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Programa de índio 2.0

Na época da Campus Party de 2008 foi iniciado um projeto de web rádio indígena, sendo esta sustentada inicialmente com colaborações privadas e com conteúdo produzido pela própria comunidade indígena.

Conheci neste ano os índios que faziam a rádio. Eles estão acampados na Cparty, e consigo trouxeram toda a identidade própria deles e o interesse pela web.

Sensibilizei demais. Fui conversar com eles e procura saber mais detalhes sobre os projetos deles e me surpreendi quando o líder dos que estão aqui, Anápuáka Muniz Pataxó Hã hã hãe (achei o nome dele legal demais) me disse que o projeto não está mais na ativa, e isso por falta de equipamentos. Pelo visto, assim que a Campus Party de 2008 acabou, os incentivos recebidos para a realização do projeto foi interrompido, e consequentemente a webrádio ficou off.

Fiz vídeos com Anápuáka e com um outro índio que está por aqui, o Bekói. O primeiro não ficou bacana (acústica aqui tá tensa), mas para não desperdiçar material, fica aí o outro vídeo, que mostra o colaborador da rádio falando sobre como o projeto acontecia.

Vendo isso, aquela expressão “programa de índio” é capaz de ganhar novas interpretações. Achei isso tudo o máximo.

A vontade de continuar a produzir conteúdo por lá ainda existe, porém faltam apoio, verba… Fica aqui, aliás, o apelo: se tiver como colaborar com os índios, faça-o. Eles já têm computadores, mas não têm nenhum aparelho específico para a gravação/transmissão. Tem gente que vem com o papo de que a internet no meio de tribos pode fazê-los perder características, costumes e a própria identididade, mas já acredito que é o contrário disso, que a possibilidade de acesso à internet nessas comunidades pode trazer é maior auto-valorização. Em um debate ontem o cantor Lobão disse que a modernidade ajuda a preservar o arcaico, e creio que essa frase vale também para essa situação.

Anápuáka mantem de sua tribo um blog, que traz informações locais de sua comunidade, e vale a pena uma visita também.


Web Radio Indigena from raquelcamargo on Vimeo.

Foto de Luis Leão

Um mouse na mão, uma idéia na cabeça. Sou Jackson Pollock

Jackson Pollock, (Cody, Wyoming, Estados Unidos da América, 28 de Janeiro de 1912 – 11 de Agosto de 1956) foi um importande pintor dos Estados Unidos da América e referência no movimento do expressionismo abstrato, segundo a Wikipedia.

A coisa mais bacana do trabalho de Pollock era a técnica conhecida como dripping. Trata-se mais ou menos do que diz a palavra traduzida mesmo (gotejamento). Ele respingava tinta em telas enormes, deixando assim as cores escorrendo pelo espaço. Cada clique muda a cor da tinta, aletóriamente.

Um site simulando essa técnica de Pollock foi criado e permite que você espalhe tinta por toda a tela. É bom demais ficar fazendo bagunça, meio que terapêutico.

A dica é legal, principalmente para aqueles momentos em que estamos com a cabeça fritando e precisamos parar para esfriar. ;) (Ufa, essa dica estava para ser postada há uns 2 meses!)

Olhaí uma obra de arte minha. Tenho futuro ou não tenho? rs Clic e faz a sua!

Ah… A música oriental!

A gente critica aquela terra de censura, mas a gente não conhece de verdade a cultura de lá.

Ah, o Oriente, a China… Militares benditos que inspiram tanta qualidade musical.

Falo isso com base no vídeo abaixo. Duas moças com gingado exuberante e um moleque com cabelo de Sílvio Santos e figurino de um integrante de RBD que passou uns dias como morador de alguma avenida desse Brasil.

Chamego, carisma, boa voz, sensualidade: tudo isso a gente encontra no vídeo abaixo. Confira (dance, e cante!) até o fim, se for capaz:

Podem até dizer que tenho espírito de porco por fazer esse post colocando tais adjetivos irônicos a tal pérola oriental, mas é que eu não podia viver mais sem compartilhar essa obra.

Agora repassem a beleza de música pros seus amigos e os façam ficar cantando essa coisa o dia inteiro (como eu fico sempre que assito ao vídeo). :)