Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
abr 7th
O efeito que várias vozes juntas podem provocar é legal demais.
O grupo teatro Voca People é especialista nisso, “tocar” músicas sem usar nada mais além da voz.
Olhaí:
fev 11th

Allee Willis, que foi quem compôs a famosa música tema do seriado Friends (“I’ll Be There For You”), lançou um clipe na última semana que é diversão e lição de vida ao mesmo tempo.
No clipe da faixa nova, “Hey Jerrie”, o músico convidou uma baterista de 91 anos para acompanhá-la, Jerrie Thrill.
Jerrie é a lição do post. Ela respira por tubos que estão sempre ligados a um tanque de oxigênio, e mesmo assim tem uma energia de vida fantástica.
O encontro entre as duas aconteceu há poucos meses, e Willis percebeu que Jerrie estava mal por seus problemas de saúde, segundo seu próprio blog.
Olha aí a força e a alegria de Jerrie, que foi também a “musa inspiradora” da música.
mar 10th
O jogo das sombras chinesas foi “iniciado” em Java e na índia, em meados do século II a.C. Tudo começou quando o imperador chinês Wu-Ti ficou viúvo e se consolou apreciando a sua sombra, que era projetada em uma tela de linha.
Talvez o verdadeiro começo dessa manifestação artística tenha sido lá com os homens primitivos, com todo aquele clima de caverna e fogueira, mas nenhum detalhe ou informação oficial é divulgada sobre tal hipótese.
A cultura das sombras chinesas pode ser encarada como brincadeira (principalmente quando a luz acaba!), mas também é uma das técnicas precursoras do cinema. Para “brincar”, bata uma fonte de luz (seja uma vela, uma lâmpada acesa…), uma parede ou pano branco e um bom posicionamento.
Abaixo, alguns exemplos e posições.

Se quiser ver as imagens maiores, clique aqui (site que me "forneceu" as figuras) :p
fev 29th
Para um 29 de fevereiro, nada melhor que pensar nessa história de anos bissextos. Buscando explicações sobre o assunto (que não faltam na internet), me deparei com a seguinte versão (graças ao material “Conceitos de astronomia”, de Roberto Boszko – catedrático da USP):
1) Pelo Calendário Juliano: 1 ano = 365,25 dias – as medições, à época, tinham pouca (!!) precisão;
2) Em 1.582 o Papa Gregório XIII viu concluir-se um trabalho por ele encomendado, coordenado pelo astrônomo Lélio, com vistas a resolver e eliminar uma grave situação: o pecado de comer carne na época da Páscoa católica.
O que estava acontecendo? Havia uma forma de definir-se o período da Páscoa, em função das fases da Lua e essa forma de definição não estava mais “dando resultado” já que as condições teológicas não se coadunavam com os fatos reais – as posições dos astros. E isso significava que os católicos estavam cometendo um pecado muito (o mais) grave: a ingestão de carne num período em que isso era terminantemente proibido.
Esse fato fez com que Gregório XIII mandasse que seus astrônomos encontrassem as causas da distorção, que, resumidamente, era a seguinte: transcorridos 1.257 anos da adoção do Calendário Juliano, em 1.582 o Equinócio real e o Equinócio eclesiástico estavam defasados em 10 dias.
3) Pelas novas medições, Lélio e sua equipe concluíram que 1 ano = 365,2425 dias, ou seja, havia um erro de 0,0075 dia (de calendário) por ano solar decorrido. Isso significava 1 dia a cada 125 anos (1.257 anos / 10, aproximadamente).
A equação de Lélio, então, ficou assim:
1 ano = 365,2425 = 365 + 1/4 – 1/100 + 1/400
Admirável, não é?
Então, Gregório XIII aceitou e adotou a proposição de Lélio e sua equipe, que consistia no seguinte:
a) Em Outubro de 1.582, o dia 4, uma Quinta-feira, seria sucedido pela Sexta-feira, 15/Outubro; com isso, o Equinócio da Primavera voltaria a ser em 21/Março e as regras eclesiásticas seriam re-estabelecidas;
b) então, dessa data em diante, os anos da Era Cristã que fossem múltiplos de 100 (os Anos Centenário) deixariam de ser bissextos, exceto quando também fossem múltiplos de 400. Com isso, retirava-se 1 dia a cada 100 anos (-1/100) e adicionava-se 1 dia a cada 400 anos (+1/400) – veja o algorítimo acima.
Na realidade, medições posteriores, mais precisas, indicaram que a relação correta era a seguinte:
1 ano = 365,242199 dias, ou seja, havia um erro adicional, de 0,007801 dia (ou seja, seria preciso corrigir 1 dia a mais a cada 3.300 anos)
Ou seja, (olhando hoje):
1 ano = 365,242199 (corrigiu-se um erro de 0,007801 dia)
1 ano = 365,242199 = {365 + 1/4} – 1/100 + 1/400 – 1/3.300
Portanto, daqui a 2.874 anos (1.582 + 3.300 – 2.008) será necessário retirar-se um dia do calendário, de forma similar ao que fez Gregório XIII, em 1.582.
O Calendário Gregoriano não foi aceito simultaneamente por todos.
A ele aderiram de imediato apenas Portugal e Brasil (colônia, à época), Polônia, Espanha e parte da Itália.
Algumas outras adesões vieram posteriormente, como a Inglaterra, que entrou na onda em 1.752; o Japão, em 1.873; a Rússia, em 1.918 e a Turquia, em 1.927.

Esse aí é o Papa Gregório XIII
Para mais explicações, mais pontos de vistas sobre esse dia “raro”, claro, vale a pena consultar Deus.