Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
dez 1st
O cantor Jason Mraz passou com sua atual turnê pelo Brasil nas últimas semanas, e também marcou presença no palco do Chevrolet Hall, em Belo Horizonte.
Show bonitinho, padronizado seria se… O cantor não chamasse uma mocinha para cantar com ele no palco o sucesso “Lucky”.
A sortuda que dividiu o mesmo microfone que Mraz é Aninha Cunha, moça lindona de 19 anos que eu conheço há um tempo e que tem um talento de deixar qualquer um chocado.
Ela teve um considerado destaque na net no ano passado, quando fez uma versão acústica da música “Eu Sou Stéphany” (se não lembra veja aqui).
Neste último domingo de novembro, 29, com a ajuda de integrantes de uma comunidade do Orkut Aninha conseguiu chamar atenção do ídolo e mostrar sua bela voz para milhares de pessoas.
(Aninha é chamada para subir ao palco aproximadamente aos 2 minutos)
Troquei uma idéia com ela sobre esse evento, e também sobre a vida dela (que por incrível que pareça, ainda não é só de música). Conheçam aí a Aninha e o trabalho dela.

- Você já havia conversado antes com Jason ou o convite foi surpresa?
Infelizmente não havia. Foi coisa do momento mesmo.
- O que estava escrito no papel que você exibia?
Estava escrito “Jason, let me sing ‘Lucky’ with u!” . E outras 30 pessoas seguravam um também, fazendo referência a mim.
- Essas pessoas todas você já conhecia, ou foi algo combinado pela internet?
Foi combinado na internet e as conheci no dia anterior ao show!
Pelo Orkut, na comunidade do Jason foi onde começou todo o movimento. Inclusive com o apoio de pessoas de outros lugares do Brasil.
- E depois do show, você pôde conversar mais com ele, né? Conversaram algo sobre música mesmo?
Sim, a produção me convidou a voltar no camarim. Conversamos amenidades.. Sobre o Brasil, os shows.. Elogiei bastante e também recebi muitos elogios vindos dele, fiquei muito feliz!
- Agora, fora desse frenesi que foi sua participação no show de Mraz, você descobriu o talento de cantora quando?
Eu sempre gostei muito de cantar e cantava no chuveiro, como todo mundo. Mas comecei a mostrar pro pessoal assim faz pouco tempo. Cerca de 2 anos, quando criei o meu canal no Youtube!
- Você acha que, de alguma maneira, o Youtube (e outras redes sociais) ajudam você a melhorar enquanto cantora?
Com toda certeza. Inclusive a diferença é notada facilmente quando assisto vídeos meus mais antigos e depois os recentes. Tenho vergonha de mim no início! Hahaha.
- Você faz curso superior de quê mesmo? Nunca pensou em estudar música, ou vê possibilidades de conciliar as duas coisas?
Faço Ciências Atuariais. Vivo em um mundo de cálculos loucos e cabeça doendo. Já pensei sim, mas é complicado. Porque tudo foi sempre de ouvido, não tenho muita noção de teoria. E comecei com o violão há um pouco mais de um ano.
Aí procuro evoluir sozinha mesmo, vendo o que tá errado, o que tá certo, o que as pessoas criticam e o que elas elogiam. (Tendo sempre bom senso, claro.)
- Se você recebesse agora uma proposta que te impedisse de continuar seus estudos e carreiras na área que você estuda para se dedicar à música. Você toparia?
Se a proposta estivesse dentro do que eu sempre quis pra mim, com toda certeza.
-Quais são os principais nomes da música que te influenciam?
John Mayer, Jason Mraz, Sara Bareilles, Colbie Caillat. Nacionais posso citar Marisa Monte, Liah e Ed Motta.
Vale a pena dar uma olhada no Youtube da Aninha e segui-la no Twitter.
nov 8th
Eu confesso que Malhação foi um dos programas televisivos que formou meu caráter. Sério, eu tinha uns 12, 13 anos e adorava ver as “aventuras” do Guacamole, ver o Mocotó, mais tarde ver os romances previsíveis do Touro, depois do Pedro e da Júlia, e tal. Mas aí chega uma hora que a gente cresce e para né?
Eu já nem lembrava mais dessa novela, até que recebi um convite da Globo (não, não vou atuar!) para participar de um evento para o lançamento da nova temporada do programa, que vem sendo chamado de Malhação ID.
Beleza, fui e por lá estava a atriz Carolinie Figueiredo (que interpreta Domingas, uma jovem toda antenada e tal) e o autor da nova temporada, Ricardo Hofstteter.
Eu cai de para-quedas no tal encontro, mas vi que não era a única com tal sensação, pois estavam também alguns outros blogueiros de BH tentando descobrir o objetivo daquilo. Na real, foi um bate papo sem pauta definida, todo guiado pelos próprios blogueiros.
O que me fez escrever este post, foi na verdade, o fato da atriz e do autor tocarem no assunto relacionado à internet e as possibilidades oferecidas por ela.

Todos falam, todos recebem
Lembram-se daquele papo de que a Globo havia divulgado uma cartilha interna para os funcionários, com ar de censura, dando orientações sobre como usar redes sociais? Pois então, Ricardo e Carolinie confirmaram a história, e explicara que na prática o que foi definido é a não-citação de assuntos relacionados ao trabalho se não for através de um canal (twitter, blog, etc) com contexto profissional explícito, para que as “coisas” não ficassem misturadas.
Independente disso, para mim, toda essa história continua com cheiro de pensamento atrasado, uma vez que vida pessoal e profissional hoje são coisas tão homogêneas que fica difícil separar dessa maneira.
Carolinie destacou que um dos usos que faz dessa liberdade oferecida pela internet é o de se expressar sem ter o risco de ver o seu discurso deturpado, como costuma acontecer em alguns meios.
Autor x Personagem
A gente sempre tem uma tia ou uma avó que insiste em não saber separar o ator/atriz do personagem. Se encontra a Patrícia Pilar na rua depois de ver A Favorita quer ir lá chama-la de Flora e dar porrada. Isso rola mesmo, e não só no meio “off”, como também na internet.
A atriz Carolinie contou o seguinte caso: ela queria editar um vídeo e estava em busca do programa ideal, e pediu dicas sobre isso em seu Twitter. Tal pedido gerou uma enorme polêmica, pelo simples fato de sua PERSONAGEM (Domingas) ser uma garota que edita vídeos profissionalmente durante a trama e tudo mais.
Como no Twitter tudo vira poêmica, não é de se assustar uma atitude dessas dos arrobas, ahn?
Foi publicada uma notícia sobre o encontro no site da Rede Globo que apresenta a lista dos blogueiros participantes.
Como um resuminho de tudo, o vídeo abaixo tem um pequeno depoimento da atriz e do autor sobre a internet e tudo mais
set 23rd
Inauguro hoje o SuPerSonas, categoria para entrevistar, apresentar ou qualquer coisa do gênero envolvendo pessoas que são phodas em alguma coisa. De fato, todo mundo é.
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Não é raro a gente babar ovo de gringo por trabalhos profissionais e não saber os talentos que existem aqui do nosso lado. Esses dias conheci o trabalho do Flávio Rezende, um cara que é um quase vizinho meu e que produz animações de fazer chorar sangue.
Além de produzir animações 3D profissionais, Flávio também desenvolve trabalhos publicitários com seu empreendimento homônimo.
O último trabalho do Flávio foi lançado essa semana, e se trata do novo clipe da banda Mundo Livre S.A.. A animação em questão foi produzida apenas pelo próprio Flávio. Veja abaixo:
Fiz uma humilde entrevista para tentar descobrir que é o Flávio e apresentá-lo a vocês, junto com suas criações.
Raquel: Quem é você, filho de Deus, talentoso desse jeito e perdido nessa cidade?
Flávio: Filho de Deus sim talentoso é por sua conta rs, tento equilibrar bem minhas dificuldades em animar e modelar sou um aspirante ainda. Tenho 28 anos, sou de Belzonte
Raquel: Como você aprendeu a trabalhar com animação? (Frase com sentido duplo, fica até engraçada)
Flávio: Sou meio autodidata, me oriento por livros fóruns e por ai vai. Tenho formação acadêmica que me ajuda um pouco na hora de conceituar, mas não esta diretamente ligada a atividade 3D. Sou especialista em radio e TV, me formei em comunicação social
Raquel: Quais são suas referências? O que te inspira?
Flávio: Sou um aspirante a profissional de CG (computação gráfica), comecei a estudar há pouco tempo, gosto do trabalho de animação do Tim Burton suas animações tem um ruído que me agrada. Dediquei muito tempo a formação acadêmica agora comecei a estudar o que realmente me deixa entusiasmado que é a tecnologia em computação gráfica. Gosto de pizza, internet, cinema e pubs
Raquel: Sobre o clipe da música A Fumaça do Pajé Miti Subitxxi, recém-lançado, como foi o processo de criação, elaboração de conceito e tudo mais?
Flávio:A musica fala sobre a biopirataria, trafico de DNA indígena, fiz uma pesquisa com dados existentes e comecei a desenhar alguns quadros, trabalho somente com storyboard e anotações, gosto de “ver” as cenas como em um gibi (nada contra a parte textual), com alguns quadros conceituais aqueles que a gente desenha melhor e o storyboard pronto comecei o trabalho sujo rsrs, render, pós produção montagem
Raquel: E a produção, a parte mão na massa? Como aconteceu? Durou quanto tempo?
Flávio:Levei 4 meses não podia dedicar muito tempo ao projeto. A produção foi tranquila com boas referências, storyboard e blueprints (referências para modelar), o trabalho fluiu legal.
Para aqueles que curtiram o trabalho do Flávio, vale dar uma olhada a mais no canal dele no Youtube. Para contato, visite o site dele!
E para aqueles mais curiosos, o Flávio compartilhou também um making-off da animação citada acima. É legal ver o processo de elaboração da obra. Taí!