Raquel Camargo
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By uskatpayday loans
nov 24th

No Palácio do Planalto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou (na verdade ainda está falando) com blogueiros.
Toda a conversa foi transmitida pela Twittam. Presencialmente, participaram da entrevista os blogueiros (super competentes, recomendo visitas) Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Vi o Mundo), William Barros (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasília, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e, o mineiro que tanto admiro, Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).
Acompanhando por aqui, ao vivo, a entrevista tem angariado novos viewers e já beira os 6 mil. Cá entre nós, acho um número bem tímido pelo peso do evento.
O presidente e sua equipe estão se saindo bem na entrevista, com respostas condizentes. A quantidade de tweets feitos sobre o assunto já garantiu a presença da hashtag #Lulablogs nos Trending Topics Brasil.
Mas cá entre nós, meus caros, de que me adianta viver na cidade dizer que há uma abertura de diálogo com quem produz conteúdo “independente” se quem tem pode ser ouvido continua sendo um grupo restrito? E digo mais: blogueiros muito competentes estão por lá, mas observem bem seus blogs e identifiquem suas identidades partidárias. Neutralidade, cadê? Aponte um blogueiro que seja absolutamente anti-Lula presente lá, por favor.
A ideia tem potencial, é legal, mas para mim continua sendo mais um risco de tropeço, assim como foi o Blog do Planalto (já falei por aqui), que se tornou um genial case após a ação dos amigos Pedro Markun e Daniela B Silva. O tal blog do Planalto não permitia comentários, mas tinha clara sua licença Creative Commons. Markun e Dani clonaram o blog, respeitando as normas de reprodução de conteúdo, deixando abertos os comentários. Aí sim as coisas ficaram como deveriam ser.
Embora uma atenção mínima tenha sido dada aos inúmeros tweets que chegaram pelo Twitter, não faz cócegas.
Aí você fala: “pô, Raquel, você só reclama! Como vão atender as perguntas de todo mundo?”. Recursos não faltam, e a minha sugestão seria uma escolha “democrática”, com relevância apontada pelos próprios participantes. Existem ferramentas como o Google Moderator, que permite que perguntas sejam votadas e classificadas. Bem mais simples que ter um filtro injusto, talvez parcial e que empurra com a barriga questões que incomodam e necessitam de respostas.
Gatekeeper´s, mídias tradicionais, partidarismos, suposta pluralidade de vozes… Acho que nada disso mudou muito com iniciativas como essa, e (espero estar enganada), mas parece que o maniqueísmo midiático está ainda forte e longe do fim.
set 28th
O que você estava fazendo em 1988? Provavelmente eu estava aprendendo a formar frases. O mestre Isaac Asimov já estava falando de web, de futuro.
No vídeo abaixo o cara fala sobre o potencial da internet para evolução da educação na vida de todo mundo. O discurso dele aí parece ser bem próximo dos dias que vivemos, mas ainda assim está à frente do que temos num geral.
A entrevista gravada há 22 anos anos foi gravada por Bill Moyers no programa de TV World of Ideas. No vídeo, Asimov já dá pistas sobre o que temos hoje como redes sociais, conteúdo colaborativo e outras aplicações.
jun 29th
Olá meu povo,
nesta quarta-feira, 30 de junho, participarei com o Roberto Reis, da 68 Interativa, de um programa Panorama da TV Assembléia (MG).
Por lá falaremos sobre o uso do Twitter por políticos ao vivo.
O programa começa às 8:30 da manhã e pode ser visto também pelo www.almg.gov.br (tem um banner TV Assembléia Online por lá.
Reprises devem ser exibidas às 19 horas do mesmo dia e de madrugada, à 1 hora, do dia seguinte.
UPDATE: A pauta ganhou rumos diferentes e quase nao falamos de políticos
nov 8th
Eu confesso que Malhação foi um dos programas televisivos que formou meu caráter. Sério, eu tinha uns 12, 13 anos e adorava ver as “aventuras” do Guacamole, ver o Mocotó, mais tarde ver os romances previsíveis do Touro, depois do Pedro e da Júlia, e tal. Mas aí chega uma hora que a gente cresce e para né?
Eu já nem lembrava mais dessa novela, até que recebi um convite da Globo (não, não vou atuar!) para participar de um evento para o lançamento da nova temporada do programa, que vem sendo chamado de Malhação ID.
Beleza, fui e por lá estava a atriz Carolinie Figueiredo (que interpreta Domingas, uma jovem toda antenada e tal) e o autor da nova temporada, Ricardo Hofstteter.
Eu cai de para-quedas no tal encontro, mas vi que não era a única com tal sensação, pois estavam também alguns outros blogueiros de BH tentando descobrir o objetivo daquilo. Na real, foi um bate papo sem pauta definida, todo guiado pelos próprios blogueiros.
O que me fez escrever este post, foi na verdade, o fato da atriz e do autor tocarem no assunto relacionado à internet e as possibilidades oferecidas por ela.

Todos falam, todos recebem
Lembram-se daquele papo de que a Globo havia divulgado uma cartilha interna para os funcionários, com ar de censura, dando orientações sobre como usar redes sociais? Pois então, Ricardo e Carolinie confirmaram a história, e explicara que na prática o que foi definido é a não-citação de assuntos relacionados ao trabalho se não for através de um canal (twitter, blog, etc) com contexto profissional explícito, para que as “coisas” não ficassem misturadas.
Independente disso, para mim, toda essa história continua com cheiro de pensamento atrasado, uma vez que vida pessoal e profissional hoje são coisas tão homogêneas que fica difícil separar dessa maneira.
Carolinie destacou que um dos usos que faz dessa liberdade oferecida pela internet é o de se expressar sem ter o risco de ver o seu discurso deturpado, como costuma acontecer em alguns meios.
Autor x Personagem
A gente sempre tem uma tia ou uma avó que insiste em não saber separar o ator/atriz do personagem. Se encontra a Patrícia Pilar na rua depois de ver A Favorita quer ir lá chama-la de Flora e dar porrada. Isso rola mesmo, e não só no meio “off”, como também na internet.
A atriz Carolinie contou o seguinte caso: ela queria editar um vídeo e estava em busca do programa ideal, e pediu dicas sobre isso em seu Twitter. Tal pedido gerou uma enorme polêmica, pelo simples fato de sua PERSONAGEM (Domingas) ser uma garota que edita vídeos profissionalmente durante a trama e tudo mais.
Como no Twitter tudo vira poêmica, não é de se assustar uma atitude dessas dos arrobas, ahn?
Foi publicada uma notícia sobre o encontro no site da Rede Globo que apresenta a lista dos blogueiros participantes.
Como um resuminho de tudo, o vídeo abaixo tem um pequeno depoimento da atriz e do autor sobre a internet e tudo mais
set 23rd
Inauguro hoje o SuPerSonas, categoria para entrevistar, apresentar ou qualquer coisa do gênero envolvendo pessoas que são phodas em alguma coisa. De fato, todo mundo é.
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Não é raro a gente babar ovo de gringo por trabalhos profissionais e não saber os talentos que existem aqui do nosso lado. Esses dias conheci o trabalho do Flávio Rezende, um cara que é um quase vizinho meu e que produz animações de fazer chorar sangue.
Além de produzir animações 3D profissionais, Flávio também desenvolve trabalhos publicitários com seu empreendimento homônimo.
O último trabalho do Flávio foi lançado essa semana, e se trata do novo clipe da banda Mundo Livre S.A.. A animação em questão foi produzida apenas pelo próprio Flávio. Veja abaixo:
Fiz uma humilde entrevista para tentar descobrir que é o Flávio e apresentá-lo a vocês, junto com suas criações.
Raquel: Quem é você, filho de Deus, talentoso desse jeito e perdido nessa cidade?
Flávio: Filho de Deus sim talentoso é por sua conta rs, tento equilibrar bem minhas dificuldades em animar e modelar sou um aspirante ainda. Tenho 28 anos, sou de Belzonte
Raquel: Como você aprendeu a trabalhar com animação? (Frase com sentido duplo, fica até engraçada)
Flávio: Sou meio autodidata, me oriento por livros fóruns e por ai vai. Tenho formação acadêmica que me ajuda um pouco na hora de conceituar, mas não esta diretamente ligada a atividade 3D. Sou especialista em radio e TV, me formei em comunicação social
Raquel: Quais são suas referências? O que te inspira?
Flávio: Sou um aspirante a profissional de CG (computação gráfica), comecei a estudar há pouco tempo, gosto do trabalho de animação do Tim Burton suas animações tem um ruído que me agrada. Dediquei muito tempo a formação acadêmica agora comecei a estudar o que realmente me deixa entusiasmado que é a tecnologia em computação gráfica. Gosto de pizza, internet, cinema e pubs
Raquel: Sobre o clipe da música A Fumaça do Pajé Miti Subitxxi, recém-lançado, como foi o processo de criação, elaboração de conceito e tudo mais?
Flávio:A musica fala sobre a biopirataria, trafico de DNA indígena, fiz uma pesquisa com dados existentes e comecei a desenhar alguns quadros, trabalho somente com storyboard e anotações, gosto de “ver” as cenas como em um gibi (nada contra a parte textual), com alguns quadros conceituais aqueles que a gente desenha melhor e o storyboard pronto comecei o trabalho sujo rsrs, render, pós produção montagem
Raquel: E a produção, a parte mão na massa? Como aconteceu? Durou quanto tempo?
Flávio:Levei 4 meses não podia dedicar muito tempo ao projeto. A produção foi tranquila com boas referências, storyboard e blueprints (referências para modelar), o trabalho fluiu legal.
Para aqueles que curtiram o trabalho do Flávio, vale dar uma olhada a mais no canal dele no Youtube. Para contato, visite o site dele!
E para aqueles mais curiosos, o Flávio compartilhou também um making-off da animação citada acima. É legal ver o processo de elaboração da obra. Taí!
jul 14th
Nessa semana entrevistei o vocalista do Detonautas Tico Santa Cruz, que já é figura super presente no Twitter e demais redes sociais.
No papo falamos sobre o próprio microblog, internet no geral, direitos autorais e gravadoras. Acho que vale a leitura.

Sempre presente na internet, Tico Santa Cruz e sua banda, Detonautas Rock Clube, disponibilizaram para download gratuito no Palco MP3 a nova música de trabalho, “O Inferno São Os Outros”, desafiando as regras da indústria fonográfica.
Através do Twitter, Tico fez uma ampla divulgação da faixa, mostrando que o sucesso da mesma não dependia simplesmente das mídias convencionais.
Sobre esse e outros assuntos, o vocalista do Detonautas bateu um papo com o Cifra Club. Acompanhe a entrevista exclusiva abaixo:
Tico, você divulgou pela internet a nova música do Detonautas, “O Inferno São Os Outros” de forma bem independente e até mesmo sem apoio da gravadora (é a Sony, certo?). O que te motivou a fazer isso?
Tico: Na verdade me antecipei a gravadora não por desrespeito a eles que são meus parceiros, apenas pelos atrasos cometidos no lançamento que geraram uma série de percalços com os fãs que estavam esperando ansiosos pelo resultado tendo em vista que desde o primeiro momento quando pisei no estúdio para os ensaios, fui pela internet escrevendo na comunidade do Detonautas absolutamente tudo que estava se passando em tempo real. O lançamento previsto para o início de junho foi alterado para o final do mês, em seguida para início de julho e depois para agosto. Não acho que a banda e os fãs tenham de ficar nessa angústia por conta do Bloqueio de algumas rádios. A minha intervenção foi por conta da dificuldade que a gravadora esta tendo em receber abertura de certas rádios que hoje determinam o que toca ou não para o público em rede aberta.
No post que você publicou em seu Blog no dia 07/07, você afirmou que está “pronto para as retaliações da burocracia totalitária”. Para você, qual seria o rumo que o mercado fonográfico deve tomar para sair desse tipo de pensamento classificado por você como “totalitário”?
Tico: A Burocracia Totalitária é aquela que senta numa cadeira para reuniões pensando exclusivamente em números, esquecendo que esses números se fazem com ações e estratégias que se adaptem ao contexto atual. Este contexto está completamente inserido dentro da internet que é o meio mais democrático, eficiente e importante, ainda que no Brasil a maior parte da população não tenha acesso a rede. Ficar nas mãos dos interesses comerciais de alguns homens me angustia muito e sei que faço parte desse sistema e que em vários momentos compactuei com eles quando me interessou, mas o jogo é assim e quem não se enfia no meio não sabe exatamente como funciona e sem saber como funciona não sabe como pode mudar. A mudança é fundamental para que possamos nos adaptar a realidade e o modelo jurássico e engessado de rádios e gravadoras está perto do fim.
A sua gravadora chegou a se manifestar após a disponibilização da nova faixa pela internet?
Tico: Depois de alguns e-mails, liguei para o diretor artístico que é uma pessoa que tem a mente bem aberta para essas iniciativas e conversamos a respeito. Ele me entendeu e me garantiu que estaria do meu lado, até porque conhece minha personalidade e me apóia.
Seus colegas de banda apoiaram sua iniciativa?
Tico: Estamos todos no mesmo barco.
Você também baixa músicas, mesmo que não disponibilizadas “legalmente”?
Tico: Tem fases que baixo músicas, mas não sei quais são as que podem ser baixadas legalmente e quais não são. Não me sinto um criminoso por ter um conteúdo que somente eu esteja ouvindo na minha casa sem fins lucrativos. Essa mentalidade é de quem ainda não entendeu que a rede é uma aliada e não uma inimiga e que os meios de se ganhar dinheiro apenas mudaram. Cabe deixar claro que a produção de uma canção envolve muitos custos, muitos profissionais e muito empenho de quem se propôs a isso, mas quando você tem uma música popular entre as pessoas o seu show também se torna popular e conseqüentemente esse dinheiro circula, por conta disso abrimos mão do empresário e entregamos 20% do nosso faturamento de shows para a gravadora que agora não tem do reclamar com relação as contas que antes não batiam.
E o que acha dos fãs baixarem discografias completas?
Tico: Acho que as pessoas escolhem. Eu por exemplo gosto dos Cds, assim como tem quem goste de Vinil e quem goste de livros, cada um escolhe a maneira com que vai beber na fonte.
Sabemos que sua relação com a internet é íntima e intensa, e que você a usa bem para trabalhar também suas ideologias e fazer protestos. Você acredita que um dia a internet será capaz de fazer barulho suficiente ao ponto de incomodar significativamente as autoridades, ou realmente perdeu as esperanças, como havia comentado após o episódio do movimento contra José Sarney?
Tico: A internet pode ser um meio, mas não acredito que somente ações virtuais possam resolver problemas políticos. É importante que as pessoas não se transformem apenas em fotos e palavras em sites de relacionamentos. Precisamos de gente nas ruas, precisamos de mentes pensando e agindo no mundo o real. A internet pode unir essas pessoas, mas jamais podemos trocar o contato real pelo virtual. Sabemos que a violência, o medo e tantas outras questões nos afastam de nós mesmos e nos aprisionam em nossas telas de computador onde as pessoas fazem até sexo sem precisar de contato físico. Contudo nada substitui pessoas com pessoas, a meu ver.
Você é também um assíduo usuário do Twitter. Você vê a ferramenta como um simples espaço de expressão e conversação, ou considera o potencial do microblog maior? Como?
Tico: Posso dizer que minha existência virtual se divide entre antes de depois do Twitter agora é tentar usá-lo de modo que essas transformações possam ser levadas para o mundo de verdade. Se é que tudo isso aqui não seja um sonho e eu esteja aprisionado numa espécie de Matrix.
Se você tivesse hoje o poder de corrigir nossa legislação relacionada à direitos autorais e compartilhamento de músicas, o que você mudaria?
Tico: Os portais que oferecessem músicas gratuitas e com isso tivessem muitos acessos poderiam pagar os direitos autorias com base nos anunciantes que suas páginas recebessem, todo mundo ganharia.