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Dos esmaltes da Risqué ao empoderamento feminino, em 140 caracteres

Twitter -Caso risque

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Desafio do ano: criar campanhas “inovadoras” nas mídias sociais sem que se abra uma brecha para uma grande discussão ideológica.

Está cada vez mais complexo o algorítimo que leva algo a ser “engraçado”. Vide o recente caso da Skol no carnaval, que gerou revolta e tal. Tem muita marca tentando, investindo em um discurso diferente, uma interação diferente e estratégias transmidiáticas, mas o buraco está fundo e os nervos à flor da pele, e qualquer coisa pode virar uma mancha na marca.

Acabou de sair uma campanha da Risqué que dá um tanto de interrogações.

Batizada “Homens Que Amamos”, a campanha usa nomes de homens associados à atitudes específicas para intitular esmaltes. No fundo, fica parecendo que a vaidade femina está unicamente relacionada à satisfação masculina. Dá uma olhada na busca do Twitter ou veja algumas citações abaixo.

É mimimi? Faz sentido? Qual é o estopim disso tudo?

Pra você ver, tem um esmalte da marca que se chama “André fez o jantar”. Sério. Em grupos feministas a discussão sobre o case já rende. O principal argumento é que esses “pequenos gestos”, como o de um homem fazer jantar, é exaltado com a campanha da Risqué e rotulado como romantismo, enquanto uma mulher fazer o jantar é “nada demais”. Além de tudo, ainda tem a “pseudo-conclusão” de que apenas mulheres que gostam de homens usam esmalte.

Tem uma paranoia no ar? Podemos mesmo dizer que há uma espécie de histeria coletiva e todo mundo se sente “perseguido” pela mídia? Ou isso é fruto de um amadurecimento das pessoas com relação à mídia, adicionados ainda ao empoderamento que estamos conquistando (principalmente com a internet)?

Zueiras à parte, ser um profissional de mídias sociais hoje é um ato de responsabilidade social.

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2 Comments

  1. No caso, a mulher fazer o jantar nem é “nada demais” é quase “não fez mais que a obrigação”. Isso em 2015…

    Nome de esmalte sempre foi uma firula e tal mas aí foi demais!

    Quando vi que o nome era Homens Que Amamos achei que ia ter esmalte do Chico Buarque, George Clooney, Hugh Grant ou Colin Firth.

  2. Acho que não. Isso tem a ver com a qualidade das campanhas publicitárias que, em geral, dependendo do assunto, vêm cometendo atrocidades. Parece que vivemos o ocaso do jornalismo e da publicidade em geral, a comunicação social bateu num iceberg chamado Internet e está afundando.

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