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Acompanhe a Campus Party pela internet

Como de praxe, acontece em São Paulo a Campus Party. Durante essa semana várias palestras, oficinas, debates, etc.

Novamente estou no evento, se tiver algo relevante pretendo cobrir e postar, mas já aviso aos meus queridos leitores que estou desacreditada e sem muito entusiasmo. Então, para não transmitir essa zica para vocês, vou me abster de mais comentários e deixar que vocês acompanhem tudo pelo vídeo aí debaixo.

ATUALIZAÇÃO:

AGORA QUE O EVENTO ACABOU, VOU DISPONIBILIZAR UMA LISTA DE REPRODUÇÃO COM VÍDEOS FEITOS POR LÁ. :)

Referências bibliográficas sobre Twitter

A preocupação com as redes sociais e outros aspectos da web e seus reflexos na sociedade têm atraído muita atenção. Eu mesma sou uma das pessoas que foram fisgadas pelo tema e decidiu mergulhar no mundo acadêmico por eles.

Quando fiz minha monografia (durante o ano de 2008), era um trabalho cruel tentar encontrar bibliografia específica sobre Twitter. Sério. A Gabi Zago ajudou demais!

Mas agora, em todos os eventos de comunicação vemos várias pessoas citando o microblog e desenvolvendo pesquisas relacionados ao mesmo. É muito legal ver isso crescendo.

Como o interesse (não só de usuários, mas também de acadêmicos) pelo Twitter tende só a aumentar, a Gabi teve uma super ideia e começou a reunir bibliografia especializada.

Então, fica a dica para quem está aí perdido, querendo referências bibliográficas sobre esse tipo de tema! Se souber de mais material que não está aí, mande para gabrielaz -arroba – gmail.com. E para ficar com a lista atualizada sempre, acesse a página original feita pela Gabi.

2009

CARVALHO, L.M.; BARICHELLO, E.M.M.R. O microblog Twitter como agregador de informações de relevância jornalística. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

CONSONI, G.B.; OIKAWA, E. Twitter e micromídia: análise dos links nos perfis de Edney Souza e Marcelo Tas no processo de encadeamento midiático. In: III Simpósio ABCiber, São Paulo, SP, 2009.

CONSONI, G.B.; OIKAWA, E. A representação dos profissionais de comunicação no Twitter: análise dos perfis de Marcelo Tas e Edney Souza. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

GABRICH, D.C.P. O encadeamento midiático da imagem dos índios isolados no Twitter. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

HONEYCUTT, C.; HERRING, S. Beyond Microblogging: Conversation and Colaboration via Twitter. Proceedings of the Forty-Second Hawai’i International Conference on System Sciences (HICSS-42). Los Alamitos, CA: IEEE Press, 2009.

LINDEMANN, C.; REULE, D.S. Twitter e o surgimento de “fatodifusores” nos processos de comunicações digitais. In: VII SBPJor, São Paulo, SP, 2009.

PALAZI, A.P.; OCTAVIANO, C.I. Apropriação jornalística do Twitter: uma visão segundo modelo de Otto Groth. In: VII SBPJor, São Paulo, SP, 2009.

RECUERO, R; ZAGO, G. Em busca das “redes que importam”: redes sociais e capital social no Twitter. Líbero (FACASPER), v. 12, n. 24, 2009.

RODRIGUES, C. O que você está fazendo agora? Três contribuições para o debate sobre microblogs. Alceu (PUCRJ), v. 18, p. 148-161, 2009.

SCHIECK, M. Os gorjeios que ganharam o mundo ou a importância do Twitter na #iranelection. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

SILVA, F. F. Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade. In: AMARAL, Adriana; RECUERO, Raquel; MONTARDO, Sandra. (Org.). Blogs.com: estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009.

TERRA, C.F.; BUENO, L.C. Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional. In: III Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2009.

ZAGO, G. Jornalismo hiperlocal no Twitter: produção colaborativa e mobilidade. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

ZAGO, G.S. Informações jornalísticas no Twitter: redes sociais e filtros de informações. In: III Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2009.

2008

HUBERMAN, B.; ROMERO, D.; WU, F. Social networks that matter: Twitter under the microscope. Social Computing Laboratory, HP Labs, 2008.

MAIA, M.; MURARO, M. Os micro-blogs e as relações identitárias virtuais. In: II Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2008.

PASSANT, A.; HASTRUP, T.; ULDIS, B.; BRESLIN, J. Microblogging: A Semantic and Distributed Approach. Proceedings of the 4th Workshop on Scripting for the Semantic Web (SFSW ‘08). Tenerife, Espanha: 2008.

PERES, K. G. Em busca de karma: estratégias de cooperação e competição no Plurk. In: Regiocom 2008 (CD-ROM), Pelotas, RS, 2008.

PRIMO, A. A cobertura e o debate público sobre os casos Madeleine e Isabella: encadeamento midiático de blogs, Twitter e mídia massiva. Galáxia, v. 16 (no prelo), 2008.

SHRAVAN, G.; LI, J.; CHOUDHURY, R.R.; COX, L.; SCHIMDT, A. Micro-Blog: sharing and querying content through mobile phones an social participation. Proceedings of the 6th International Conference on Mobile systens, applications, and services. Breckenridge, CO: ACM, 2008.

SILVA, F. F. Jornalismo live streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano. In: VI SBPJor, São Bernardo do Campo, SP, 2008.

TRÄSEL, M. O uso do microblog como ferramenta de interação da imprensa televisiva com o público. In: VI SBPjor, São Bernardo do Campo, SP, 2008.

ZAGO, G. S. Apropriações Jornalísticas do Twitter: a criação de mashups. In: II Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2008.

ZAGO, G. S. Dos Blogs aos Microblogs: aspectos históricos, formatos e características. In: VI Congresso Nacional de História da Mídia (CD-ROM), Niterói, RJ, 2008.

ZAGO, G. S. O Twitter como suporte para produção e difusão de conteúdos jornalísticos. In: VI SBPJor, São Bernardo do Campo, SP, 2008.

ZAGO, G. S. Usos Sociais do Twitter: proposta de tipologia a partir do capital social. In: Regiocom 2008 (CD-ROM), Pelotas, RS, 2008.

2007

JAVA, A.; SONG, X.; FINN, T.; TSENG, B. Why We Twitter: Understanding Microblogging Usage and Communities. Procedings of the joint 9th WEBKDD, 2007.

Dissertação

MISCHAUD, E. Twitter: Expressions of the Whole Self. Londres: LSE, 2007. Dissertação (Mestrado), London School of Economics, Department of Media and Communications, 2007.

Monografias

CAMARGO, R. A interação enquanto característica comum entre Blogs e Twitter. Monografia (Graduação em Comunicação Social – Centro Universitário Newton Paiva), Belo Horizonte, MG, dezembro de 2008.

HOFFMANN, M.L. O Twitter como ferramenta de comunicação da Cibercultura. Monografia (Graduação em Comunicação Social – Universidade Federal do Tocantins), Palmas, TO, novembro de 2009.

SPECK, F. O que você está fazendo? Um estudo da socialidade no Twitter. Monografia (Graduação em Jornalismo – Universidade Federal de Santa Catarina), Florianópolis, SC, junho de 2009.

ZAGO, G. S. Jornalismo em Microblogs: Um Estudo das Apropriações Jornalísticas do Twitter. Monografia (Graduação em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo – Universidade Católica de Pelotas), Pelotas, RS, julho de 2008.

Mais referências em inglês no Research on Twitter.

Funk das internét

No fundo, a internet não tem nada de novo, só a repetição de fatos do mundo offline, porém de forma adaptada e muuuuito potencializada.

Músicas, num geral, sem limites de estilo e tal, falam de fatos cotidianos, sentimentos, acontecimentos e tal.

Não seria diferente no contexto online! Se o Orkut, o Twitter, o Facebook e os aplicativos estão na rotina das pessoas, nada mais natural que estes se tornarem também temas para músicas.

Aí veio o MC Kiko ano passado com o Funk do Twitter, depois o Hip Hop (que cita vários nomes daquele grupo e fez sucesso)…  Se não conhece ainda, se liga aê fiiii

E agora, já que a modinha é jogar Colheita Feliz, aquele jogo-aplicativo do Orkut, é claro que um novo funk apareceria.

Desculpa te fazer passar por isso, mas é tão tosco inusitado que merece sua atenção.

Se conseguir assitir e ouvir mais de 30 segundos deixe um comentário aqui pra eu te dar parabéns.

Acompanhe as discussões sobre a Cultura Digital Brasileira ao vivo

Meus caros, estou em São Paulo, no Seminário Internacional do Fórum Cultura Digital Brasileira. O evento vai até sábado, e pode ser todo acompanhado pela internet. Assista as palestras e discussões ao vivo através do player abaixo.

Live streaming video by Ustream

Além disso, já foi divulgado o relatório de cada uma das áreas de discussão do evento. Os temas Arte digital, comunicação digital, economia da cultura digital, infraestrutura digital e Memória Digital foram detalhados e dissertados nesses relatórios e serão melhor debatidos durante o Seminário.

Esses materiais simbolizam o primeiro passo para a criação de uma plataforma política.

Todos os relatórios podem ser acessados através do site do Fórum.

Debata a cultura digital

Acontecerá entre os dias 18 e 21 de novembro o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital.

Marcado para acontecer em São Paulo, na Cinemateca Brasileira, o evento contará com a presença de atrações nacionais e internacionais, como:

Partido Pirata estará representado por Amélia Andersdotter

As dicussões do evento serão feitas com bases nas seguintes áreas e maneiras: memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia, acontecerão intervenções artísticas, ações auto-gestionadas, shows, apresentações culturais e plenárias. O que for gerado durante o Seminário, deve render propostas relacionadas a cada eixo a serem entregues ao Ministro  da Cultura, Juca Ferreira.

O acesso ao evento é gratuito, e para quem está fora de São Paulo, creio eu, valer a pena viajar para lá se possível para acompanhar os debates.

A programação completa e mais detalhes podem ser vistas no próprio site do Fóru,

Entrevista com Tico Santa Cruz, do Detonautas

Nessa semana entrevistei o vocalista do Detonautas Tico Santa Cruz, que já é figura super presente no Twitter e demais redes sociais.

No papo falamos sobre o próprio microblog, internet no geral, direitos autorais e gravadoras. Acho que vale a leitura.

Tico Santa Cruz fala sobre internet e indústria fonográfica

Sempre presente na internet, Tico Santa Cruz e sua banda, Detonautas Rock Clube, disponibilizaram para download gratuito no Palco MP3 a nova música de trabalho, “O Inferno São Os Outros”, desafiando as regras da indústria fonográfica.

Através do Twitter, Tico fez uma ampla divulgação da faixa, mostrando que o sucesso da mesma não dependia simplesmente das mídias convencionais.

Sobre esse e outros assuntos, o vocalista do Detonautas bateu um papo com o Cifra Club. Acompanhe a entrevista exclusiva abaixo:

Tico, você divulgou pela internet a nova música do Detonautas, “O Inferno São Os Outros” de forma bem independente e até mesmo sem apoio da gravadora (é a Sony, certo?). O que te motivou a fazer isso?

Tico: Na verdade me antecipei a gravadora não por desrespeito a eles que são meus parceiros, apenas pelos atrasos cometidos no lançamento que geraram uma série de percalços com os fãs que estavam esperando ansiosos pelo resultado tendo em vista que desde o primeiro momento quando pisei no estúdio para os ensaios, fui pela internet escrevendo na comunidade do Detonautas absolutamente tudo que estava se passando em tempo real. O lançamento previsto para o início de junho foi alterado para o final do mês, em seguida para início de julho e depois para agosto. Não acho que a banda e os fãs tenham de ficar nessa angústia por conta do Bloqueio de algumas rádios. A minha intervenção foi por conta da dificuldade que a gravadora esta tendo em receber abertura de certas rádios que hoje determinam o que toca ou não para o público em rede aberta.

No post que você publicou em seu Blog no dia 07/07, você afirmou que está “pronto para as retaliações da burocracia totalitária”. Para você, qual seria o rumo que o mercado fonográfico deve tomar para sair desse tipo de pensamento classificado por você como “totalitário”?

Tico: A Burocracia Totalitária é aquela que senta numa cadeira para reuniões pensando exclusivamente em números, esquecendo que esses números se fazem com ações e estratégias que se adaptem ao contexto atual. Este contexto está completamente inserido dentro da internet que é o meio mais democrático, eficiente e importante, ainda que no Brasil a  maior parte da população não tenha acesso a rede. Ficar nas mãos dos interesses comerciais de alguns homens me angustia muito e sei que faço parte desse sistema e que em vários momentos compactuei com eles quando me interessou, mas o jogo é assim e quem não se enfia no meio não sabe exatamente como funciona e sem saber como funciona não sabe como pode mudar. A mudança é fundamental para que possamos nos adaptar a realidade e o modelo jurássico e engessado de rádios e gravadoras está perto do fim.

A sua gravadora chegou a se manifestar após a disponibilização da nova faixa pela internet?

Tico:
Depois de alguns e-mails, liguei para o diretor artístico que é uma pessoa que tem a mente bem aberta para essas iniciativas e conversamos a respeito. Ele me entendeu e me garantiu que estaria do meu lado, até porque conhece minha personalidade e me apóia.

Seus colegas de banda apoiaram sua iniciativa?

Tico:
Estamos todos no mesmo barco.

Você também baixa músicas, mesmo que não disponibilizadas “legalmente”?

Tico:
Tem fases que baixo músicas, mas não sei quais são as que podem ser baixadas legalmente e quais não são. Não me sinto um criminoso por ter um conteúdo que somente eu esteja ouvindo  na minha casa sem fins lucrativos. Essa mentalidade é de quem ainda não entendeu que a rede é uma aliada e não uma inimiga e que os meios de se ganhar dinheiro apenas mudaram.  Cabe deixar claro que a produção de uma canção envolve muitos custos, muitos profissionais e muito empenho de quem se propôs a isso, mas quando você tem uma música popular entre as pessoas o seu show também se torna popular e conseqüentemente esse dinheiro circula, por conta disso abrimos mão do empresário e entregamos 20% do nosso faturamento de shows para a gravadora que agora não tem do reclamar com relação as contas que antes não batiam.

E o que acha dos fãs baixarem discografias completas?

Tico:
Acho que as pessoas escolhem. Eu por exemplo gosto dos Cds, assim como tem quem goste de Vinil e quem goste de livros, cada um escolhe a maneira com que vai beber na fonte.

Sabemos que sua relação com a internet é íntima e intensa, e que você a usa bem para trabalhar também suas ideologias e fazer protestos. Você acredita que um dia a internet será capaz de fazer barulho suficiente ao ponto de incomodar significativamente as autoridades, ou realmente perdeu as esperanças, como havia comentado após o episódio do movimento contra José Sarney?

Tico: A internet pode ser um meio, mas não acredito que somente ações virtuais possam resolver problemas políticos. É importante que as pessoas não se transformem apenas em fotos e palavras em sites de relacionamentos. Precisamos de gente nas ruas, precisamos de mentes pensando e agindo no mundo o real. A internet pode unir essas pessoas, mas jamais podemos trocar o contato real pelo virtual. Sabemos que a violência, o medo e tantas outras questões nos afastam de nós mesmos e nos aprisionam em nossas telas de computador onde as pessoas fazem até sexo sem precisar de contato físico. Contudo nada substitui pessoas com pessoas, a meu ver.

Você é também um assíduo usuário do Twitter. Você vê a ferramenta como um simples espaço de expressão e conversação, ou considera o potencial do microblog maior? Como?

Tico:
Posso dizer que minha existência virtual se divide entre antes de depois do Twitter agora é tentar usá-lo de modo que essas transformações possam ser levadas para o mundo de verdade. Se é que tudo isso aqui não seja um sonho e eu esteja aprisionado numa espécie de Matrix.

Se você tivesse hoje o poder de corrigir nossa legislação relacionada à direitos autorais e compartilhamento de músicas, o que você mudaria?
Tico: Os portais que oferecessem músicas gratuitas e com isso tivessem muitos acessos poderiam pagar os direitos autorias com base nos anunciantes  que suas páginas recebessem, todo mundo ganharia.