Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
fev 24th
Um dos vídeos mais comentados dessa semana é o “Manual de Reportagem”, feito pela agência Colméia e apresentado pelo Rafinha Bastos.
Na boa, é engraçado demais. Eu curti o vídeo, a realidade é bem essa se formos analisar organicamente o script. Mas análises aprofundadas a parte (nem quero discutir obrigatoriedade de diploma e tal, dessa vez não!!), esse post é mais para apresentar a vocês a pérola que é o vídeo.
Mas antes de você pensar: “caraca esse Rafinha é um gênio do humor” e mimimi, prestenção: como quase tudo na carreira do Bastos, essa é uma ADAPTAÇÃO. É, ele só pegou uma ideia de alguém (aliás, esse sim é o gênio da história) e adaptou. O vídeo, portanto, foi baseado na obra do jornalista britânico Charlie Brooker “How To Report The News”.
ago 28th
Eu não sei ao certo de quem é a frase acima, mas ela hoje foi bastante usada no Twitter e descreve bem o assunto do momento.
Quando fiz um post falando sobre a entrada da Xuxa no Twitter, eu não esperava que tal fato fosse se tornar uma grande e curiosa novela vivenciada no microblog.
Muita pauta rendeu… Uso insistente de letras maiúsculas, erro de português cometido pela Sasha em uma publicação, a defesa (justa) da mãe pela filha – que recebeu severas e ácidas críticas pelos usuários do sistema… Isso tudo em menos de uma semana.
E nesta quinta-feira, no fim da manhã, começa a circular um post do blog Jogando Praga, com o título: “Xuxa entra com processo contra Twitter e ameaça censurar o serviço no Brasil”.
A tal manchete assusta, é claro, e no Brasil que estamos não é de se duvidar que uma parada dessas role por aqui, né? Afinal, eu mesma já fui processada ao ser confundida como a “representante do Twitter no Brasil”. Não custa nada…
Mas ao chegar ao fim do post, que narra a suposta iniciativa jurídica de Xuxa contra o microblog por causa dos problemas que teve nos últimos dias, há um destacado aviso, que comunica que aquela notícia não passa de uma brincadeira de mau gosto. Ou seja, é fake, é mentira, é “brincadeira”.
Tem teorias aí que falam que nós, em suma, não somos mais que meros leitores de títulos, de manchetes, e só. Que não interessa a todos a profundidade do texto… E esse episódio comprova essa hipótese.
O que teve de gente chorando no Twitter por acreditar na notícia falsa… Nos próprios comentários do post existem mensagens do gênero, de indivíduo que tenta não acreditar, e de outros que já se descabelam com a possibilidade de ter o site bloqueado.
Logo que vi esse post ser retuitado várias e várias vezes, logo pensei (e twittei):
Pois veja só, profetizei. Tô boba.
Não são somente aqueles chamados “receptores” que absorvem apenas o título de um post, mas também “jornalistas”. O site do jornal Meio Norte publicou a notícia como verdadeira.
Além de provar uma grave deficiência no setor de apuração dos fatos, o site ainda coloca como fonte da notícia “GloboNews”. Tenso. Lembra aqueles tempos do Cocadaboa, não?
Está sendo bem traumática essa experiência da rainha dos baixinhos pelo Twitter, não?
Por enquanto a apresentadora disse que ficará afastada do microblog. “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo (sic)”, encerrou a última twittada de Xuxa.
jul 12th
Sem querer voltar a tocar na polêmica do diploma de jornalistas, mas já voltando, esse vídeo é interessante…
A Meyocks Group apresentou recentemente um vídeo para a abertura do ADDY Awards chamado “When I Grow Up”, que é uma campanha de publicidade para o site de empregos Monster.com.
Alguns alunos do curso de pós graduação em Produção em Mídias Digitais, da Puc Minas, elaboraram uma paródia do caso citado a cima, pisando novamente no calo dos profissionais da imprensa.
Vale refletir.
ago 15th
Esse post era para ter saído no início da semana. Fiquei realmente encantada com o projeto e decidi ignorar o atraso e publicar assim mesmo
O UAI, site jornalístico de Minas Gerais, apresentou uma novidade envolvendo as eleições, notícias e a internet: um newsgame.
No mesmo clima do Candidate Match Game, lançado pelo USA Today, a equipe do portal fez a versão regionalizada do projeto.
Voltado especificamente para as eleições municipais de Belo Horizonte, o newsgame traz perguntas polêmicas, e a partir das respostas dadas pelo usuário o site indica quais os candidatos que têm propostas mais parecidas com seus pensamentos. Trânsito, educação, economia, saúde, tudo isso é levado em conta. “Aqueles [candidatos] que tiverem uma visão mais próxima à sua vão se destacar”, explica o site do game informativo.
A capacidade de reter informações através de um newsgame é consideravelmente maior que a de outras formas de comunicação. Segundo o blog de Tiago Dória, uma pesquisa apresentada no Simpósio Internacional de Jornalismo Online afirmou que a taxa atingida com tal ferramenta é de 70 a 80%, enquanto com textos, áudio ou vídeo é de apenas 50%.
mai 19th
Esse post eu fiz, originalmente, para o Twitter Brasil, mas por saber que não é todo mundo daqui que dá as caras por lá, estou postando aqui também!
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Mais uma experiência inusitada com o Twitter: a narração do parto do primeiro filho.
O gerente de projetos Samuel Guimarães, de 28 anos, transmitiu o nascimento de seu filho nesta segunda-feira (19) via Twitter. Desde a hora que chegou à maternidade, aproximadamente às sete da manhã, Samuel começou suas twittadas usando um celular.
“Faltam alguns minutos…ja to vestido de alface!”, disse ele em uma das mensagens.
Após enviar foto da entrada da sala de parto, e confirmar sua ansiedade, às 9h10 Samuel anuncia, enfim, o nascimento de Felipe Augusto Guimarães.

Samuel Guimarães trabalha na agência mineira 5 Clicks. Envolvido nos preparativos do Interminas, ele preferiu pedir para o médico adiar o parto de seu filho para poder participar do evento, já que o mesmo estava programado para o mesmo final de semana.
mar 19th
Os jornalistas Paulo Henrique Amorim e Mino Carta deram adeus ao IG, que hospedava seus blogs.
Nesta terça-feira, misteriosamente o blog de Amorim saiu do ar. Hoje, com um domínio homônimo, o jornalista explicou o ocorrido, alegando que foi demitido pelo portal. “O IG rescindiu meu contrato que ia até 31 de dezembro de 2008. O Conversa Afiada continua o mesmo – e mais livre, aqui, neste novo espaço”, escreveu ele em sua nova página. PHA garante ainda que escreverá um “Máximas e Mínimas” para esclarecer a confusão.
Como polêmica pouca é bobagem, o também jornalista Mino Carta resolveu se pronunciar (através de ações), e se despediu também do IG. “Meu blog no IG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos”, escreveu Mino em seu último post”. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento”, completou.
Fiquei surpresa com a atitude de Mino, acho muito digna. Às vezes paro para pensar na imprensa que temos e vejo tudo tão sórdido e paliativo. A iniciativa do Mino, para mim, é uma luz no meio disso tudo.
Se estamos na internet, temos tudo para poder romper a monopolização de informações, basta ter coragem. A suposta tentativa do IG de silenciar um jornalista que faz reflexões políticas é mais uma prova da existência (e insistência) da censura. Sem consideração e respeito com o leitor, o IG “apagou” a página do PHA sem qualquer aviso ou comunicado, enfim, uma atitude IGnorante.
Parabenizo Mino pela atitude e também Paulo Henrique Amorim, pela iniciativa de colocar logo no ar sua nova página e por não deixar o caso passar batido.
Fico só com uma dúvida: depois disso tudo, o site da Revista Carta Capital continuará hospedado no Ig? Será?
Obs: Não coloquei os links das páginas antigas de pirraça mesmo.
Dar mais acesso para lá? Dependendo de mim, não.