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A emancipação profissional materna e o mercado digital

Mães podem encontrar novo caminho profissional com marketing digital

Desde que a humanidade condicionou a chegada de uma nova pessoa, inevitavelmente, à geração e desenvolvimento intra útero feminino, fez-se na terra um problema que nunca foi superado: a vida de uma mulher pára a cada vez que um ser-humano novo resolve vir ao mundo! Assim, não restando muitas opções, a mulher faz uma pausa em sua vida, no imediato que a pessoa salta para o lado de fora do corpo dela. Pode ser até mesmo um pouco antes, já que é grande a quantidade de incômodos que o final da gestação traz, mas geralmente ela pára, dá a luz e começa a sua saga materna, que de maneira bastante intensa (proporcional à uma jornada dupla ou tripla de trabalho), deve durar mais ou menos quatro anos.

Depois, o novo ser vai se tornando uma pessoazinha, e a vida vai voltando ao que poderíamos chamar de “normal”, talvez. Claro que não significa dizer que esta mulher não vai mais ter que dedicar tempo para o ser, mas a partir de então a jornada pode passar a ser de quatro horas por dia, já que aos quatro anos espera-se inclusive que a pessoa durma uma noite inteira, por exemplo.

Como cuidar dos "filhotes" e garantir a emancipação profissional materna?

O tempo da mãe e a lei do trabalho

Esta dedicação intensa transforma substancialmente a vida de todas as mulheres, e uma das questões que mais se chocam neste momento está relacionada à sua atuação profissional. Definitivamente, não sobra tempo!

No sistema de trabalho brasileiro, as profissionais com carteira assinada têm direito à quatro meses de afastamento dentro do chamado “auxílio maternidade”. Essa característica da lei brasileira explicita melhor que nenhuma, o fato da nossa constituição ser elaborada estritamente por homens, mesmo quando a lei é aplicada unicamente para as mulheres. A mulher, aos quatro meses de vida da sua cria, é obrigada a voltar ao trabalho sob a condição de exoneração. Ela sai de casa deixando para trás o sentido de sua vida, e este sem dúvida é o primeiro grande trauma de separação destes dois seres que nunca se afastaram.

Marketing digital pode ser uma alternativa para mães que querem trabalhar e ter tempo de qualidade

O sentimento da mãe

Apesar de estar tão junto de alguém, algo inegável no puerpério (fase de resguardo, reconhecimento do bebê, primeiros dois meses) é a solidão que esta mulher vive. Solidão esta que adaptada aos novos tempos, onde todos os intervalos da vida estão conectados ao mundo virtual através dos smartphones, se converteu em tempo disponível à navegação. Haja vista para os blogs e grupos de interação materna e suas madrugadas tão povoadas. As longas horas de amamentação dos primeiros meses na era mobile, se tornaram bons espaços para trocas, pesquisas, escritas e até mesmo para desenvolver trabalhos que permitam essa flexibilização do tempo.

Para muitas mães, o maior incômodo da maternidade não está relacionada à dedicação excessiva ao filho, mas sim à sociedade e às limitações que esta coloca para a aceitação de uma mulher-mãe no mercado de trabalho, principalmente. É difícil enxergar o respeito à dignidade da pessoa humana, quando a mulher perde oportunidades profissionais pelo fato de ter uma criança. E neste sentido, o que as mães mais almejam alcançar dentro da sociedade, chama-se independência profissional.

Ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo: um desafio grande

Uma possível saída profissional

O trabalho com as redes sociais, marketing digital ou mídias sociais, num sentido geral se configura em um formato que tende enormemente a contemplar esta necessidade.

Atender empresas atualizando seus perfis de Instagram, Facebook, Youtube e afins pode ser um formato interessante que oferece flexibilidade e a nossa necessidade de cumprir um papel profissional com significado. Com o aumento da demanda pelo “marketing de conteúdo”, empresas de todos os portes mantém blogs e, consequentemente, necessitam de profissionais aptas a produzirem posts, com bons textos e estratégia de conteúdo. Da mesma maneira, atualmente, existe um vasto mercado digital que oferece alternativas de monetização, como ser afiliados de sistemas como Hotmart, Lomadee, Adsense, dentre outros.

Precisamos ir além. Buscar fazer das ferramentas que temos, aliadas ao tempo que nos sobra (que apesar de quase nada programável, ainda existe), o impulso que precisamos para nos libertar cada vez mais das amarras da cultura do emprego.

Convivendo em grupos (madrugadeiros) de tantas mães, uma certeza se alcança: são mulheres fortes, dedicadas, que não tem “tempo ruim”, modernas, descontraídas. Espaços onde se observa muito humor inteligente aliado à excelente escrita. As possibilidades estão mais próximas do que imaginamos, e muitas mães já descobriram.

 

Você é mãe e cogita entrar no mercado da comunicação e do marketing digital? Conte comigo para entender as necessidades práticas, técnicas e estratégicas dessa profissão ;) Entre em contato, caso interesse em saber mais! -> raquel@Lhama.me

Mercado de trabalho digital pode ser uma alternativa para mães que querem ter tempo com os filhos

<3 texto de Karina Marçal, mãe e jornalista, escrito para o Blog RaquelCamargo.com <3 

 

 

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