Já parou para pensar como são as condições tecnológicas do continente mais sofrido do mundo?
“Apesar do seu crescimento, a Internet, é ainda de domínio da elite. (…)Por exemplo, na África, o continente menos desenvolvido do mundo, onde 70% da população é rural, o acesso à linha telefônica é inexistente. Existem pouco menos de 20 milhões de linhas telefônicas em todo o continente e quase todas essas linhas estão
instaladas na zona urbana”¹.
Região menos informatizada, continente mais desprovido de infra-estrutura de forma que dificulta o uso de computadores, difícil acesso às novas tecnologias e atraso: assim é o desenho da África.
Longe de alcançar os padrões de telecomunicações, a África se afasta cada vez mais do mundo globalizado e informatizado.
A condição de dependência e subdesenvolvimento tecnológicos que o continente está submetido é a grande pedra do sapato da região. Por causa disso, a África não é capaz de competir justamente no mercado internacional em serviços relacionados à indústria e à tecnologia avançada. Várias outras atividades que também precisam desse processo de informações bem elaborado, ficam impraticáveis. 
As políticas praticadas pelo Estado predatório foi, basicamente, o golpe que formou as consequencias que fazem hoje a África estar ainda nos primeiros passos da Era da Informação.
A dramática situação atual do continente Africano tem por causa as atitudes sustentadas pela mídia durante décadas. A imprensa sempre fortaleceu conceitos hostis, assim, incentivando criação de divisão étnicas, o que futuramente, rendeu (e ainda rende) diversos conflitos internos e mata milhões. Foi na década de 90 que os conflitos étnicos deram início no continete, provocando massacres e genocídios.
Guiado pelo “pré-conceito” europeu, o povo africano começou a se guiar como tribos. A “lealdade tribal” era requisito para uma boa convivencia dentro do próprio grupo e exigência política interna.
O governo da época, com bases coloniais, tomavam decisões sempre se baseando na premissao que dividia os africanos em grupos tribais, mesmo quando ainda não existiam divisões (dái então inventavam).
Conforme o tribalismo se proliferavam, facções do exército eram estabelecidas e brigas eram travadas, provocando sempre o sofrimento do povo. Institucionalmente desintegrada, a África sofreu longas datas de extrema violência generalizada e guerra civil interna, desorganizando ainda mais a economia e a preparação do Estado para uma nova era. “Uma conferência organizada pela ONU concluiu que “as medidas de ajuste têm sido implementadas a um preço muito alto e grande sacrifício humano, além de estarem esfacelando o tecido da sociedade africana”, confirmou um estudo sobre o impacto dos ajustes estruturais da África, feito pelo UnitedNations Population Fund
¹- Trecho do artigo Internet na África: via de mão única a serviço da elite, de Leninne Freitas.
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