Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
set 21st
O Google lançou agora uma ferramenta bem admirável: Google Transparency Report.
O objetivo é deixar às claras sobre a transmissão de dados, podendo mesmo até fazer filtros regionais. Se for feito algum pedido de bloqueio de algum serviço Google, ou alguma solicitação for feita para retirar quaisquer conteúdos publicados através dos produtos Google, isso tudo poderá ser consultado.
Na prática:
Ao pesquisar o gráfico do Irã, percebemos uma brusca queda no período de junho de 2009. O que foi isso? Foi o período eleitoral, momento que foi polêmico por tentativas de censura.

“Quando os serviços da Google são bloqueados ou filtrados, não podemos servir eficazmente os nossos clientes. Isso porque todos os dias trabalhamos para aumentar a livre expressão e o acesso à informação. Para promover a transparência em torno destes fluxos de informação, construímos este Transparency Report, com ferramentas interativas que permitem ver que governos pediram a remoção de conteúdos e em que locais estão os serviços da Google bloqueados”, comentou David Drummond, o Chief Legal Officer da Google, escreveu no blog da empresa.
Sem dúvida nenhuma a ideia pode ser uma arma contra a censura na web.
Ao observar os dados relacionados ao Brasil, vemos que foram feitos 2435 pedidos de remoção de conteúdo e 398 destes foram, de fato, removidos. Dentro desse número constam conteúdos do Blogger, Picasa, Orkut, Youtube e afins. Visitando o site Government Requests é possível ver com detalhes as informações.

Dica do Paulo Querido
nov 26th
Pela segunda vez Belo Horizonte tem a possibilidade de ajudar a decidir o Orçamento Participativo da cidade através da internet.
Em 2006 a experiência permitiu eleitores escolher nove de 36 obras oferecidas pelo governo da cidade, sendo que os recursos destinados à OP Digital chegaram a aproximadamente R$20 milhões, segundo o site IDGNow.
Dessa vez, o investimento previsto é de até R$ 50 milhões, e com isso grandes obras viárias que podem beneficiar milhares de pessoas poderão ser decidas, dentre cinco opções oferecidas.
Se a iniciativa é uma boa, o problema da vez é o sistema de votação do Orçamento Participativo Digital 2008. O mineiro Samuel Vignoli descobriu a fragilidade do site que recebe os votos e mostrou como é fácil burlar o processo.
Para votar, basta ter o número de inscrição do título de eleitor e zona eleitoral. Sem exigir mais nenhuma informação da pessoa que vota, a possibilidade de beneficiar uma ou outra obra usando títulos de outros eleitores ameaça o processo.
Para ver quão grave a denúncia é basta fazer uma rápida busca no Google, procurando “data de nascimento” e “naturalidade belo horizonte”. Inúmeros dados são informados, e conseguir o número de eleitor dessas pessoas é muito simples. Com nome completo e data de nascimento em mãos, basta fazer uma simples consulta no site do TRE-MG, e pronto, o número exigido para fazer a votação é informado.
Vignoli, que descobriu todo o esquema, acredita que essa falha pode ser usada de má fé de várias formas. “Desde alguém tirando o direito ao voto de outra pessoa a associações de moradores e até empresas interessadas em abocanhar uma obra de mais de 46 milhões de reais”, afirmou.
Abaixo um vídeo feito por mim e colegas de trabalho, mostrando como é fácil burlar o sistema.