Dicas de ferramentas de e-mail marketing para suas estratégias digitais

Um bom e-mail marketing encaminhado, no momento certo e na hora certa, ajuda produtos e serviços a terem uma boa visibilidade nos meios digitais. Apesar de ser uma estratégia vista como “algo sem retorno” para muitos empreendedores, as boas práticas de envios de e-mails para seus clientes é uma excelente alternativa para manter seu público próximo ao seu negócio. Lembre-se: um bom relacionamento, mesmo sendo digitalmente, é primordial para consolidar sua marca na mente de seus consumidores.

Campanhas bem estruturadas de e-mail marketing também são chaves para bons resultados de divulgações de produtos e serviços, mas que também podem envolver novidades de seu negócio como: promoções, artigos, novidades, descontos, dentre outros. Para isso, é preciso contar com algumas ferramentas que facilitam o trabalho do digital planner, designer e programador.

Abaixo seguem algumas dicas de sites e ferramentas digitais para ajudar em seu planejamento de e-mail marketing:

MailChimp | E-Goi | Mad Mimi:

para iniciar suas campanhas de e-mail maketing, até mesmo como título de teste para ver o desempenho de suas estratégias, você pode usar as ferramentas MailChimp, Egoi e Mad Mimi em seus planos gratuitos. Mas lembre-se de qualificar bem o seu mailing e seguir corretamente as especificações de seus planos gratuitos, pois as mesmas podem bloquear seu acesso ou até mesmo cobrar por seus planos.

E-mail Spam Test:

para testar se o seu e-mail marketing atende aos parâmetros de boas práticas, sem o risco de cair em SPAM, essa ferramenta é excelente para avaliar o e-mail a ser enviado. Basta solicitar o código HTML para o programador e inserir no formulário disponível na ferramenta. É importante que tanto o designer quando o digital planner e o programador avaliem as possíveis melhorias nas campanhas.

MX Toll Box:

caso sua empresa já tenha feito e-mail marketing e você suspeita que suas campanhas estão indo para SPAM, mesmo com mailing qualificado, essa ferramenta é a solução. Com a ajuda de seu programador, essa ferramenta ajuda a ver as denúncias de usuários que colocaram o endereço do seu site em alguma blacklist. Mesmo iniciando agora, já cadastre sua empresa para monitorar denúncias de SPAM. Uma mão na roda na hora de justificar problemas com campanhas de e-mail marketing.

Campaign Monitor | Zurb:

nada mais prático que construir templates padronizados para campanhas de e-mail marketing. O Campaign Monitor traz para você uma ferramenta muito prática e intuitiva para criar modelos em HTML para os seus e-mails. Já o Zurb te oferece cinco templates responsivos para diversas plataformas, onde você precisará da ajuda de seu programador para apenas trocar as imagens e informações.

Pixabay | RGB Stock| Image*After:

para dar um destaque em suas campanhas de e-mail marketing, aposte em um design que seja de acordo com a identidade visual de sua empresa. Tudo bem usar uma imagem ou outra de bancos de imagens free, como esses citados, mas lembre-se de colocar sempre fotos de seus produtos/serviços para garantir ainda mais a confiança de seus clientes ao abrirem o e-mail.

 

E para você aprender ainda mais sobre esse universo interessante de e-mail marketing, confira mais dicas no canal Raquel Camargo no YouTube:

 

Gostou do artigo? Compartilhe com seus amigos e colegas de trabalho e contribua, nos comentários, com suas dicas de ferramentas para conhecermos ainda mais sobre email marketing no universo do Marketing Digital.

Big Data, psicometria, Facebook e Trump: o que isso tem a ver?

Em 9 de novembro, por volta das 8h30, Michal Kosinski acordou no Hotel Sunnehus, em Zurique. O pesquisador de 34 anos foi palestrar no Instituto Federal Suíço de Tecnologia sobre os perigos do Big Data e da revolução digital. Kosinski dá palestras constantemente sobre esses temas no mundo inteiro. Ele é especialista em psicometria, um ramo da psicologia que lida com dados. Naquela manhã, quando ele ligou a TV, viu a bomba: contrariando previsões dos principais estatísticos do país, Donald J. Trump havia sido eleito presidente dos Estados Unidos.

No mesmo dia, uma empresa britânica ainda pouco conhecida com sede em Londres enviou um comunicado à imprensa: “Estamos muito felizes que nosso método revolucionário de comunicação baseada em dados tenha desempenhado um papel tão importante na vitória extraordinária do presidente eleito Trump”, disse Alexander James Ashburner Nix, britânico, 41 anos, e CEO da Cambridge Analytica. Ele sempre aparece em público com ternos bem cortados e óculos de grife, com o cabelo loiro penteado para trás. E a sua empresa não era integrante apenas da campanha online de Trump, mas também do Brexit.

Desses três personagens – o reflexivo Kosinski, o cuidadosamente vestido Nix e o sorridente Trump – um deles permitiu a revolução digital, um deles executou e um outro se beneficiou.

Big Data e a psicologia baseada em dados

Psicometria

Psicometria é base de nova estratégia eleitoral

Qualquer pessoa que não tenha passado os últimos cinco anos vivendo em outro planeta já ouviu falar no termo Big Data. Ele significa essencialmente que tudo o que fazemos, online e offline, deixa vestígios digitais. Cada compra que fazemos com nossos cartões, cada busca que digitamos no Google, a cada lugar que vamos com o celular no bolso e cada curtida, tudo é armazenada – especialmente as curtidas. Por muito tempo, não estava claro como esses dados poderiam ser usados, exceto, talvez, ver anúncios de remédios de pressão logo depois de pesquisar “como reduzir a pressão arterial” no Google.

Em 9 de novembro, ficou claro que é possível usar o Big Data para algo muito maior. A empresa por trás da campanha on-line de Trump – a mesma empresa que trabalhou para a Leave.EU no começo do Brexit – era uma empresa de Big Data: a Cambridge Analytica.

Para entender o resultado da eleição e como a comunicação política pode funcionar no futuro, é preciso começar com um incidente estranho na Universidade de Cambridge em 2014, no Centro de Psicometria de Kosinski.

Psicometria, às vezes também chamada de psicografia, centra-se na medição de traços psicológicos, como a personalidade. Na década de 1980, duas equipes de psicólogos desenvolveram um modelo que buscava avaliar pessoas com base em cinco traços de personalidade – o modelo foi chamado de Big Five: abertura (a novas experiências), consenciosidade (perfeccionismo), extroversão (sociabilidade), condescendência (cooperatividade) e neuroticismo (temperamento). Com base nessas dimensões – conhecidas pela sigla em inglês OCEAN – é possível fazer uma avaliação relativamente precisa de qualquer pessoa. Isso inclui necessidades e medos e como eles devem se comportar. O Big Five tornou-se a técnica padrão de psicometria. Mas, por muito tempo, o problema com essa abordagem foi a coleta de dados. Isso porque era preciso preencher um questionário complicado com informações muito pessoais. Então veio a internet. E o Facebook. E Kosinski.

Michal Kosinski

Michal Kosinski co-criou método de psicometria via dados do Facebook

Michal Kosinski foi estudante em Varsóvia quando sua vida tomou uma nova direção em 2008. Ele foi aceito pela Universidade de Cambridge para fazer seu doutorado no Psychometrics Center, uma das instituições mais antigas do tipo em todo o mundo. Kosinski se juntou ao colega David Stillwell (hoje professor da Universidade de Cambridge) cerca de um ano depois de Stillwell ter lançado um pequeno aplicativo no Facebook, muito antes da rede social se tornar a gigante que é hoje. O app MyPersonality convencia usuários a preencher vários questionários psicométricos, incluindo um punhado de perguntas psicológicas do questionário Big Five (“entro em pânico facilmente”, “contrario muito os outros”). Com base na avaliação, os usuários recebiam um “perfil de personalidade” – usando variáveis do Big Five – e a opção de compartilhar seus dados de perfil do Facebook com os pesquisadores.

Os seguidores de Lady Gaga eram provavelmente extrovertidos, enquanto aqueles que curtiam páginas de filosofia tendiam a ser introvertidos.

Kosinski esperava que algumas dezenas de colegas universitários preenchessem o questionário, mas, em pouco tempo, milhões de pessoas revelaram seus segredos mais íntimos. De repente, os dois estudantes de doutorado tiveram nas mãos um conjunto de dados gigante combinando pontuações psicométricas com perfis do Facebook prontos para coleta.

Deduções absurdamente confiáveis poderiam ser extraídas a partir de alguns poucos cliques online. Por exemplo, homens que curtiram a marca de cosméticos MAC eram ligeiramente mais propensos a serem gays. Por outro lado, um dos melhores indicadores para a heterossexualidade era curtir a página do Wu-Tang Clan. Os seguidores de Lady Gaga eram provavelmente extrovertidos, enquanto aqueles que curtiam páginas de filosofia tendiam a ser introvertidos. Embora essas informações sozinhas não tenham força para produzir uma previsão confiável, dezenas, centenas ou milhares de dados individuais combinados resultam em previsões altamente precisas.

Kosinski e sua equipe aprimoraram incansavelmente seus modelos. Em 2012, Kosinski provou que, com base em uma média de 68 likes do Facebook por usuário, era possível prever sua cor da pele (95% de precisão), sua orientação sexual (88%) e sua filiação aos partidos Democrata ou Republicano (85%). Mas, ele não parou por aí. Inteligência, afiliação religiosa, bem como uso de álcool, cigarro e drogas, tudo poderia ser determinado. Com esses dados era até possível deduzir se os pais de alguém eram divorciados.

A capacidade de prever a resposta de alguém era a principal demonstração de força do modelo. Kosinski continuou a trabalhar incansavelmente e, em pouco tempo, seu mecanismo já era melhor do que psicólogos para avaliar pessoas apenas com base em 10 curtidas de Facebook. 70 curtidas eram suficientes para saber mais até do que os amigos de alguém, 150 mais do que os pais. Para conhecer uma pessoa mais do que o seu parceiro, bastavam 300 curtidas. Com mais likes do que isso, era possível conhecer mais até do que a própria pessoa sabia sobre si. No dia em que Kosinski publicou essas descobertas, recebeu dois telefonemas. Uma ameaça de processo judicial e uma oferta de emprego. Ambas do Facebook.

Um verdadeiro ‘Google de pessoas’

Big Data

O Big Data tem papel principal na estratégia política da nova década

Apenas algumas semanas depois, as curtidas se tornaram privadas por padrão no Facebook. Antes disso, a configuração normal permitia que qualquer pessoa na internet pudesse ver seus likes. Mas isso não era um obstáculo para os colecionadores de dados: enquanto Kosinski sempre pedia o consentimento dos usuários do Facebook, muitos aplicativos e questionários on-line hoje exigem acesso a dados privados como pré-condição para a realização de testes de personalidade. Qualquer pessoa que queira avaliar a si mesmo com base nos likes do Facebook pode fazer isso por meio do site de Kosinski, e depois comparar os seus resultados com os de um questionário OCEAN clássico, como o do Centro de Psicometria de Cambridge.

O smartphone é um vasto questionário psicológico preenchido constantemente, consciente e inconscientemente.

Mas não se tratava apenas de likes ou mesmo de Facebook: Kosinski e sua equipe agora podiam atribuir valores Big Five baseados simplesmente em quantas fotos de perfil uma pessoa tinha no Facebook, ou quantos contatos tinham (um bom indicador de extroversão). Mas muita coisa é revelada até quando se está offline. O sensor de movimento do celular diz a velocidade e para onde o usuário vai todos os dias. A informação pode ser usada para avaliar instabilidade emocional. O smartphone é um vasto questionário psicológico preenchido a toda hora, consciente e inconscientemente.

No entanto, acima de tudo, essa metodologia também funciona no sentido inverso: não só os perfis psicológicos podem ser criados a partir de seus dados, mas essas informações podem ser usadas ao contrário para procurar perfis específicos: todos os pais ansiosos, todos que sentem raiva e os introvertidos, por exemplo – ou todos os democratas indecisos. Essencialmente, o que Kosinski havia inventado era uma espécie de motor de busca de pessoas. Ele começou a reconhecer o potencial, mas também o perigo inerente de seu trabalho.

Para ele, a internet sempre parecia um presente dos céus. O que ele realmente queria era dar algo de volta. Os dados podem ser copiados, então por que não beneficiar o bem comum? Foi o espírito de toda uma geração, o início de uma nova era que transcendeu as limitações do mundo físico. Mas o que aconteceria, se perguntou Kosinski, se alguém abusasse de seu motor de busca de pessoas para manipulá-las? Ele começou a adicionar advertências à maioria de seu trabalho científico. “Pode representar uma ameaça ao bem-estar, à liberdade, ou mesmo à vida de um indivíduo”, dizia um dos alertas. Mas, ninguém parecia entender o que ele queria dizer.

Nas mãos erradas

Cambridge Analytica trump

Cambridge Analytica é uma empresa contratada por Trump

Na mesma época, no início de 2014, Kosinski foi abordado por um jovem professor assistente no departamento de psicologia chamado Aleksandr Kogan. Ele disse que estava a mando de uma empresa interessada no método de Kosinski, e queria acessar o banco de dados MyPersonality. Kogan não tinha permissão de revelar a finalidade, pois era tudo secreto.

No início, Kosinski e sua equipe consideraram aceitar a oferta, que traria muito dinheiro para o instituto, mas então o pesquisador hesitou. Kosinski lembra que foi aí que Kogan revelou o nome da empresa: SCL, ou Strategic Communication Laboratories (Laboratório de Comunicação Estratégica, em português). Kosinski pesquisou a empresa: “[Somos] uma grande agência de gestão eleitoral”, diz o site da empresa. A SCL vende marketing baseado em modelagem psicológica. Um de seus principais focos: influenciar eleições. Influenciar eleições? Perturbado, Kosinski navegou pelo site. Que tipo de empresa era essa? E o que essas pessoas estavam planejando?

O que Kosinski não sabia na época: a SCL é a mãe de um grupo de empresas. Os verdadeiros donos da SCL e outras empresas não são conhecidos graças a uma estrutura corporativa complicada, muito parecida com as Company Houses do Reino Unido, com o registro de empresas de Delaware e com os Panama Papers. Algumas das filiais da SCL se envolveram em eleições na Ucrânia e na Nigéria, ajudaram o monarca do Nepal contra os rebeldes, e desenvolveram métodos para a OTAN para influenciar cidadãos da Europa Orientale do Afeganistão. Em 2013, a SCL abriu uma nova empresa para participar das eleições nos EUA: Cambridge Analytica.

Kosinski não sabia nada sobre isso, mas tinha um mau pressentimento. “A coisa toda começou a cheirar mal”, ele lembra. Pesquisando mais, ele descobriu que Aleksandr Kogan havia registrado secretamente uma empresa ligada à SCL. De acordo com um artigo de dezembro de 2015 no The Guardian e com documentos internos da empresa nas mãos da Das Magazin, a SCL havia entrado em contato com o método de Kosinski por intermédio de Kogan.

Kosinski começou a suspeitar que a empresa de Kogan poderia ter copiado a ferramenta de análise de Big Five baseada em likes do Facebook, a fim de vendê-la para a Cambridge Analytica. Ele imediatamente interrompeu o contato com Kogan e informou o diretor do instituto, provocando um complicado conflito dentro da universidade. O instituto estava preocupado com a reputação da entidade. Aleksandr Kogan mudou-se para Singapura, casou-se e mudou seu nome para Dr. Spectre. Michal Kosinski terminou seu doutorado, conseguiu uma oferta de trabalho em Stanford e se mudou para os EUA.

Sr. Brexit

Brexit Trump

Trump e Brexit têm mais em comum do que se imagina

Não houve turbulências por cerca de um ano. Então, em novembro de 2015, a Leave.EU, a campanha mais radical pelo Brexit, apoiada por Nigel Farage, anunciou a contratação de uma empresa de Big Data para ajudar na campanha on-line: Cambridge Analytica. O principal produto da empresa: um inovador marketing político, baseado em microsegmentação, para avaliar a personalidade das pessoas a partir de pegadas digitais, tudo baseado no modelo OCEAN.

Após o resultado do Brexit, amigos e conhecidos escreveram para ele: olhe o que você fez.

Kosinski passou a receber e-mails perguntando o que ele tinha a ver com aquilo – as palavras Cambridge, personalidade e análise imediatamente fizeram muitas pessoas pensarem em Kosinski. Foi a primeira vez que ele ouviu falar da empresa, que teria ganhado o nome porque seus primeiros funcionários tinham sido pesquisadores da Universidade de Cambridge. Horrorizado, ele olhou para o site. Sua metodologia tinha mesmo sido usada em larga escala para fins políticos?

Após o resultado do Brexit, amigos e conhecidos escreveram para ele: “olhe o que você fez”. Por toda parte, Kosinski era obrigado a explicar que não tinha nada a ver com essa empresa. Na verdade, até hoje, ainda não está claro até que ponto a Cambridge Analytica esteve envolvida na campanha pelo Brexit. A empresa não falou publicamente sobre isso.

Por alguns meses, as coisas ficaram relativamente calmas. Então, em 19 de setembro de 2016, pouco mais de um mês antes das eleições dos EUA, os riffs de “Bad Moon Rising” do Creedence Clearwater Revival encheram o corredor azul-escuro do Grand Hyatt, em Nova York. A Cúpula de Concordia é uma espécie de Fórum Econômico Mundial em miniatura. Foram convidados líderes do mundo todo, entre eles o presidente suíço Johann Schneider-Ammann. “Por favor, deem as boas-vindas a Alexander Nix, diretor executivo da Cambridge Analytica”, anuncia uma voz feminina suave. Um homem magro em terno preto caminha até o palco. Todos se calam. Muitos já sabem que aquele é o novo encarregado da estratégia digital de Trump.

Algumas semanas antes, Trump tinha tuitado, de um jeito um tanto quanto enigmático, “logo você estará me chamando de Sr. Brexit”. Analistas políticos notaram semelhanças entre a agenda de Trump e a do movimento de direita Brexit. Mas poucos tinham notado a conexão entre isso e a recente contratação da empresa de marketing Cambridge Analytica.

“Quase todas as mensagens publicadas por Trump foram baseadas em dados”, disse o CEO da Cambridge Analytica, Alexander Nix.

A essa altura, a campanha digital de Trump havia consistido de mais ou menos uma pessoa: Brad Parscale, um empreendedor de marketing e fundador de startup fracassado que criou somente um site simples para Trump por US$ 1.500. Com 70 anos de idade, Trump não é nem um pouco “alfabetizado digitalmente” – não há sequer um computador no seu escritório. Sua assistente pessoal uma vez revelou que Trump não sabe nem mandar e-mails. Ela mesma o convenceu a ter um smartphone, um Galaxy S3 que ele gosta de usar para tuitar sem parar.

Hillary Clinton, por outro lado, dependia fortemente do legado do primeiro “presidente de mídias sociais”, Barack Obama. Ela tinha as listas de endereços do Partido Democrata, trabalhou com os melhores analistas de dados como os do BlueLabs, e recebeu o apoio do Google e da DreamWorks. Quando foi anunciado em junho de 2016 que Trump havia contratado a Cambridge Analytica, os poderosos de Washington torceram o nariz. Estrangeiros vestidos em ternos de alfaiate que não entendem nada dos EUA e dos americanos? Sério?

“É meu privilégio falar hoje com vocês sobre o poder do Big Data e da psicografia no processo eleitoral”. O logotipo da Cambridge Analytica – um cérebro composto de nós de rede, como um mapa, aparece atrás de Alexander Nix. “Há apenas 18 meses, o senador Cruz era um dos candidatos menos populares”, explica o loiro com um sotaque britânico, algo que incomoda americanos. “Menos de 40% da população tinha ouvido falar dele”, diz outro slide. A Cambridge Analytica tinha se envolvido na campanha eleitoral dos EUA quase dois anos antes, inicialmente por meio de uma consultoria para os republicanos Ben Carson e Ted Cruz. Esse último – e mais tarde Trump – foi financiado principalmente pelo multimilionário de software Robert Mercer, conhecido pela sua discrição. Juntamente com sua filha Rebekah, é tido como o maior investidor da Cambridge Analytica.

“Então, como Ted Cruz fez isso?”. Até então, explica Nix, as campanhas eleitorais tinham sido organizadas com base em conceitos demográficos. “Uma ideia realmente ridícula, a ideia de que todas as mulheres devem receber a mesma mensagem por causa de seu sexo – ou todos os negros por conta de sua raça”. O que Nix quis dizer é que, enquanto outras campanhas tinham lançado mão somente de demografia, a Cambridge Analytica estava usando a psicometria.

O EUA inteiro em análise psicográfica

Cambridge Analytics explica como usa Big Data e psicologia para conquistar eleitorado

Embora isso possa ser verdade, o papel da Cambridge Analytica dentro da campanha da Cruz é discutível. Em dezembro de 2015, a equipe do político de fato creditou seu crescente sucesso ao uso psicológico de dados e análises. Na publicação Advertising Age, membro da campanha disse que a Cambridge Analytica era “só uma ajuda a mais”, mas considerou, mesmo assim, que sua modelagem de dados de eleitores era “excelente”. A campanha iria pagar à empresa pelo menos US $ 5,8 milhões para ajudar a identificar eleitores nas convenções do estado de Iowa, nos quais Cruz venceu antes de cair fora da corrida pela Casa branca em maio de 2016.

O próximo slide de Nix mostrou cinco rostos, cada um correspondente a um perfil de personalidade. É o Big Five (ou o modelo OCEAN). “Em Cambridge, criamos um modelo que prevê a personalidade de cada adulto nos EUA”. O salão é cativado na hora. De acordo com Nix, o sucesso do marketing da Cambridge Analytica baseia-se numa combinação de três elementos: ciência comportamental utilizando o modelo OCEAN; análise de Big Data; e segmentação de anúncios. A segmentação de anúncios é uma publicidade personalizada, alinhada com a maior precisão possível para corresponder à personalidade de alguém.

Nix explica abertamente como sua empresa faz isso. Em primeiro lugar, a Cambridge Analytica adquire dados pessoais de uma variedade de fontes diferentes, como registros de terras, dados automotivos, dados de compras, cartões de fidelidade, associações de clubes, revistas lidas, igrejas frequentadas. Nix exibe os logotipos de corretores de dados ativos globalmente como Acxiom e Experian – nos EUA, quase todos os dados pessoais estão à venda. Para saber onde mulheres judias moram, é possível simplesmente comprar essa informação, incluindo números de telefone. A Cambridge Analytica então agrega isso com dados online e os registros eleitorais do Partido Republicano e calcula um perfil de personalidade Big Five. Os traços digitais de repente se transformam em pessoas reais com medos, necessidades, interesses e endereços residenciais.

A metodologia parece bastante semelhante à que Michal Kosinski desenvolveu. A Cambridge Analytica também usa, segundo Nixa, “pesquisas em mídias sociais” e dados do Facebook. E a empresa faz exatamente o que Kosinski alertou: “Temos perfis de personalidade traçados para cada adulto nos Estados Unidos da América – cerca de 220 milhões de pessoas”, diz Nix.

Ele mostra um print de tela. “Esse é um painel de dados que preparamos para a campanha de Ted Cruz”. No centro, há um controle digital; à esquerda, diagramas; à direita, um mapa de Iowa, onde Cruz ganhou um número enrome de votos nas primárias. E no mapa há centenas de milhares de pequenos pontos vermelhos e azuis. Nix filtra os critérios: “Republicanos” – os pontos azuis desaparecem; “Ainda não convencidos” – mais pontos desaparecem; “Homens”, e assim por diante. Finalmente, resta apenas um nome, incluindo idade, endereço, interesses, personalidade e orientação política. Agora basta que a Cambridge Analytica impacte essa pessoa com a propaganda política perfeita – e super segmentada.

Nix mostra como os eleitores categorizados psicologicamente podem ser abordados de maneira diferente, por exemplo, com base na 2ª Emenda (sobre o direito de porte de armas): “para uma audiência altamente neurótica, basta usar a ameaça de um roubo e a apólice de seguro de uma arma na mensagem”. Na hora, uma imagem mostra a mão de um intruso esmagando uma janela. “Por outro lado, para um público que se preocupa com tradição, hábitos e família”: outra imagem mostra um homem e uma criança de pé em um campo ao pôr do sol, ambos segurando armas, caçando patos.

Como manter os eleitores de Hillary longe das urnas

As absurdas inconsistências de Trump, algo muito criticado e resultante de uma série de mensagens contraditórias postadas online, de repente se tornaram seu grande trunfo. Ama mensagem diferente para cada eleitor. A noção de que Trump atuou como um algoritmo perfeitamente oportunista segundo reações do público é algo que a matemática Cathy O’Neil observou em agosto de 2016.

Posts patrocinados pelo Facebook que só podem ser vistos por usuários com perfis específicos incluíam vídeos dirigidos a afroamericanos nos quais Hillary Clinton se refere aos negros como “predadores”.

“Quase todas as mensagens publicadas por Trump foram baseadas em dados”, disse o CEO da Cambridge Analytica, Alexander Nix. No dia do terceiro debate presidencial entre Trump e Clinton, a equipe de Trump testou 175 mil variações de anúncios diferentes para seus argumentos. O objetivo era encontrar as versões corretas, principalmente por meio do Facebook. As mensagens diferiam na maior parte apenas em detalhes microscópicos, a fim de atingir os públicos de forma infalível psicologicamente: títulos, cores e legendas diferentes, com foto ou com vídeo. Esse nível de detalhamento visa atingir os menores públicos possíveis, explica Nix. “Nós podemos direcionar os anúncios para pequenos vilarejos ou blocos de apartamentos. OU até mesmo para pessoas individualmente”.

No distrito de Little Haiti, em Miami, a campanha de Trumpdivulgou notícias sobre o fracasso da Fundação Clinton após o terremoto no Haiti. O objetivo era garantir que potenciais eleitores de Clinton (parte da esquerda, negros e mulheres jovens) “suprimissem”. Um membro de campanha disse à Bloombergsemanas antes da eleição. Posts patrocinados pelo Facebook que só podem ser vistos por usuários com perfis específicos incluíam, por exemplo, vídeos dirigidos a afroamericanos nos quais Hillary Clinton se refere aos negros como “predadores”.

Nix conclui sua palestra na Cúpula de Concordia afirmando que a publicidade tradicional está morta. “Meus filhos certamente nunca, nunca vão entender esse conceito de comunicação de massa”. E, antes de deixar o palco, ele anunciou que, desde que Cruz havia deixado a disputa, a empresa estava trabalhando para um dos candidatos presidenciais restantes.

Trump apostou alto

trump

Trump investiu US$ 15 milhões em pesquisas da Cambridge Analytica

Era impossível saber àquela altura até os americanos eram alvos das tropas digitais de Trump. Eles atacavam menos na TV convencional e mais com mensagens personalizadas nas mídias sociais. A equipe de Clinton pensava que estava na liderança, com base em projeções demográficas. Ao mesmo tempo, a jornalista da Bloomberg Sasha Issenberg ficou surpresa ao notar em uma visita a San Antonio – onde estava baseada a equipe de campanha digital de Trump – que uma “segunda sede” estava sendo criada. O pessoal da Cambridge Analytica, aparentemente apenas uma dúzia de pessoas, recebeu US$ 100 mil de Trump em julho, US$ 250 mil em agosto e US$ 5 milhões em setembro.

De acordo com Nix, a empresa ganhou mais de US$ 15 milhões no total. Nos EUA, a empresa se beneficia de leis muito brandas sobre divulgação de dados pessoais. Enquanto na Europa dados de usuários só podem ser obtidos se os donos permitirem, nos EUA é o contrário. A não ser que um usuário diga “não”, todos os dados podem ser aproveitados por empresas de diversos ramos.

As medidas foram radicais. Em julho de 2016, a equipe de Trump começou a usar um aplicativo para identificar visões políticas e personalidades. O programa foi criado pela mesma empresa contratada pelos políticos do Brexit. O pessoal de Trumpsó batia na porta quem o aplicativo classificava como receptivo às mensagens do candidato. Os membros da campanha iam preparados com guias de conversas adaptadas para o tipo de personalidade dos residentes. Após cada visita, eles alimentavam o app com as reações das pessoas, e os novos dados iam direto para os paineis da campanha de Trump.

Isso não chega a ser novidade. Os democratas fizeram coisa parecida, mas não há nenhuma evidência de que tenham lançado mão de perfis psicométricos. A Cambridge Analytica, entretanto, dividiu a população dos EUA em 32 tipos de personalidade, e focou apenas em 17 estados. E, assim como Kosinski descobriu que os homens que gostam de cosméticos MAC são ligeiramente mais propensos a serem gays, a empresa descobriu que a preferência por carros fabricados nos EUA era uma grande pista para um potencial eleitor de Trump. Entre outras coisas, essas descobertas agora mostravam para a equipe de Trump quais e onde certas mensagens funcionavam melhor. A decisão de focar em Michigan e Wisconsinnas últimas semanas da campanha veio da análise de dados. O candidato se tornou o instrumento para implementar um grande modelo de dados.

O que vem pela frente?

Mas, até que ponto os métodos psicométricos influenciaram o resultado da eleição? Questionada, a Cambridge Analytica não estava disposta a fornecer qualquer prova da eficácia da sua campanha. E é bem possível que a pergunta seja impossível de responder.

Mas, há alguns indícios fortes. Há a ascensão surpreendente de Ted Cruz durante as primárias. Também houve um aumento grande no número de eleitores de áreas rurais. Houve o declínio na presença de negros nos primeiros dias de votação. O gasto relativamente baixo de Trump pode ser explicado pela eficácia da publicidade baseada em perfis psicológicos. Ou simplesmente por ter investido muito mais em digital do na TV em comparação com Hillary. O Facebook provou ser a arma definitiva e o melhor militante, como explicou Nix e comentários de vários apoiadores de Trump.

Muitos alegaram que os estatísticos perderam a eleição porque suas previsões erraram o alvo. Mas e se os estatísticos ajudaram a vencer a eleição, mas apenas que usou o novo método? É uma ironia da história que Trump, que muitas vezes resmungou sobre pesquisas científica, tenham usado uma estratégia altamente científica em sua campanha.

Theresa May trump

Theresa May, primeira-ministra britânica, também teria se beneficiado do mesmo tipo de pesquisa que Trump

Outro grande vencedor é a Cambridge Analytica. Embora a empresa não comente, há supostas negociações em andamento com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. Alexander Nix afirma ainda que está reunindo clientes em todo o mundo, incluindo Suíça, Alemanha e Austrália. Sua companhia está viajando atualmente para conferências europeias que usam a empresa como case de sucesso nos Estados Unidos. Em 2017, três países centrais da União Europeia têm eleições com partidos populistas que ressurgem das cinzas: França, Holanda e Alemanha. Os sucessos eleitorais vêm em momento oportuno, quando a empresa se prepara para entrar na publicidade comercial.

Kosinski observou tudo isso em seu escritório em Stanford. Após a eleição dos EUA, a universidade está em tumulto. Kosinski está reagindo a tudo isso a melhor arma para um pesquisador: uma pesquisa científica. Junto com sua colega de pesquisa Sandra Matz, ele realizou uma série de testes, que em breve serão publicados. Os resultados iniciais são alarmantes. O estudo mostra a eficácia da segmentação de personalidade. Segundo novos levantamentos, profissionais de marketing podem atrair até 63% mais cliques e 1.400 mais conversões em campanhas no Facebook ao combinar produtos e mensagens com a personalidade dos consumidores. Eles ainda demonstram a escalabilidade do método, mostrando que a maioria das páginas de produtos ou marcas no Facebook são afetadas pela personalidade. Um grande número de consumidores podem ser segmentados com precisão a partir de uma única página do Facebook.

Após a publicação original deste artigo na alemã Das magazine, a Cambridge Analytica emitiu em comunicado. “A Cambridge Analytica não usa dados do Facebook, não teve relações com o Dr. Michal Kosinski, não subcontrata pesquisas e não usa a mesma metodologia. A psicografia praticamente não foi usada. A Cambridge Analytica não trabalhou de forma alguma para desencorajar norte-americanos a votarem nas eleições presidenciais. Nossos esforços foram direcionados unicamente para aumentar o número de eleitores”.

O mundo foi virado de cabeça para baixo. A Grã-Bretanha está deixando a União Europeia, Donald Trump é presidente dos Estados Unidos da América. Kosinski queria alertar contra os perigos do direcionamento psicológico na política, mas está novamente recebendo e-mails ameaçadores. “Não”, diz Kosinski, calmamente e balançando a cabeça. “Não é minha culpa, eu não construí a bomba, só mostrei ao mundo que ela existe”.

O artigo original sobre a pesquisa do Dr. Michal Kosinski apareceu originalmente na Das Magazin, em dezembro. A versão em inglês deste artigo foi publicada antes no Motherboard.

A tradução foi publicada no ShowMe Tech e, achei tão incrível, que resolvi fazer isso que abomino: pegar o texto de lá e trazer para cá rs

Gestão de crises em mídias sociais digitais: é possível se preparar?

Texto escrito por convidado especial :)

 

Por Marcelo Massensini
Analista da Área de Acesso a Mercados do Sebrae Minas

De acordo com o estudo publicado em 2016 pela ComScore, o Brasil possui 86 milhões de usuários conectados em pelo menos uma rede social. As redes sociais tomam, em média, 9,7 horas mensais dos usuários brasileiros, 60% mais que a média mundial. Quase 80% do tempo gasto nas redes sociais acontece via mobile

Com tamanha representatividade – que, vale ressaltar, só aumenta a cada dia – é impossível pensar qualquer estratégia de comunicação para os dias de hoje que não envolvam pelo menos uma dessas mídias. O Instagram, por exemplo, ganha U$595 milhões de dólares em receita de publicidade móvel por ano, um número cada vez maior e mais de 50 milhões de empresas usam o Facebook Business.

Não que investir nessas plataformas seja importante apenas por uma imposição de mercado. Pelo contrário, a natureza dinâmica dessas redes traz inúmeros benefícios tanto às empresas quando aos consumidores. Ainda não existem levantamentos oficiais, mas é facilmente comprovável por qualquer usuário o quão longe uma campanha online – que muitas vezes pode ter custo zero – pode chegar. Nos últimos anos, campanhas virais como “Eduardo e Mônica” da Vivo, “Pônei Maldito” da Nissan, “Bebê sem Papel” do Itaú entre várias outras, atingiram números de visualizações exorbitantes e resultados comerciais inéditos (tanto em vendas como em ativos intangíveis) com investimento financeiro infinitamente menor do que em períodos pré internet.

Também é empiricamente notável o poder adquirido pelos consumidores através das mídias digitais. Facebook e Twitter, principalmente, se tornaram canais quase que diretos com os setores de relacionamento das empresas. Esses perfis (ou fanpages) se tornaram espaços de sugestão, reclamações, críticas ou simples interação que, repito, proporcionam uma relação de ganha-ganha. O cliente ganha em serviços mais ágeis e, às vezes, exclusivos e a empresa ganha em imagem – novamente os ativos intangíveis, preocupação constante das empresas na atualidade.  

Porém, esses espaços são tão democráticos e dinâmicos que não é possível que alguém consiga controlar ou suprimir determinadas opiniões e/ou questionamentos indesejados. Isso torna esses ambientes propícios a possíveis crises.

A CRISE

Antes de falarmos da gestão de crises, é necessário reforçar o conceito da palavra. Segundo Martha Gabriel, a definição de crise é: “Qualquer situação que ameace causar danos a uma entidade, seus stakeholders ou ao público geral.”. Já para Fábio Marão, “Para tudo o que é previsto, existe uma solução já elaborada. Quando a situação é imprevista, nos deparamos com uma crise. Sendo assim, a crise pode ser definida como um momento de crescimento e ajuste nos trilhos — ou não”. (MARÃO, Fábio. As redes sociais na gestão de crises, 2013)

Dito isso, é importante que saibamos distinguir o que é uma crise de redes sociais e uma crise em redes sociais. Em seu artigo Mídias Sociais e Gestão de Crise, Luísa Barwinski destaca essas diferenças:

A crise de redes sociais está ligada ao uso da rede em si e ao conteúdo que é postado nela. Portanto, cuide da comunicação como um todo – alinhe as mensagens e crie manuais de boas práticas. Pode ser, também, que a sua equipe não esteja preparada para assumir essas responsabilidades.

A crise em redes sociais significa que algo externo às plataformas aconteceu e logo encontraram no Facebook, Twitter e outros espaços, o lugar ideal para tomarem proporções gigantescas.

Com esses conceitos em mente, podemos dar continuidade ao assunto retornando à questão inicial:

É POSSIVEL SE PREPARAR?

A resposta é um tanto quanto complicada. O conceito de crise subentende-se algo inesperado, normalmente, sem precedentes. E é difícil se preparar para algo tão novo, nunca experimentado anteriormente. Difícil, não impossível. O grande segredo para gerenciar melhor uma crise é ter uma espécie de plano pré-crise que pode – e deve – ser criado a partir de casos de sucesso – ou de fracasso – de colegas de profissão.

O que nos traz ao ponto principal do planejamento: recursos humanos. Ter funcionários experientes, capacitados e preparados é peça chave para burlar qualquer crise.  Inúmeros cursos e treinamentos têm surgido nesse sentido, o que facilita a busca por esse tipo de profissional. Esses cursos, juntamente com a recente – porém surpreendentemente vasta – bibliografia online sobre o assunto são unânimes em listar uma espécie de passo a passo para se preparar para crises. inúmeros checklists obtidos através da observação de crises pregressas.

Citaremos aqui uma seleção feita por Mauro Segura em seu artigo Como Gerenciar uma crise nas mídias Sociais.

Monitore a rede

Tudo começa por aqui. Antes de planejar qualquer ação ou tratar qualquer estratégia para tempos de crise – ou de calmaria – é preciso saber o que os consumidores falam da sua marca.

Monte um time de resposta à crise

É importante que esse comitê tenha pessoas de áreas variadas da empresa, com poder de tomada de decisões.

Reconheça o problema e peça desculpas

Não dá pra fugir do problema, nem interna nem externamente. O cliente merece – e valoriza – a sinceridade da empresa.

Defina audiência

Entenda quem deve receber as respostas: clientes, sociedade, funcionários, imprensa etc. É importante segmentar esses públicos e entender qual é a melhor mensagem para cada um deles, mesmo considerando que na internet todos ouvem todos.

Combata a crise na mesma mídia social onde ela apareceu

Ë uma questão óbvia. A empresa pode até usar outras mídias para tentar corrigir o problema. Mas não deve, de maneira nenhuma, deixar de lado a plataforma onde esta começou.

Seja veloz

Tudo na internet acontece rápido. Soluções não devem ser diferentes.

Defina uma mensagem principal

Assim que entender a situação, defina duas ou três principais mensagens, não mais do que isso. Elas serão a âncora para toda a sua comunicação externa.

Crie uma webpage de “Perguntas & Respostas” da crise

Um dos segredos de qualquer crise é isolá-la e confiná-la em poucos canais. Além de responder a crise no mesmo canal que ela apareceu, é recomendável criar uma webpage de “Perguntas & Respostas” da crise.

Crie um local para os queixosos desabafarem
Se você não construir proativamente um local para as pessoas reclamarem, certamente os queixosos vão criar o seu próprio local, não dando a você nenhum recurso de monitoramento ou controle.

Esteja preparado para levar a conversa para o off-line, se necessário
É importante é identificar quando a conversa está saindo do controle e da razão, nessas horas é melhor sair do ringue público e tentar uma conversa privada.

Mantenha os funcionários de sua empresa informados
Logo que aparecer o primeiro sinal de crise, trate de informar os seus funcionários do que está acontecendo e os seus planos. No mundo super conectado em que vivemos, os seus funcionários serão porta-vozes poderosos da empresa.

 

Tenha um porta-voz

Dependendo do tamanho da crise, a empresa terá que se posicionar através de um porta-voz, que poderá usar a mídia social como canal de comunicação com o público. Tenha alguém capacitado na empresa para cumprir este papel.

Suspenda as ações de marketing e de promoções

Desative as mensagens nas mídias sociais não relacionadas à crise. Desligue os tweets automáticos, desative o e-mail marketing e promoções etc. Manter as mensagens de marketing poderá ser catastrófico e muito mal interpretado por seus clientes. Faça um pente fino sobre isso.

Aprenda com a crise

Faça uma análise pós crise. Crie relatórios, faça pesquisas, reuniões. Existem empresas especializadas em analisar a efetividade das ações relacionadas à crise.

Esse último ponto servirá para crises futuras, para compartilhamento com outras empresas e até para criação de materiais acadêmicos. Dada a contemporaneidade do assunto, com certeza, diferentes crises sem precedentes acontecerão e servirão como base para novos estudos e novas estratégias.

REFERËNCIAS

MARÃO, Fábio. As redes sociais na gestão de crises, 2013 <https://imasters.com.br/midia-e-marketing-digital/redes-sociais/as-redes-sociais-na-gestao-de-crises/> Acesso em: 20/03/2014

BARWINSKI, Luísa. Mídias Sociais e Gestão de Crise < http://motdigital.com/planejamento/midias-sociais-e-gestao-de-crise/ acesso em 20/03/2014> Acesso em: 20/03/14

SEGURA, Mauro. Como gerenciar uma crise nas mídias sociais?, 2013 < http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/ponto_de_vista/2013/06/07/Como-gerenciar-uma-crise-nas-midias-sociais > Acesso em: 20/03/2014

Ferramentas para iniciar o seu planejamento de SEO

O SEO – Search Engine Optimization – é uma das ferramentas mais importantes do Marketing Digital para que o site do seu negócio e/ou projeto ganhe relevância em mecanismos de buscas de forma orgânica. Por meio de técnicas e estratégias, o objetivo é aumentar o tráfego de acessos ao seu site por meio de palavras-chave que ajudam aos usuários encontrarem os conteúdos em sites como Google, Yahoo Search e Bing.

Tenha em mente que um projeto de SEO em seu site não tem fim: é preciso sempre pensar e executar estrategicamente conteúdos para atualizar seu site (como artigos, notícias, dentre outros), além de imagens e vídeos que ajudam a construir um conteúdo relevante para o seu público.

Abaixo você confere seis ferramentas para você implementar em seu projeto de SEO

Sem Rush

essa ferramenta analisa tráfego de sites para avaliar prospects e parceiros para o

seu negócio, além de ver as principais palavras-chave, dados de CPC, visitas, dentre outros.

Essa é uma das mais importantes da área de SEO.

Google Keyword Planner + Google Trends

O Google apresenta duas ferramentas indispensáveis para o seu planejamento SEO.

O Google Keyword Planner direciona ideias de palavras-chave e faz a mensuração de volume de buscas

pelos termos que você desejar.

 

Já o Google Trends te dá gráficos para que você possa fazer uma análise comparativa entre tendências, quantidade de buscas e comportamentos das pessoas que pesquisam sobre um tema ou outro.

SEO marketing digital jornalistas raquel camargo

 

AWR Cloud:

é sempre importante acompanhar o desempenho de suas palavras-chave para

analisar e mensurar os resultados de tráfego em seu site. Com um trial de 30 dias, você

consegue analisar o posicionamento de palavras-chave cadastradas em seu site.

 

VWO:

ferramenta indispensável para você realizar testes A/B em seu site, além de criar um

mapa de calor para saber onde seu público trafega mais em seus conteúdos. Com um valor de

U$49 por mês, você tem acesso a ferramenta como um todo, mas há um plano gratuito,

porém limitado.

 

Pingdom Tools:

uma das vertentes importantes para uma boa performance de seu site é saber

sobre o desempenho dos servidores de hospedagens contratatos. Nesse site você analisa

como está a casa do seu website com um plano gratuito.

Com essas ferramentas acima, você já tem uma ideia melhor da importância de um site bem

posicionado, com conteúdos relevantes que convertam em acessos qualificados para o seu

negócio. Invista em um planejamento assertivo, permita que sua empresa tenha um

posicionamento digital relevante em seu mercado e destaque-se de seus concorrentes.

 

Gostou do artigo? Compartilhe com seus amigos e colegas de trabalho e contribua, nos

comentários, com suas dicas de ferramentas para conhecermos ainda mais sobre essa

importante área de Marketing Digital.

Mães podem encontrar novo caminho profissional com marketing digital

A emancipação profissional materna e o mercado digital

Desde que a humanidade condicionou a chegada de uma nova pessoa, inevitavelmente, à geração e desenvolvimento intra útero feminino, fez-se na terra um problema que nunca foi superado: a vida de uma mulher pára a cada vez que um ser-humano novo resolve vir ao mundo! Assim, não restando muitas opções, a mulher faz uma pausa em sua vida, no imediato que a pessoa salta para o lado de fora do corpo dela. Pode ser até mesmo um pouco antes, já que é grande a quantidade de incômodos que o final da gestação traz, mas geralmente ela pára, dá a luz e começa a sua saga materna, que de maneira bastante intensa (proporcional à uma jornada dupla ou tripla de trabalho), deve durar mais ou menos quatro anos.

Depois, o novo ser vai se tornando uma pessoazinha, e a vida vai voltando ao que poderíamos chamar de “normal”, talvez. Claro que não significa dizer que esta mulher não vai mais ter que dedicar tempo para o ser, mas a partir de então a jornada pode passar a ser de quatro horas por dia, já que aos quatro anos espera-se inclusive que a pessoa durma uma noite inteira, por exemplo.

Como cuidar dos "filhotes" e garantir a emancipação profissional materna?

O tempo da mãe e a lei do trabalho

Esta dedicação intensa transforma substancialmente a vida de todas as mulheres, e uma das questões que mais se chocam neste momento está relacionada à sua atuação profissional. Definitivamente, não sobra tempo!

No sistema de trabalho brasileiro, as profissionais com carteira assinada têm direito à quatro meses de afastamento dentro do chamado “auxílio maternidade”. Essa característica da lei brasileira explicita melhor que nenhuma, o fato da nossa constituição ser elaborada estritamente por homens, mesmo quando a lei é aplicada unicamente para as mulheres. A mulher, aos quatro meses de vida da sua cria, é obrigada a voltar ao trabalho sob a condição de exoneração. Ela sai de casa deixando para trás o sentido de sua vida, e este sem dúvida é o primeiro grande trauma de separação destes dois seres que nunca se afastaram.

Marketing digital pode ser uma alternativa para mães que querem trabalhar e ter tempo de qualidade

O sentimento da mãe

Apesar de estar tão junto de alguém, algo inegável no puerpério (fase de resguardo, reconhecimento do bebê, primeiros dois meses) é a solidão que esta mulher vive. Solidão esta que adaptada aos novos tempos, onde todos os intervalos da vida estão conectados ao mundo virtual através dos smartphones, se converteu em tempo disponível à navegação. Haja vista para os blogs e grupos de interação materna e suas madrugadas tão povoadas. As longas horas de amamentação dos primeiros meses na era mobile, se tornaram bons espaços para trocas, pesquisas, escritas e até mesmo para desenvolver trabalhos que permitam essa flexibilização do tempo.

Para muitas mães, o maior incômodo da maternidade não está relacionada à dedicação excessiva ao filho, mas sim à sociedade e às limitações que esta coloca para a aceitação de uma mulher-mãe no mercado de trabalho, principalmente. É difícil enxergar o respeito à dignidade da pessoa humana, quando a mulher perde oportunidades profissionais pelo fato de ter uma criança. E neste sentido, o que as mães mais almejam alcançar dentro da sociedade, chama-se independência profissional.

Ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo: um desafio grande

Uma possível saída profissional

O trabalho com as redes sociais, marketing digital ou mídias sociais, num sentido geral se configura em um formato que tende enormemente a contemplar esta necessidade.

Atender empresas atualizando seus perfis de Instagram, Facebook, Youtube e afins pode ser um formato interessante que oferece flexibilidade e a nossa necessidade de cumprir um papel profissional com significado. Com o aumento da demanda pelo “marketing de conteúdo”, empresas de todos os portes mantém blogs e, consequentemente, necessitam de profissionais aptas a produzirem posts, com bons textos e estratégia de conteúdo. Da mesma maneira, atualmente, existe um vasto mercado digital que oferece alternativas de monetização, como ser afiliados de sistemas como Hotmart, Lomadee, Adsense, dentre outros.

Precisamos ir além. Buscar fazer das ferramentas que temos, aliadas ao tempo que nos sobra (que apesar de quase nada programável, ainda existe), o impulso que precisamos para nos libertar cada vez mais das amarras da cultura do emprego.

Convivendo em grupos (madrugadeiros) de tantas mães, uma certeza se alcança: são mulheres fortes, dedicadas, que não tem “tempo ruim”, modernas, descontraídas. Espaços onde se observa muito humor inteligente aliado à excelente escrita. As possibilidades estão mais próximas do que imaginamos, e muitas mães já descobriram.

 

Você é mãe e cogita entrar no mercado da comunicação e do marketing digital? Conte comigo para entender as necessidades práticas, técnicas e estratégicas dessa profissão ;) Entre em contato, caso interesse em saber mais! -> raquel@Lhama.me

Mercado de trabalho digital pode ser uma alternativa para mães que querem ter tempo com os filhos

<3 texto de Karina Marçal, mãe e jornalista, escrito para o Blog RaquelCamargo.com <3 

 

 

6 ferramentas para você agendar posts nas mídias sociais

Independentemente de qual segmento e das estratégias digitais de empresas nas mídias sociais, todo profissional de marketing digital necessita de uma boa lista de ferramentas para facilita o agendamento de suas publicações em ambientes diversos.

Mas atente-se em um fator importante: é preciso acompanhar sempre as performances dessas ferramentas em suas páginas e/ou perfis. Um olhar analítico, principalmente sobre possíveis erros de publicações e alcance de seus posts, pode determinar se as mesmas estão de acordo com suas expectativas. Lembre-se: você está colocando todo o seu trabalho em ferramentas externas desses ambientes digitais. Todo cuidado é pouco!

Confira abaixo uma seleção de ferramentas para você implementar em sua rotina, além de conhecer algumas especificações que podem aumentar ainda o seu rendimento:

HOOTSUITE

Hootsuite: excelente ferramenta para você integrar diversas redes sociais ao mesmo tempo, com Facebook, LinkedIn (vale para company pages também), Twitter, dentre outras. É uma ferramenta bem recomendada pelos profissionais de Marketing Digital, mesmo com um plano gratuito limitado. Mas para quem deseja mais funcionalidade, há diversos planos que podem entrar em seu planejamento financeiro mensal. Clique aqui e confira mais.

INSTAMIZER
Instamizer:
essa é a ferramenta que ajuda a você programar publicações no Instagram, sejam elas em posts de vídeos, imagens, álbuns e até mesmo os novos queridinhos Stories. Há um plano gratuito, mas bem limitado. O investimento na ferramenta não é exorbitante, principalmente para agências e profissionais independentes que administram diversas contas de clientes. Clique aqui e confira mais.

 

BUFFER

Buffer: já bem famosa no meio digital, essa ferramenta permite agendamentos em redes sociais como Facebook, LinkedIn, Twitter, Pinterest, dentre outros. Com um plano gratuito limitado, dependendo de seu planejamento digital, suas demandas serão muito bem atendidas. O diferencial é que você conta com aplicativos para Android e iOS, proporcionando ainda mais mobilidade e praticidade no dia a dia. Clique aqui e confira mais.

 

POST PLANNER

PostPlanner: caso você tenha uma boa verba para suas campanhas digitais, essa ferramenta será muito interessante para suas estratégias. Além dos agendamentos em mídias sociais, você conta com um sistema que busca as imagens e links virais, fanpages recomendadas e os melhores status com engajamentos de sucesso. O plano mais básico tem o preço de U$9. Clique aqui e confira mais.

 

SPROUT SOCIAL

Sprout Social: além dos agendamentos em redes sociais, com essa ferramenta você conta com relatórios de desempenhos de retornos de clientes por meio dos canais digitais selecionados, tornando-se uma excelente ferramenta de CRM (direcionado para gerenciamento de clientes). Mesmo com um preço de U$99 mensais, vale a pena conhecer. Clique aqui e confira mais.

 

MLABS

MLabs: muito requisitada por diversos profissionais de marketing digital, essa ferramenta traz para você opções como agendamento de posts, relatórios para mídias sociais como Facebook, Twitter, Instagram e Google Analytics, além de ter opção de colocar colaboradores e parceiros de trabalhos em uma única conta, facilitando ainda mais a rotina de trabalho no dia a dia. Há planos que certamente cabem em seu orçamento. Clique aqui e confira mais.

 

Gostou do artigo? Compartilhe com seus amigos e colegas de trabalho e contribua, nos comentários, com suas dicas de ferramentas para conhecermos ainda mais novas opções em nosso mercado.

Gestão de carreira: Comunicação e marketing digital

Até quando sua inovação operacional será desejada?
Vale a pena esperar a maré do mercado virar?
Você vai esperar o “fim” ou pode criar o seu futuro profissional?
O que fazer para não se tornar obsoleto?
Esse é um convite para um bate-papo a partir das perguntas acima. Aprenda mais e descubra mais sobre gestão de carreira para profissionais que, atualmente, estão no auge da inovação.

 

 

gestão de carreira comunicação e marketing digital

 

Veja 5 dicas de bom uso de imagem para redes sociais

 

De acordo com os conceitos antigos do marketing, as marcas devem sempre mirar na necessidade do cliente e fazer com que a compra aconteça de forma natural. Isto foi dito muito antes da massificação das trocas digitais, e ainda hoje, este conceito deve ser levado em conta também no que diz respeito à resposta do consumidor: é importante confiar que realmente se faz parte da vida de quem consome.

O destaque das marcas no meio digital pode ser percebido pela maneira como se instalam no imaginário do público alvo. Algo que também faz parte dos antigos conceitos de marketing , mas que neste novo ambiente se mostra muito mais complexo que nas estruturas tradicionais de propaganda. Para se alcançar este sucesso, embora não haja uma receita, existem algumas dicas (selecionadas por nossa colaboradora Karina Marçal) que podem ajudar:

 

1- Seja o mesmo, independente da rede social.

A mudança de tom que muitas marcas adotam de acordo com a rede em que estão, muitas vezes transformam sua identidade e as torna irreconhecíveis e, além de não conquistar novos consumidores, também terminam passando pelo próprio público sem serem percebidas. Para não cairmos neste tipo de avesso, uma importante DICA é: Conheça a sua marca e saiba tudo sobre ela. Tudo que a representa em termos de imagem e identidade visual, e não subestime o poder de comunicação que têm estas representações.

exemplo post facebook empresa

2- Cada mídia tem suas regras.

Nunca devemos subestimar a importância de se conhecer a fundo as regras de cada plataforma de mídia social. É preciso pesquisar muito para conhecer cada uma delas, sobretudo porque junto com a mudança de mídia, geralmente, muda-se o público receptor.

Relacionando isso com o tópico anterior: não deixemos de lado a nossa identidade, é importante ser reconhecido, porém deve-se levar sempre em conta a cultura e o formato específico que cada plataforma nos coloca. A DICA importante aqui é: jogue o jogo sem ferir as regras!

Mesmo que a postagem do Facebook tenha sido um sucesso com uma determinada linguagem, ela não valerá para o twitter. Pesquise, conheça cada mídia, e tenha sucesso em todas elas.

Marketing digital imagem twitter netflix

3- Não economize cuidado na escolha da imagem

O Clichê que disse que “uma imagem vale mais que mil palavras” ainda é um paradigma a ser quebrado. Esse ditado nunca teve tanto sentido quanto na era digital, que tornou voláteis os encontros da marca com o consumidor.

Se antes, através da TV, as narrativas publicitárias eram pensadas para alguém que está sentado no sofá com os olhos postos no que a TV estava dizendo, agora este consumidor está, initerruptamente, avançando através da barra de rolagem em busca de algo interessante. Só as boas imagens podem fazer com ele pare para ver o que está sendo dito.

A DICA é: capte a atenção através do melhor que puder, em termos de imagem.

facebook case marketing digital coca cola

4- Saia da mesmice, proponha algo novo.

Dentro do universo digital, o sucesso de algumas marcas têm nos afirmado que as velhas narrativas fotográficas já não servem tanto como regra para as novas formas de se comunicar um produto. Temos visto que o sucesso das imagens nas mídias digitais está muito mais atrelado ao seu potencial sugestivo que ao produto em si.

Para simplificar podemos dizer que mais sugestivo que a foto de um bom rótulo de cerveja, pode ser a de um brinde entre amigos, num entardecer de happy hour.

A DICA é: pense nas situações que envolvem o seu produto, e vá além do óbvio.

despacito meme cemiterio marketing digital

5- Seja você mesmo

É comum que todas as marcas cobicem a geração que mais consome mídias digitais, porém é preciso ter atenção à linha que divide o natural do forçado. É importante que tenhamos diferentes maneiras de se dizer as mesmas coisas, mas muitas vez o pecado das marcas é de se vestir de algo que não são para alcançar o público jovem. A delicadeza desta questão está justamente no fato de serem tão conectados: a mesma capacidade que eles têm de viralizar uma imagem e de dar amplitude ao seu alcance, também vale para a disseminação do que lhe é desagradável e lhe pareça falso. A DICA é: use o bom senso para não dar margem para não dar margem para críticas destrutivas.

O algoritmo do Facebook, sentimentos e marketing digital

Já se foram 12 meses desde que as reações de emoção se tornaram botões e métricas do Facebook.

E o que foi possível observar nesse 1 ano de cliques de amor, raiva, surpresa, humor e like?

1- Big Data Emotion

O desafio de automatizar análises de sentimentos através de algoritmos volta a ser um tema em destaque.

Sabemos que as mais profissionais e avançadas ferramentas de monitoramento e análise de conteúdo de redes sociais sempre se depara com ironias ao tentar concluir sem auxílio humano para classificação de sentimentos.

Essa limitação do Facebook com os botões aproxima os analistas de alguns insights.

A linguística os botões podem ainda sugerir algumas confusões. Por exemplo, uma pessoa pode clicar no emoticon de triste não pelo fato de estar chateado com o dono da publicação, e sim com a mensagem contida ali. É possível deixar essa análise complexa também se formos tentar entender se uma marca ou pessoa recebe mais reações positivas ou negativas, uma vez que isso não reflete diretamente uma impressão sobre o emissor da mensagem, e sim (na maioria dos casos), sobre o texto.

2- O amor ganha da raiva

Vejam só o que disse um porta-voz do Facebook: “Durante o ano passado, descobrimos que se as pessoas deixam uma reação em um post, é um sinal ainda mais forte de que eles gostariam de ver esse tipo de postagem do que se deixassem apenas um like”.

E sobre a caixa-preta que é o Edge Ranking, podemos entender mais um pouco com essa fala: “Então estamos atualizando o News Feed para pesar as reações um pouco mais em relação ao que cada pessoa gosta e leva em conta para a relevância da história.”

Isso quer dizer que o botão do like será um critério de priorização dos posts que aparecem no feed dos usuários.

Mas veja bem a fragilidade dessa classificação:

  • vamos supor que você é uma pessoa extremamente interessada em assuntos políticos e judiciários
  • aparece na sua timeline um link sobre um tema relacionado à uma polêmica política atual, que é extremamente do seu interesse
  • todavia, aquela notícia deixa você revoltado e, instintivamente, seu cursos faz o clique no botão que expressa raiva (grrr)
  • o que você quis dizer com essa reação registrada: “essa notícia me deixou bravo. Que absurdo, etc, arf”
  • o que o algorítimo entende que você quis dizer com essa reação: “odiei esse conteúdo, não quero mais ver coisas do tipo”

Entende o tamanho do problema?

Páginas que tratam de assuntos não tão otimistas assim serão, naturalmente penalizadas.

Consequentemente, as marcas que usam o engajamento do Facebook para gerar vendas, alimentar funis de venda e todas suas estratégias precisarão prestar mais atenção ainda em que tipo de reação provocam com seus conteúdos!

 

3- Quem manda é o “Coração”

Outra informação divulgada nessa semana sobre essas interações é que o ícone do coração recebeu mais da metade de todas as reações registradas em 2016. Só no ano passado foram mais de 300 bilhões de expressões dos usuários do Facebook.

Além disso, o Natal foi o dia de maior “amor” distribuído na rede. Foi um recorde de registros de corações na rede.

4 – O sentimento continua o mesmo

Estamos perdidos? Não está fácil pra ninguém…

O sentimento dos profissionais que trabalham lidando com a caixa preta que é o algoritmo que controla o feed do Facebook continua sendo o de angústia e desconhecimento dos fatos.

Quando o Facebook começou com os botões de reações havia dito que todas elas teriam o mesmo peso de impacto na distribuição de conteúdo, porém com as atuais declarações já gera dúvidas sobre o assunto.

A maneira como a rede de Marc vai lidar com esses dados ainda é um mistério para todos, mas o que não se pode negar é que há um tesouro grande e poderoso nas mãos de sua equipe de Big Data Analytics.

E você? Como expressa suas emoções nas redes sociais?

Fonte das informações mais recentes

Design Thinking para Comunicação e Marketing Digital

Você sabia que design thinking combina (e muito) com todos os processos de comunicação e marketing digital?

Desde o planejamento até a criação de textos, imagens e o momento das estratégias de segmentação de anúncios: dá pra colocar o usuário no centro dos processos, trazer empatia e inovar nessa hora.

Quer aprender a colocar isso em prática? Fica a dica para a nossa terceira turma do curso de Design Thinking para Comunicação e Marketing digital.

Não precisa ter conhecimento prévio sobre os assuntos, pode ser empreendedor, profissional ou um mero curioso sobre o assunto. Todos são bem vindos e a metodologia e didática serão válidas para todos os públicos.

Clique aqui para se inscrever. Vagas limitadas ;)

Que tal colocar INOVAÇÃO, COLABORAÇÃO E EMPATIA no seu processo de Planejamento de Comunicação e Marketing Digital?

Conteúdo programático

  • O que é design Thinking
  • Práticas, tipos e estratégias de inovação
  • Pensamento voltado para quebra de paradigmas
  • Empatia
  • Imersão
  • Propósito do negócio
  • Persona
  • Empatia
  • Jornada do cliente
  • Ideação
  • Brainstorm
  • Técnicas de inovação 
  • Prototipação
O evento acontecerá no MGTI, no aconchegante café do Terceiro andar :) Avenida Afonso Pena, 4000, Belo Horizonte.
 
O café irá vender lanchinhos para que vocês mantenham as energias e o estômago em harmonia :)
Saiba como foi a última turma: