandre Kalil, presidente do Clube Atlético Mineiro, é um dos caras que melhor faz uso do Twitter no Brasil.

Com o seu perfil no Twitter, Kalil “fura” os meios de comunicação tradicionais, dando notícias em primeira mão. Assessor de imprensa, release, follow up? Que nada! Aí está uma aplicação sensacional do uso da instantaniedade do Twitter sem intervenção de linhas editoriais e outros detalhes da imprensa.

Pra quem está por fora, os que acompanham o Atlético/MG acompanham tudo do time pelo Twitter do sujeito e aí, bem no meio do show do DJ Tiesto surge uma sutil intervenção.
Campanhas pela esperada twittada do Kalil sobre a volta do jogador Tardelli para o Galo já estavam ativas, e eis que no meio da balada o assunto vem à tona.

Veja no vídeo

Candidatos compram perfis de usuários do Twitter e fãs para o Facebook

Matéria minha publicada no UOL.

 

Em busca de votos e popularidade na internet, pré-candidatos nas eleições deste ano tentam adquirir perfis já consolidados nas redes sociais, o que pode ser considerado crime eleitoral. No Twitter, é possível encontrar comentários que relatam as propostas comerciais dos políticos. O Facebook também é alvo dos pré-candidatos. Empresas oferecem serviços que têm como objetivo popularizar a página do político por meio de anúncios na rede social.

Segundo Alberto Rollo, advogado especializado em direito eleitoral, a compra de perfis ou seguidores pode acarretar em problemas legais. ”Se o candidato vai aumentar número de seguidores ou fãs de forma fraudulenta está havendo um descompasso com que a lei diz, pois ela não permite fraudes”, afirmou Rollo.

 

No Twitter, por exemplo, a estratégia dos políticos é substituir o nome da conta com os usuários que já seguem a página. Dessa forma, as pessoas que já acompanham o perfil que foi comercializado passam a receber as atualizações do novo dono, sem saber da troca de propriedade.

Pelo Twitter, dois usuários falaram de propostas de compra de seus perfis na rede social para políticos e partidos. Encontrados pelo UOL, eles preferiram não comentar o caso e pediram para não ser identificados. Um deles, morador de Juazeiro do Norte (CE), cidade com cerca de 250 mil habitantes, tem 1.219 seguidores –até a publicação desta reportagem.

Os políticos também podem usar recursos artificiais para aumentar o número de seguidores –os chamados “scripts”.

Por meio de uma ferramenta, usuários passam a seguir automaticamente perfis aleatórios e inflam o total de pessoas que recebem seu conteúdo e suas atualizações. Os “scripts” gratuitos, por sua vez, publicam automaticamente mensagens nas páginas de quem fez uso do recurso.

Candidato da Força

Uma dessas mensagens apareceu no Twitter do pré-candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força, mas logo em seguida foi apagada. O pré-candidato informou, por meio de assessoria de imprensa, ter conhecimento do texto publicado, mas garantiu que não houve uso dessas ferramentas.

Facebook

A reportagem do UOL entrou em contato com uma agência de comunicação e se apresentou como responsável pela campanha de um candidato. Um funcionário da agência  informou que um político do Recife, por exemplo, conseguiu 30 mil novos fãs em cerca de um mês após o início da intervenção de seus profissionais na página do Facebook.

Em outro contato telefônico, agora com uma empresa especializada em marketing digital, o responsável pela empresa informou que são usadas estratégias para burlar as limitações da legislação e fazer anúncios no Facebook para popularizar a página do político. “Existe o risco? Existe. Estão reclamando? Estão. Tem um monte de gente reclamando, mas e daí?”, declarou o funcionário que se apresentou como responsável pelo negócio.

Pacotes de usuários que podem virar fãs ou seguidores também são vendidos. Adquirir mais 10 mil pessoas na página custa R$ 290, por exemplo. Outra estratégia é criar perfis falsos, que passam a ser fãs das páginas dos políticos, gerando uma falsa popularidade das páginas.

Embora seja um método fácil de aumentar os números das páginas das redes sociais, as ações podem não trazer benefícios para quem as pratica, dizem especialistas.

Para Sandra Turchi, professora do curso marketing para marketing eleitoral, “não adianta ter uma base enorme de seguidores fictícia, que não são reais seguidores”. De acordo com a especialista, o ideal é que o candidato se prepare meses antes do período eleitoral já fazendo ações e estabelecendo comunicação pelos perfis.

“Vender anúncios não é permitido. Em uma situação dessas, um candidato, coligação partido ou o Ministério Público podem entrar com uma representação junto ao TRE [Tribunal Regional Eleitoral] contra quem estiver fazendo isso e denunciando a campanha fraudulenta, desde que prove”, afirma Rollo.

A multa por ações indevidas nas redes sociais variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil. A propaganda eleitoral é permitida a partir de 6 de julho. Antes disso, manifestações em redes sociais podem ser consideradas como propaganda eleitoral antecipada e também acarretar em multas.

Imparcialidade? Estadão assume que apoia José Serra

joseserraAinda sustentam a lição de que o jornalismo deve ser imparcial, neutro, isento de qualquer opinião. Todos sabem que isso não existe. Não existe nem na prática, nem na teoria. Independente do esforço de uns e outros, não há como um humano produzir algo sem partir do seu conhecimento prévio, sua experiência de vida que logicamente é contaminada de conceitos e opiniões.

Eis que neste domingo (26), o Estadão declarou apoio aberto ao candidato José Serra em um editorial. Com o título “O Mal a evitar”, o jornal deixa expostas as críticas ao presidente Lula e apóia claramente o tucano.

O interessante do fato nem é o lance de quem apoiar, mas o assumir um lado da história. Todos sabem que veículos têm suas linhas editorais e que elas tendem aos políticos que falam mais doce com elas. Nunca houve liberdade de imprensa, nesse sentido.

Todos os jornais modelam suas pautas para ser favorável a quem apóia, porém, de uma forma velada. O que o Estado de S. Paulo fez foi assumir isso explicitamente. O espaço de “editorial” já é feito específicamente para um texto com uma liberdade um pouco maior que outros cadernos, portanto, acho que a escolha do espaço também foi sutil.

Acompanhar os mais de 2800 comentários do editorial está interessante. Muita opinião bem fundamentada, de vários lados.

Particularmente, sou mais esse tipo de cara de pau que aquela suposta imparcialidade de veículos como a Veja. Falta de ética pouca é bobagem.

É polêmico, tem gente que defende a tentativa de se manter tudo neutro, tem gente que por já não crer nessa suposta utopia prefere isso.

Esse tipo de tomada de partido às claras é um marco para a história da imprensa, da suposta ética jornalística. Espero que os professores debatam isso com os alunos de comunicação. Nada é tão ruim que não possa piorar.

Teorias de comunicação, Twitter e TV

twitter-tv

O ato de assistir TV desde que o Twitter se tornou uma ferramenta mais popular se transformou em um hábito não-individual, onde podemos ver a necessidade que as pessoas têm de compartilhar opiniões sobre o que vêem e até mesmo narrar o que está sendo exibido, como se nenhum de seus outros seguidores pudessem sintonizar no programa.

Para quem não é de comunicação, é interessante saber sobre Lasswell. Um dos fundadores da psicologia política, Harold Dwight Lasswell, estudou relações da comunicação e persuasão. Ao falar mais especificamente de propaganda, o cara disse que a audiência dos meios noticiosos era “um alvo amorfo que obedece cegamente ao esquema de estímulo-resposta”.

Mais ou menos a partir dessa discussão surgiu a teoria da agulha hipodérmica (também conhecida como teoria da correia de transmissão e da bala mágica – obs: povo ruim pra arrumar nome de teoria, né?), que buscava discutir o efeito que as mídias de massa causavam na sociedade de massa.

A polêmica disso aí está na preposição que havia nessa teoria: acreditava-se que as mensagens dos veículos de comunicação de massa eram recebidas pelo público de forma passiva, uniforme e com o mesmo efeito em toda a audiência. A partir desse tipo de análise, Laswell criou um modelo de comunicação linear:

receptor-emissor

O esquema que foi, na verdade, uma adaptação do modelo de Aristóteles de Emissor-Mensagem-receptor.

Muita gente concorda, muita gente é contra essa teoria, mas o fato é que hoje podemos ver reflexos da mídia graças às redes sociais, que têm sido encarada muitas vezes como divã.

Um programa na TV repercute no Twitter, e lá podemos ver inúmeras interpretações sobre uma única mensagem. Cada indivíduo produz seu entendimento conforme seus conhecimentos anteriores, meio que vive e vários outros fatores influenciadores.

É difícil ter uma receita de produção de conteúdo que alcance exatamente os objetivos esperados, e podemos comprovar isso fazendo a simples e chata tarefa de acompanhar no Twitter comentários sobre jogos de futebol, matérias polêmicas dos meios de comunicação de massa, além de comentários que são deixados nesses veículos.

Apesar de termos ao nosso alcance ferramentas que nos ajudam a entender os reflexos de cada produção em meios de massa, o que está na nossa frente agora, na real, é um desafio enorme, de tentar identificar isso e traduzi-lo como uma oportunidade. Perceber a interpretação das pessoas, ouvir/ler os fragmentos de pensamentos que elas deixam por aí é um ato pró-ativo, que se bem adaptado em ações pode se tornar uma chance de melhor comunicar e conquistar relevância.

Esse papo todo, na prática, pode ser discutido com o caso de Plínio Arruda no debate: Os “tuitadores” e Plínio de Arruda