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Computador já é mais importante que a TV para brasileiros, diz pesquisa

Os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana em frente ao computador, navegando na internet, do que assistindo à televisão, segundo uma pesquisa feita pela Deloitte.

Foi divulgado que os brasileiros passam cerca de 82 horas por semana usando vários tipos de entretenimentos tecnológicos, gadgets e mídias online.

Para a maior parte dos 1022 brasileiros pesquisados, o computador supera a TV como utensílio de entretenimento. A faixa etária dos entrevistados era de 14 e 75 anos, e o o público da idade entre 26 e 42 anos é a mais envolvida com a web.

A queda de audiência tão reclamada pelas emissoras faz total sentido. O consumo de vídeos através da internet também cresce exponencialmente, deixando o espectador mais autônomo.

Os jogos, redes sociais, blogs e afins terão a cada dia mais poder de definir a personalidade dos receptores e, consequentemente, mudarão a forma de consumir conteúdos televisivos.

Acompanhar seriados pela internet, e não pela própria TV é mais que comum atualmente. A importância de críticos de televisão já tem não é a mesma, uma vez que a troca de opiniões através de redes sociais, recomendações de conteúdo via blogs já são mais levadas em consideração pelos receptores.
Por fim, a televisão talvez precise ser repensada, já que nos dias de hoje o espectador necessita de mais liberdade, interatividade e flexibilidade.

Internet e congestionamentos ameaçam reinado da TV

De 2006 para cá a audiência das TVs paga e aberta tiveram consideráveis quedas.

Apontando as razões da mudança de comportamento dos brasileiros, o IBOPE divulgou um relatório afirmando que a causa da variação é o crescimento da internet e os congestionamentos.

O estudo não pretendia ter resultados “conclusivos”, mas queria “indicar pistas para a análise de mudança de hábito no consumo de TV”, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

A pesquisa também indica que como prováveis causas da queda da TV paga “a ação das operadoras contra a pirataria”, as “constantes repetições de programas” e o excesso de comerciais (que dobraram de 2005 para o final de 2007).