Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
jan 22nd

Na época da Campus Party de 2008 foi iniciado um projeto de web rádio indígena, sendo esta sustentada inicialmente com colaborações privadas e com conteúdo produzido pela própria comunidade indígena.
Conheci neste ano os índios que faziam a rádio. Eles estão acampados na Cparty, e consigo trouxeram toda a identidade própria deles e o interesse pela web.
Sensibilizei demais. Fui conversar com eles e procura saber mais detalhes sobre os projetos deles e me surpreendi quando o líder dos que estão aqui, Anápuáka Muniz Pataxó Hã hã hãe (achei o nome dele legal demais) me disse que o projeto não está mais na ativa, e isso por falta de equipamentos. Pelo visto, assim que a Campus Party de 2008 acabou, os incentivos recebidos para a realização do projeto foi interrompido, e consequentemente a webrádio ficou off.
Fiz vídeos com Anápuáka e com um outro índio que está por aqui, o Bekói. O primeiro não ficou bacana (acústica aqui tá tensa), mas para não desperdiçar material, fica aí o outro vídeo, que mostra o colaborador da rádio falando sobre como o projeto acontecia.
Vendo isso, aquela expressão “programa de índio” é capaz de ganhar novas interpretações. Achei isso tudo o máximo.
A vontade de continuar a produzir conteúdo por lá ainda existe, porém faltam apoio, verba… Fica aqui, aliás, o apelo: se tiver como colaborar com os índios, faça-o. Eles já têm computadores, mas não têm nenhum aparelho específico para a gravação/transmissão. Tem gente que vem com o papo de que a internet no meio de tribos pode fazê-los perder características, costumes e a própria identididade, mas já acredito que é o contrário disso, que a possibilidade de acesso à internet nessas comunidades pode trazer é maior auto-valorização. Em um debate ontem o cantor Lobão disse que a modernidade ajuda a preservar o arcaico, e creio que essa frase vale também para essa situação.
Anápuáka mantem de sua tribo um blog, que traz informações locais de sua comunidade, e vale a pena uma visita também.
Web Radio Indigena from raquelcamargo on Vimeo.
Foto de Luis Leão
out 26th
Jackson Pollock, (Cody, Wyoming, Estados Unidos da América, 28 de Janeiro de 1912 – 11 de Agosto de 1956) foi um importande pintor dos Estados Unidos da América e referência no movimento do expressionismo abstrato, segundo a Wikipedia.
A coisa mais bacana do trabalho de Pollock era a técnica conhecida como dripping. Trata-se mais ou menos do que diz a palavra traduzida mesmo (gotejamento). Ele respingava tinta em telas enormes, deixando assim as cores escorrendo pelo espaço. Cada clique muda a cor da tinta, aletóriamente.
Um site simulando essa técnica de Pollock foi criado e permite que você espalhe tinta por toda a tela. É bom demais ficar fazendo bagunça, meio que terapêutico.
A dica é legal, principalmente para aqueles momentos em que estamos com a cabeça fritando e precisamos parar para esfriar.
(Ufa, essa dica estava para ser postada há uns 2 meses!)
Olhaí uma obra de arte minha. Tenho futuro ou não tenho? rs Clicaí e faz a sua!
out 14th
A gente critica aquela terra de censura, mas a gente não conhece de verdade a cultura de lá.
Ah, o Oriente, a China… Militares benditos que inspiram tanta qualidade musical.
Falo isso com base no vídeo abaixo. Duas moças com gingado exuberante e um moleque com cabelo de Sílvio Santos e figurino de um integrante de RBD que passou uns dias como morador de alguma avenida desse Brasil.
Chamego, carisma, boa voz, sensualidade: tudo isso a gente encontra no vídeo abaixo. Confira (dance, e cante!) até o fim, se for capaz:
Podem até dizer que tenho espírito de porco por fazer esse post colocando tais adjetivos irônicos a tal pérola oriental, mas é que eu não podia viver mais sem compartilhar essa obra.
Agora repassem a beleza de música pros seus amigos e os façam ficar cantando essa coisa o dia inteiro (como eu fico sempre que assito ao vídeo).