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#LulaBlogs: Presidente Lula concede entrevista a blogueiros. E daí?

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No Palácio do Planalto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou (na verdade ainda está falando) com blogueiros.

Toda a conversa foi transmitida pela Twittam. Presencialmente, participaram da entrevista os blogueiros (super competentes, recomendo visitas) Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Vi o Mundo), William Barros (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasília, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e, o mineiro que tanto admiro, Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).

Acompanhando por aqui, ao vivo, a entrevista tem angariado novos viewers e já beira os 6 mil. Cá entre nós, acho um número bem tímido pelo peso do evento.

O presidente e sua equipe estão se saindo bem na entrevista, com respostas condizentes. A quantidade de tweets feitos sobre o assunto já garantiu a presença da hashtag #Lulablogs nos Trending Topics Brasil.

Mas cá entre nós, meus caros, de que me adianta viver na cidade dizer que há uma abertura de diálogo com quem produz conteúdo “independente” se quem tem pode ser ouvido continua sendo um grupo restrito? E digo mais: blogueiros muito competentes estão por lá, mas observem bem seus blogs e identifiquem suas identidades partidárias. Neutralidade, cadê? Aponte um blogueiro que seja absolutamente anti-Lula presente lá, por favor.

A ideia tem potencial, é legal, mas para mim continua sendo mais um risco de tropeço, assim como foi o Blog do Planalto (já falei por aqui), que se tornou um genial case após a ação dos amigos Pedro Markun e Daniela B Silva. O tal blog do Planalto não permitia comentários, mas tinha clara sua licença Creative Commons. Markun e Dani clonaram o blog, respeitando as normas de reprodução de conteúdo, deixando abertos os comentários. Aí sim as coisas ficaram como deveriam ser.

Embora uma atenção mínima tenha sido dada aos inúmeros tweets que chegaram pelo Twitter, não faz cócegas.

Aí você fala: “pô, Raquel, você só reclama! Como vão atender as perguntas de todo mundo?”. Recursos não faltam, e a minha sugestão seria uma escolha “democrática”, com relevância apontada pelos próprios participantes. Existem ferramentas como o Google Moderator, que permite que perguntas sejam votadas e classificadas. Bem mais simples que ter um filtro injusto, talvez parcial e que empurra com a barriga questões que incomodam e necessitam de respostas.

Gatekeeper´s, mídias tradicionais, partidarismos, suposta pluralidade de vozes… Acho que nada disso mudou muito com iniciativas como essa, e (espero estar enganada), mas parece que o maniqueísmo midiático está ainda forte e longe do fim.

O que você fez na internet hoje?

Aquele que era um projeto pouco claro, com objetivo de esenvolver uma interconexão de computadores, hoje é capaz de ser o ambiente palco de mudanças radicais. O potencial da Internet está sustentado na habilidade de superar barreiras que impediam o acesso a uma massa de informação para consumidores comuns.

O que faz a dinâmica da internet ser assim tão impactante é a base social que há ali dentro, algo como um “circuito locomotivo” (conforme Ortiz, 2004) que mostra como nosso espaço é vulnerável à desterritorialização e flexibilidade.

Um fator que faz tantos se apaixonarem pela web é a possibilidade de voz ativa para todos. Online, qualquer um pode se tornar um produtor, pode ser um emissor de conteúdos e conquistar relevância, público e relacionamento com seus destinatários.

Apesar de termos bem perto a chance de agir colaborativamente publicando em blogs, microblogs, compartilhadores de fotos e afins, não é bem o que tem acontecido. A pluralidade de vozes que pode ser feita através da web, no fundo, ainda está longe de ser intensa.

Um exemplo disso? Vamos falar de Twitter. Um tanto de gente fala que vai criar um Twitter e não um blog por que ali é fácil publicar algo, mais rápido e conciso, e assim acredita que poderá fazer conteúdo de relevância de forma mais prática.

Uma pesquisa de Harvard publicada em 2009 mostrou que uma pequena parte dos usuários do microblog é realmente a responsável pela geração de conteúdo. O estudo apontou que 10% dos “arrobas” são os autores de 90% do conteúdo postado ali.

O gráfico abaixo mostra com dados mais atualizados a produção de mensagens no Twitter. Já nesse gráfico constam 20% dos usuários como autores de Tweets e pode-se perceber também uma grande quantidade de pessoas apenas retwittando ou sustentando postagens triviais.

O mesmo acontece com blogs. Pense: quantos blogs você já visitou e viu que não passava de um CTRL+C CTRL+V de matérias de jornais, revistas, de mensagens que recebemos um milhão de vezes por email e só?

A fatia que realmente gera conteúdo na web é pequena perto da quantidade de pessoas que temos online. O que me incomoda é pensar o motivo disso. Se temos hoje a chance de sair da ditadura das mídias tradicionais, por que isso ainda não acontece com força?

Minha avó só tinha acesso à informações através de conversas no seu bairro ou dos meios convencionais de notícias (rádio, jornal e, mais tarde, a TV). Já nós não temos razão para ficar nessa de monopolização de fontes. Existem blogs muito mais confiantes e relevantes que revistas de grandes tiragens por aí, não é mesmo?

Creio que essa falta de consciência do poder que temos, de que temos em mãos contas em redes e mídias sociais que nos dão voz quase tão ativa aos tradicionais meios de comunicação, seja um reflexo dessa colonização de informações. A minha avó já está entendendo isso também.

O que você já fez para mostrar o poder que temos com as redes? Aquele papo de ser o quarto poder já não é mais só do jornalismo, pode ser de qualquer um de nós. Cutucar um político via Twitter, Formspring, exigir nossos direitos pelas redes, enfim, tudo isso está ao nosso alcance e é de graça. Isso aqui é uma ágora online.

Qual foi o bom uso das mídias sociais que você fez hoje?

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Dicas de posts do blog de Eleições:

Vídeo de sá tiras de candidatos provoca reação do TRE-MG

Estadão apóia Dilma no Twitter “sem querer querendo”

Referências: ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. São Paulo. Editora Brasiliense, 1994.
Imagem: Comunicadores

Google TV é anunciado e promete um novo conceito de mídia

O Google anunciou nesta quinta-feira o seu novo projeto: Google TV.

Trata-se de uma plataforma de televisão que promete revolucionar o conceito que temos da mídia. Com ela, poderá ser possível levar conteúdo e aplicativos da web para o televisor.

Usando a plataforma Androide (que já vem sendo usada em smartphones), o Google TV já chama atenção dos fabricantes de aparelhos de TV. Novos produtos já chegarão ao mercado com o recurso integrado.

O serviço já está online nos Estados Unidos.

Cá entre nós, concordo com o que disseram no Twitter: se quiser ter um Google TV agora é só comprar um cabo HDMI! O lance do Google é grande e poderoso, mas já podemos ter isso em casa gastando bem menos.

Uma mosca, uma mídia…

Se você já está assustado por ver ações de marketing de guerrilha, suspira pra ver essa.

Durante a Feira do Livro de Frankfutr, a agência Jung Von Matt/Neckar usou insetos para fazer propaganda.

Com objetivo de divulgar o stand da editora Eichborn, que usa e abusa da imagem de moscas em seus trabalhos, foram amarrados mini-banners em 200 moscas que “passeavam” pelo local.

Será que dava para ler a mensagem? Vejam no vídeo o desempenho das moscas-propagandas

Fiquei sabendo no Comunicadores

Youtube X TV

Um estudo feito pelo Youtube em parceria com a OTX, Mindshare, Motorola e GM, apresentou resultados sobre o comportamento do consumidor perante a TV e o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo.

Tudo bem que o idealizador da pesquisa possa ser suspeito para falar do assunto, mas eu não duvido nem um pouco dos resultados obtidos.

Minha experiência como receptora e como emissora de conteúdo através da plataforma faz acreditar que o Youtube é sim capaz de fazer milagres por uma marca.

Entretanto, a elaboração e divulgação deste material me preocupa, pelo fato de ver facilmente que este é uma boa estratégia para atrair anunciantes. Só espero que não role uma auto-destruição do Youtube, se tornando uma págian poluída com anúncios.

Enfim, o resultado da pesquisa:

Internet e congestionamentos ameaçam reinado da TV

De 2006 para cá a audiência das TVs paga e aberta tiveram consideráveis quedas.

Apontando as razões da mudança de comportamento dos brasileiros, o IBOPE divulgou um relatório afirmando que a causa da variação é o crescimento da internet e os congestionamentos.

O estudo não pretendia ter resultados “conclusivos”, mas queria “indicar pistas para a análise de mudança de hábito no consumo de TV”, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

A pesquisa também indica que como prováveis causas da queda da TV paga “a ação das operadoras contra a pirataria”, as “constantes repetições de programas” e o excesso de comerciais (que dobraram de 2005 para o final de 2007).