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Funk das internét

No fundo, a internet não tem nada de novo, só a repetição de fatos do mundo offline, porém de forma adaptada e muuuuito potencializada.

Músicas, num geral, sem limites de estilo e tal, falam de fatos cotidianos, sentimentos, acontecimentos e tal.

Não seria diferente no contexto online! Se o Orkut, o Twitter, o Facebook e os aplicativos estão na rotina das pessoas, nada mais natural que estes se tornarem também temas para músicas.

Aí veio o MC Kiko ano passado com o Funk do Twitter, depois o Hip Hop (que cita vários nomes daquele grupo e fez sucesso)…  Se não conhece ainda, se liga aê fiiii

E agora, já que a modinha é jogar Colheita Feliz, aquele jogo-aplicativo do Orkut, é claro que um novo funk apareceria.

Desculpa te fazer passar por isso, mas é tão tosco inusitado que merece sua atenção.

Se conseguir assitir e ouvir mais de 30 segundos deixe um comentário aqui pra eu te dar parabéns.

Um tapinha dói sim

Lembra daquele funk infernal, “Um Tapinha Não Dói”, que estourou em 2000, se não me engano? Pra mim, mais que tarde, os produtores dessa porcaria música foram punidos.

A empresa Furacão 2000 Produções Artísticas Ltda foi condenada pela Justiça Federal a pagar R$ 500 mil de indenização pelo hit Um Tapinha Não Dói.

Ajuizada pelo Ministério Público, a ação concluiu que a letra da música banalizava a violência contra a mulher e ainda propagava uma visão preconceituosa e rotulada sobre a conduta sexual feminina.

O juiz Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Cível Federal, defende que o tapa não é banal e inofensivo como diz a música, e que “causa dor física na vítima, além do abalo psíquico decorrente da humilhação que o gesto em si constitui”, segundo o jornal A Tarde.

MC Naldinho, intérprete e autor da música diz que o contexto da música é outro. Ele explicou que escreveu a música quando deu um “tapinha corretivo” em sua filha, Karolyne, de dez anos. Após o tapinha, ela teria respondido que “um tapinha não dói”. Já Rômulo Costa, dono da Furacão, além de afirmar que não tem condições para pagar a multa, chama a situação de “censura”. “Acho injusto. Isso é cercear a nossa liberdade, não poder colocar as pessoas para cantar. É um precedente muito sério”, completou o empreendedor.

A notícia eu escrevi, originalmente, pro Cifra Club.