Raquel Camargo
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By uskatpayday loans
jun 27th
Matéria minha publicada no UOL.
Em busca de votos e popularidade na internet, pré-candidatos nas eleições deste ano tentam adquirir perfis já consolidados nas redes sociais, o que pode ser considerado crime eleitoral. No Twitter, é possível encontrar comentários que relatam as propostas comerciais dos políticos. O Facebook também é alvo dos pré-candidatos. Empresas oferecem serviços que têm como objetivo popularizar a página do político por meio de anúncios na rede social.
Segundo Alberto Rollo, advogado especializado em direito eleitoral, a compra de perfis ou seguidores pode acarretar em problemas legais. ”Se o candidato vai aumentar número de seguidores ou fãs de forma fraudulenta está havendo um descompasso com que a lei diz, pois ela não permite fraudes”, afirmou Rollo.
No Twitter, por exemplo, a estratégia dos políticos é substituir o nome da conta com os usuários que já seguem a página. Dessa forma, as pessoas que já acompanham o perfil que foi comercializado passam a receber as atualizações do novo dono, sem saber da troca de propriedade.
Pelo Twitter, dois usuários falaram de propostas de compra de seus perfis na rede social para políticos e partidos. Encontrados pelo UOL, eles preferiram não comentar o caso e pediram para não ser identificados. Um deles, morador de Juazeiro do Norte (CE), cidade com cerca de 250 mil habitantes, tem 1.219 seguidores –até a publicação desta reportagem.


Os políticos também podem usar recursos artificiais para aumentar o número de seguidores –os chamados “scripts”.
Por meio de uma ferramenta, usuários passam a seguir automaticamente perfis aleatórios e inflam o total de pessoas que recebem seu conteúdo e suas atualizações. Os “scripts” gratuitos, por sua vez, publicam automaticamente mensagens nas páginas de quem fez uso do recurso.
Uma dessas mensagens apareceu no Twitter do pré-candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força, mas logo em seguida foi apagada. O pré-candidato informou, por meio de assessoria de imprensa, ter conhecimento do texto publicado, mas garantiu que não houve uso dessas ferramentas.

A reportagem do UOL entrou em contato com uma agência de comunicação e se apresentou como responsável pela campanha de um candidato. Um funcionário da agência informou que um político do Recife, por exemplo, conseguiu 30 mil novos fãs em cerca de um mês após o início da intervenção de seus profissionais na página do Facebook.
Em outro contato telefônico, agora com uma empresa especializada em marketing digital, o responsável pela empresa informou que são usadas estratégias para burlar as limitações da legislação e fazer anúncios no Facebook para popularizar a página do político. “Existe o risco? Existe. Estão reclamando? Estão. Tem um monte de gente reclamando, mas e daí?”, declarou o funcionário que se apresentou como responsável pelo negócio.

Pacotes de usuários que podem virar fãs ou seguidores também são vendidos. Adquirir mais 10 mil pessoas na página custa R$ 290, por exemplo. Outra estratégia é criar perfis falsos, que passam a ser fãs das páginas dos políticos, gerando uma falsa popularidade das páginas.
Embora seja um método fácil de aumentar os números das páginas das redes sociais, as ações podem não trazer benefícios para quem as pratica, dizem especialistas.
Para Sandra Turchi, professora do curso marketing para marketing eleitoral, “não adianta ter uma base enorme de seguidores fictícia, que não são reais seguidores”. De acordo com a especialista, o ideal é que o candidato se prepare meses antes do período eleitoral já fazendo ações e estabelecendo comunicação pelos perfis.
“Vender anúncios não é permitido. Em uma situação dessas, um candidato, coligação partido ou o Ministério Público podem entrar com uma representação junto ao TRE [Tribunal Regional Eleitoral] contra quem estiver fazendo isso e denunciando a campanha fraudulenta, desde que prove”, afirma Rollo.
A multa por ações indevidas nas redes sociais variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil. A propaganda eleitoral é permitida a partir de 6 de julho. Antes disso, manifestações em redes sociais podem ser consideradas como propaganda eleitoral antecipada e também acarretar em multas.
jul 6th
Empresa do Seu Zé quer ser seu amigo.
Açougue do Tio Souza quer ser seu amigo.
Fã Clube Luiz Caldas quer ser seu amigo.
Esse tipo de solicitação no Facebook é frequente, e me deixa perplexa. Por que isso acontece tão frequentemente? Ao indagar essa minha revolta no Twitter percebi que muita gente que trabalha com social media não sabe a diferença de Perfil para Fan Page e/ou não reconhece o papel de cada uma. Com base nisso, resolvi fazer esse post e defender meu ponto de vista.
Vamos lá. Você tem uma empresa ou está aí atuando no mercado de social media e quer marcar presença no Facebook. Para você chegar nesse ponto, suspeito que você já pensou direitinho se o Facebook é realmente uma rede social adequada para o negócio e quais as métricas que você vai usar para trabalhar. Sendo assim, vamos às justificativas de forma didática…

Empresas no Facebook: Fanpage ou perfil?
Resposta: Fanpage!
Por que fazer uma Fanpage para a empresa, e não um perfil?
A relação de um perfil do Facebook com o de outro usuário é a de AMIZADE.
O significado do substantivo masculino amigo, nesse sentido, é diretmente ligado à uma pessoa. Quem é amigo, sustenta uma relação com alguém. Ainda não tive uma amiga torneira, loja ou mesa. Logo, perfis do Facebook são para pessoas!
Parece que o Facebook não bota fé no papo do Roberto Carlos de ter um milhão de amigos http://www.youtube.com/watch?v=fj8Ge_0rWqs&feature=related.
Quando se tem um perfil de usuário por lá é possível ter “apenas” 5 mil amigos. Ou seja, quando tua empresa chegou nesse número você vai fazer o que? Ter síndrome de Orkut e criar 10 perfis da empresa, que sempre estarão lotados das mesmas pessoas?
Se a empresa tem uma página, o problema não existe. A relação não é de amizade mas de “admiração”, digamos. O usuário (esse sim, pessoa física) curte a sua marca, produto, etc. A sua Fanpage vai poder receber infinitos “jóinhas” sem transtorno!
Imagina você administrando um perfil da uma empresa famosona, que todo mundo “curte”. Aí você, profissional de mídias sociais, vai receber um zilhão de pedidos de amizades por dia e vai ter que clicar um a um para aceitá-los.
Assim, o usuário que deseja ter alguma relação com a sua marca não precisar esperar o seu “aceitar”, com a FanPage, ele poderá curtir, ou seja, criar o vínculo que deseja com a página sem depender de alguma ação sua.
No fundo, é isso que o seu chefe vai te cobrar, não é mesmo? Relatórios com números, métricas, estatísticas!
Se você trabalha com um perfil e for fazer esse trabalho vai passar um aperto para fazer um relatório digno, pois não consegue ter com facilidade o controle de interações (curtir, visualizações, etc).
Agora, se estamso falando de uma FanPage, tudo muda. Como a função dela é especialmente para essa situação institucional, o próprio Facebook mastiga e nos dá relatórios através do Insights. Existem outros aplicativos que dão mais dados ainda!
Depois fica por sua conta interpretar os dados.
Se a página tiver pelo menos 25 seguidores você pode criar um endereço personalizado. Basta ir nessa página e definir o nome de utilizador, igualzinho como se faz em um perfil de usuário.
Exemplo: facebook.com/empresacasadamaejoana
Não faltam aplicativos para criarmos promoções nas FanPages.
Além disso, é possível promover eventos por lá também.
O Facebook têm programas de venda de anúncios para páginas. Ou seja, caso queira divulgar alguma ação específica ou simplesmente a própria página, você terá recursos prontos para fazê-lo e avaliá-lo.
Com um perfil você vai ter que compartilhar a senha com o coleguinha que ajuda no trabalho de mídias sociais.
Com a Fanpage você não precisa disso, pois é possível acrescentar administradores à página. Assim, toda a equipe terá autonomia para deixar a casa em ordem, apagando possíveis spam’s, respondendo comentários e enviando atualizaçõe com o nome da empresa.
Afinal, qual é o vínculo que você quer ter com o seu público? Quando alguém curte a página da empresa, ela pode publicar fotos, textos e vídeos sem limitações naquele espaço, que é de todos.
Além dos já citados aplicativos de promoção, é fácil associar outras funções na página com aplicativos. Por exemplo, o RSS Grafitti vai ajudar a levar leitores para a sua página principal publicando as atualizações!
Além disso, com um bom planejamento (e orçamento também é bom) é possível criar o seu próprio aplicativo e agregar ainda mais à experiência do usuário. Exemplo? A Coca-Cola tem um tanto de usos diferenciados dentro da FanPage.

Você leu a Política de Uso do Facebook antes de criar o perfil da empresa? Não? Um atalho então, retirado da página de ajuda do site.
A conta que criei para promover meus negócios, banda ou outra organização foi desativada. O que fazer?
Resposta do Facebook: De acordo com a nossa Declaração de direitos e responsabilidades, os perfis do Facebook devem representar um indivíduo. Não é permitido que os usuários mantenham uma conta sob o nome de uma organização ou usem contas pessoais para fazer propaganda ou promovê-los profissionalmente. Se o seu perfil foi listado sob um nome de um indivíduo ou usado primeiramente para promoção profissional, esse é provavelmente o motivo pelo qual ele foi removido.
Ok, encerro aqui meus argumentos.
Se você ainda vai começar a trabalhar com isso, é só ir na página de criação de Fanpages. Agora, se você se convenceu de que o melhor para o seu trabalho é manter uma FanPage e não um perfil, porém, já havia criado a página da empresa como a de um usuário comum, há uma segunda chance: você pode solicitar a migração do perfil para a página empresarial.
Basta preencher os dados nessa página e torcer para que seu pedido seja atendido, pois o Facebook não promete resposta à todas apelações enviadas.
Aproveitando o assunto, se curtiu o post e o blog, aproveita e curte também a fanpage deste humilde blog clicando aqui embaixo, à direita ou indo diretamente à página. Gracias!
jun 7th
Vez ou outra podemos ver profissionais da web, e principalmente das mídias sociais, desprezando uma rede social ou outra na hora de planejar alguma campanha.
O fato é que o filtro pessoal influencia diretamente na estratégia profissional, e isso não deveria acontecer.
Se teu público está no Orkut, me diga, por qual motivo você deveria ignorar o espaço e investir esforços no Facebook, por exemplo, caso ele não seja o espaço ideal?
Tentar mudar o mundo através de uma campanha pode até parecer um argumento ideológico, mas pode ser também egoísta e utópico. O papel de um trabalho de mídias sociais, de fato, é levar uma informação até o seu foco e não fazer o foco chegar até a algum lugar, forçar um movimento.
A escolha de uso de um site ou de outro por um indivíduo qualquer é feita puramente com base em seu contexto social, portanto, uma promoção incrível não necessariamente irá forçá-lo a criar um perfil em uma rede onde ele não terá relacionamentos. Caso ele crie esse perfil, ele terá interação e relevância por ali? Pouco importa? Não é bem assim.
E a realidade do Brasil é bem diferente do que a que muitos profissionais das mídias sociais gostariam que fosse. A agência F/Nazca divulgou nessa semana uma pesquisa que mostra que o Orkut ainda reina por aqui. Segundo eles, 80% dos brasileiros preferem o Orkut, enquanto 14% ficaria com o Facebook. Os dados coletados sáo de novembro e dezembro do ano passado, portanto, muita coisa pode ter mudado.
Hoje podemos perceber já um movimento que subverte a lógica de quem cria uma promoção. O cara pensa: “Rá! Vou fazer uma promoção no Twitter para divulgar nosso perfil, o cara vai ter que seguir a gente e dar RT. Assim, daqui a pouco estaremos com vários novos seguidores”.
Ok, faz sentido o pensamento de quem faz essa lógica, contudo, hoje inúmeras pessoas têm dois ou mais perfis, e um dos fatores que alimenta esse movimento é exatamente o das promoções. Ficar dando RT em promoção pode ser chato, o seguidor do usuário pode se irritar com isso sendo feito em demasia e abrir mão de seguí-lo, sem dó, fazendo isso tudo resultar em vários unfollows. Para evitar a fadiga para quem o segue, um puro e simples “criar nova conta” resolve os problemas. Perceba a quantidade de listas que existem só com perfis de promoções e pense: quantos usuários criados só para participar destas estão seguindo estas?”.

E como isso afeta o cara lá de cima, que bolou o conceito da promoção? O perfil do cliente dele vai ganhar novos seguidores? Vai sim, claro, afinal é a regra da promoção, contudo, esse número não terá o mesmo valor (aliás, avaliações quantitativas são extremamente perigosas).
Do que importa ter 100 mil seguidores “fantasmas”, que sequer fazem leitura de seus updates ou clica em seus links? No fundo, nada.
Portanto, a dica é essa. Atenção na escolha dos espaços a serem escolhidos para um trabalho é mais que necessário e pede uma porção de malícia.
ago 3rd
Não tem como ficar isolado do mundo e fingir que nada está acontecendo: as eleições estão aí e o sentimento de “pqp, esse meu país é uma sucata” fica mais forte ainda.
Meu lance é mídias sociais, web e essas coisas, todos sabem (ou não), e esse ano especialmente tudo enquanto é candidato está tentando usar essas “mudernidade das internéti” na campanha. Tem muita coisa para ser observada nesse momento.
É por causa disso aí que eu resolvi blogar sobre o assunto. O lance é falar de política, mas não aquela política partidária que dá nojinho, mas sim do que deveria ser tudo isso.
O papo está todo sendo feito paralelamente no sub-blog eleicoes.raquelcamargo.com mas vou volocar umas chamadas dos posts de lá aqui também para vocês não se esquecerem, tá? Também tem um atalho aqui do lado, com a cara do nosso simpático Bozo, caso alguém perca ou esqueça o endereço.
Espero que consigamos criar debates e fazer a diferença pela web!
jun 29th
Olá meu povo,
nesta quarta-feira, 30 de junho, participarei com o Roberto Reis, da 68 Interativa, de um programa Panorama da TV Assembléia (MG).
Por lá falaremos sobre o uso do Twitter por políticos ao vivo.
O programa começa às 8:30 da manhã e pode ser visto também pelo www.almg.gov.br (tem um banner TV Assembléia Online por lá.
Reprises devem ser exibidas às 19 horas do mesmo dia e de madrugada, à 1 hora, do dia seguinte.
UPDATE: A pauta ganhou rumos diferentes e quase nao falamos de políticos
mar 31st
Depois da polêmica ocorrida nesta terça-feira iniciada pela promoção que envolvia a Visa e o Walmart, que de trending topic de sucesso passou a ser um grande fail em poucos minutos, hoje vemos outra situação curiosa marcada pelas hashtags no Twitter.
Deixando o cargo de governador do Estado de Minas Gerais, Aécio Neves virou destaque no microblog durante esta tarde. Inicialmente a hasthtag #obrigadoaecio estava sendo usada por inúmeros usuários favoráveis ao político para agradecer alguma ação.
Em pouco tempo o termo se tornou um dos mais citados do Brasil naquele momento. Contudo, com a mesma velocidade começaram a surgir tweets usando a hashtag #obrigadoaecio com mensagens irônicas.
Tudo misturado. Críticas e elogios, favoráveis e anti partidários, tudo isso sendo publicado usando uma mesma hashtag.

Diante dessa situação a dúvida (desesperadora, eu imagino): como monitorar isso?
Imagine você aí é um dos analistas do governador e uma de suas funções é monitorar o que falam sobre ele através do Twitter. O mais básico que se costuma fazer é seguir um termo: toda e qualquer menção a ele é um conteúdo a ser observado.
Mas e quando aquele termo se torna um dos tópicos mais populares do país? A frequência de atualizações é alta, às vezes chega a ser difícil acompanhar… Contudo, tudo se torna mais confuso e complexo quando o mesmo termo (que a priori tem um contexto positivo – obrigado, Aécio) se transforma em uma estratégia de sarcasmo? Como avaliar isso?
Esse não é um post-resposta, infelizmente. Não tenho uma solução simples, rápida e prática para tal problema (aliás, para nenhum dos problemas das mídias sociais), entretanto é uma questão importante a ser desenvolvida em casos de atividade em ambientes que contam com conteúdo produzido por usuários.