Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
mar 10th
Return Of Investment… Retorno de investimento. Quem já sofreu com esse papo?
Carinhosamente chamado de ROI, esse fator responsável por mostrar os reais ganhos de um projeto tem perturbado muita gente que trabalha com mídias sociais.
O lance é que o tradicional ROI é trabalhado há muito tempo pro várias áras. Existem estudos e mais estudos a respeito de metodologias para se calcular resultados de ações. Dá uma olhadinha na Wikipedia se quiser saber mais.
Mas o problema é que nos tempos atuais tudo parece ser mais relativo e calcular ganhos se tornou uma tarefa mais delicada.
Cem retwitts podem não ser exatamente a prova do sucesso de um trabalho. Número de acessos do site oficial bombante também pode ter outros significados atrelados. Nessas condições, como trabalhar com o bendito ROI?
Acho que antes de tudo o melhor é pensar bem quais serão os critérios para a avaliação, de fato, se possível antes de começar o projeto. Aí você pensa ironicamente: “nossa, não me diga!”, mas eu digo de novo. Por mais que pareça idiota a dica, ela é importante, porque tem gente que põe a mão na massa sem consultar antes o estado do projeto em que ele está se enfiando.
Se um dos lances do teu negócio é um site, não deixe de conferir o Analytics ou outro sistema de métricas de acessos antes de prometer alguma coisa pro cliente. Se o assunto envolve atividades em redes sociais, não deixe de fazer um benchmark para ver como está o cenário e o “estilo de vida online” daquele público que se quer alcançar.
Na real, se estiver em busca de uma fórmula para calcular ROI de trabalhos de mídias sociais vou ser sincera e dizer para você desistir. Todos os ambientes que constituem esse ciberespaço têm dinâmicas diferentes do que se costumava ver por aí. Um vídeo publicado no Youtube pode receber votos, pode ser compartilhado pelos usuários através de email, outras redes sociais ou pela própria rede, pode também ser “embedado” em blogs e outras dezenas de coisas podem acontecer com ele. Não dá para fechar isso tudo de forma exata, com uma fórmula, IMHO.
Monitore tudo e todos, sempre, e assim conseguirás mais facilmente o que precisas! (Em terceira pessoa dá mais impacto).
Abaixo um vídeo muito bacana sobre o assunto. E aqui fica a dica do post do blog MediaPost com várias sugestões do que pode ser medido no projeto.
mar 9th
Pessoal, quero mais uma vez fazer um convite!
Novamente irei dar um curso de extensão no Centro Universitário Newton Paiva, em BH. O tema é o mesmo do ano passado, apenas com nome diferente: Introdução às mídias sociais.
Abaixo as infos do curso:
set 21st
Meus caros, em outubro vou dar um curso de extensão na faculdade Newton Paiva, em Belo Horizonte, e agora quero convidar todos.
O título do curso é “A Comunicação na nova Era da web”, e o papo por lá será voltado para mídias sociais.
Pode confessar que tentar trabalhar com comunicação (mesmo que seja para uso pessoal) com esse tanto de coisa (Twitter, Facebook, Delicious, Wordpress, Ning, Blog, Last. Fm, Flickr, MySpace, e mais duas mil etcs) não é tarefa fácil. Daí vou tentar ajudar todos a lidar com isso tudo.
O curso acontece em dois sábados, 3 e 17 de outubro. Para aqueles que tiverem interesse, fiquem a vontade para saber todos os detalhes aqui na página do curso.
set 14th
Demorei, mas enfim, vou comentar o assunto.
A Folha de São Paulo e o Globo criou recentemente regras direcionadas aos jornalistas com orientações sobre utilização de blogs, Twitter e redes sociais.
Com manual já normatizado (e polemizado), a Folha coloca cercas nas possibilidades de usos dos jornalistas da instituição. A priori, a norma do maior jornal impresso do Brasil dita que os jornalistas/autores não devem assumir posição relacionada À partidos, candidatos ou campanhas, e proíbe “furos” através de meios de publicação particulares.
De fato, isso não é injusto. Afinal, quando trabalha na apuração de um fato que será transmitido ao grande público por meio de um grande veículo não é ético o profissional tomar partido antes e adiantar a notícia de forma não oficial. Se seu produto final é conteúdo jornalístico e de entretenimento, talvez divulgar o que seria inédito seja uma forma de concorrência.
A íntegra do comunicado interno da folha, de acordo com o blog Toledol, a editora-executiva Eleonora de Lucena frisa:
“Os profissionais que mantêm blogs ou são participantes de redes sociais e/ou do Twitter devem lembrar que:
a) representam a Folha nessas plataformas, portanto devem sempre seguir os princípios do projeto editorial, evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários;
b) não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha.”
Apesar de defender inicialmente, considero, num todo que a empresa em questão não trabalha com um pensar de “colaboração”, de “transmissão”. Creio que um meio termo deveria ser buscado antes da decisão.
Além disso, é fundamental pensar no grande suporte que o Twitter dá quando o assunto são “furos jornalísticos”. Segurar uma informação que poderia ser divulgada no Twitter por causa de burocracias e processos que só permitem que a mesma seja publicada tempo depois (quando talvez o fato já esteja frio), é um pensamento infeliz.
Em algumas palestras que já dei sobre Twitter, citei o exemplo vivido em 2008. Quando a cidade de São Paulo sofreu um terremoto, o Twitter já anunciava o fato mais de vinte minutos antes que a própria Folha de S. Paulo. Observem a data e horário de publicação de cada uma das imagens.

Enquanto a publicação se mantinha no silêncio por motivos de apuração, já era possível recolher diversos depoimentos sobre o fato através do microblog. Isso é algo que exige uma reflexão…
Não estou dizendo que o Twitter vai substituir as publicações tradicionais, nada disso. Mas acho que um pode, de fato, complementar o outro. Se o Twitter é tão instantâneo, façamos dele uma ferramenta para facilitar a velocidade de propagação das informações. E as páginas formatadas do site oficial do jornal continuarão com o seu papel, trazendo a notícia completa, bem apurada e com detalhes. Acho que o leitor só teria a ganhar!
Antes mesmo de tomarmos ar ao saber da decisão da Folha, lá veio a Globo entrando no ritmo e restringindo o uso de redes sociais pelos contratados. É, Blog, Facebook, Twitter, Orkut, MySpace e tudo mais está vedado.
PROIBIDOS: “a divulgação ou comentários sobre temas direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas a Globo; ao mercado de mídia ou qualquer outra informação e conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Globo”. É isso que diz o blog de Lauro Jardim.
Agora, se o artista da Globo quiser usar alguma rede social ou publicar um blog, precisará pedir autorização ao veículo.
A justificativa da Globo é a tentativa de proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”. Pois isso, para mim, tem cheiro de censura, apesar de ter também uma lógica embutida.
A começar, o fato de trechos dos comunicados internos vazarem já é algo a se pensar (em ambos os casos), afinal, não adianta restringir nada, pois quando a coisa tem que que degringolar na internet, vai acontecer.
Essa decisão (que para mim é) radical, para mim é reflexo do uso experimental de redes sociais por celebridades, fato curioso que gerou um artigo interessante feito pelo Alex Primo.
Para falarmos de exemplos acontecidos aqui no Brasil, lembro-me de cara do Bruno Gagliasso que há alguns dias divulgou no Twitter uma foto que, praticamente, denunciava o final da novela Caminho das Índias. Uma imagem de dois bonequinhos de decoração de noivos foi publicada no microblog, indicando que haveria casório no fim da trama e virou notícia.
O ator que é fã assumido do Twitter já se manifestou sobre as normas da Globo, deixando clara sua insatisfação. “AMO O QUE FAÇO: ARTE!!!SOU CONTRA QUALQUER TIPO DE CENSURA.”, publicou ele pelo seu perfil.
“A independência da imprensa especializada em celebridades também é posta sob suspeita. Turner (2004) aponta que é possível observar um certo alinhamento entre as notícias publicadas pelos tablóides e os interesses da indústria de entretenimento.”, escreveu Primo no artigo citado acima.
Isso é verdade, verdade clara. Basta dar uma olhadinha no Google. Enquanto esse tipo de pensamento for adotado, a tal crise dos veículos tradicionais somente será agravada e a bola de neve das censuras veladas somente irá aumentar.
ago 18th
Nesses últimos dias eu estava me sentindo um imã de ações de mídias sociais. Em duas semanas apareceram em minha caixa de email duas propostas. Sobre a qualidade delas, aí já é outra discussão.
A primeira, me surpreendeu pelo mau texto e amadorismo. Um email “aleatório” (creio que uma agência realmente profissional precisa ter seu nome no domínio, e não se apresentar com um mero @hotmail ou @gmail da vida), me convidava para uma suposta ação viral (taí, primeiro susto. Galera quer “fabricar” virais, e não é assim que as coisas funcionam).
” Olá, Raquel!
Visitamos o seu blog (Raquel Camargo – http://raquelcamargo.com/blog) recentemente e acreditamos que ele seja ideal para uma ação que estamos fazendo junto a nossa marca, uma importante marca mundial de vestuário que possui em sua essência conceitos de moda, fashion, design, comportamento, atitude…
Nosso objetivo é divulgar o lançamento aqui no Brasil de um dos nossos mais novos produtos mundiais. Trata-se de um produto com um diferencial bem bacana, o qual apenas alguns blogs – entre eles o seu – terão a oportunidade de divulgar esse lançamento em primeira mão; seus leitores saberão primeiro dessa grande novidade a partir de você!!!
Para esse nosso primeiro contato, gostaríamos de saber se há interesse da sua parte em colaborar conosco, havendo interesse, poderemos falar quem somos e o produto que estamos lançando; espero que entenda que por ser um lançamento previsto para a 2ª quinzena de Agosto, nesse primeiro contato ainda não podemos revelar a marca do nosso produto, mas – repito – havendo interesse seu em participar da ação em nosso 2º contato, vamos contar tudo!!!
A idéia é muito simples:
Enviaremos um release e uma foto do nosso produto para seu conhecimento. Você terá a liberdade total de escrever o post da forma como você está acostumado a escrever periodicamente em seu blog.
O objetivo é levar seus leitores para o hotsite do produto, onde eles (e você também, claro) poderão participar do concurso cultural, responder a uma pergunta e concorrer a diversos prêmios da marca.
O que precisaremos depois do seu post publicado é muito simples: apenas uma imagem (print sreen) do Google Analytics (ou qualquer outro mensurador de clicks que você utilize) nos mostrando quantos acessos tiveram no seu blog no dia em que você publicou o post sobre o produto.
E porque precisamos disso?
Porque queremos recompensar você por ter nos ajudado nessa ação da seguinte forma: Os 10 blogueiros que levarem mais acesso ao hotsite da marca ganharam produtos da marca como tênis, camisetas, bonés… e para isso vale que vocês divulguem o seu blog com o post em seus perfis e comunidades no Orkut, Facebook, Twitter, MySpace, Hi-5, Digg entre outras! Quanto mais pessoas vierem do seu blog para nosso hotsite, mais chances vocês tem de ganhar produtos da nossa marca altamente antenada com a moda atual!
Participando conosco, além de você dar em primeira mão uma notícia sobre um lançamento de um produto bem legal, de ter a oportunidade de elevar os acessos ao seu site pela busca por palavras-chave da marca e produto, você ainda pode ganhar prêmios bem interessantes, além de ter seu nome ligado a nós!
E ai, vamos fazer parte do mesmo time?
Entre em contato comigo:
Renata – acaoviralpl09@gmail.com para iniciarmos essa parceria. ”
Respondi. Meio indisposta para o assunto após ver o clima tenso da proposta, fiz uma réplica calma, porém já provocativa:
“Olá Renata,
em primeiro lugar, obrigada pelo contato.
Gostaria antes de entender melhor o que foi exposto.
O que eu ganharia, diretamente, na ação?
Seria uma competição entre os blogueiros “escolhidos”, e eu só teria uma recompensa concreta se o meu blog fosse o responsável por levar mais acessos? E essas recompensas ainda não são definidas?
Entendi certo?
abs
Raquel Camargo”
E ela (autoria do email) respondeu:
“Na verdade, não quisemos dar detalhes em relação as recompensas para não saberem antes da hora sobre o produto a ser divulgado. Tudo já foi decidido pela empresa.”
Tá, aí eu apelei. Aí eu desabafei e ainda enviei cópia para vários amigos blogueiros (inspirada na ação do blogueiro Thiago, do Ela Tá de Xico, que recebeu uma proposta tosca para divulgar o lançamento do filme “Os Normais 2″ e fez a mesma coisa:
“Entendo, porém é impossível negociar algo dessa maneira.
Você trabalharia para uma empresa se não soubesse qual seria seu salário no fim do mês? Acho que não, certo?
Acho que blogs são veículos que merecem mais respeito, sabe. Nós, blogueiros, não somos meras pessoas que escrevem coisas aleatórias. Nós temos conteúdo, formamos opinião e respeitamos os leitores, já que eles levam muito em consideração o que publicamos. É fundamental eu, blogueira, saber bem o que será transmitido, o que vai acontecer..
Eu já participei de ações do gênero sim,mas em tais situações a agência que propôs o serviço foi honesta e direta comigo e permitiu que eu agisse da mesma maneira com o meu público.
Se esse tipo de dinâmica for a base do trabalho de vocês, eu me interesso em formar parcerias sim,mas me estruturar em um relacionamento nebuloso, onde nada pode ser revelado e explicado às claras, realmente não é do meu interesse.
Compartilho o email com algumas pessoas, que estão recebendo cópia dessa mensagem. Essas também são blogueiras e compartilham desses conceitos éticos comigo. Você pode verificar com cada um deles como funciona essa nossa dinâmica. Com regras embaçadas como as que foram propostas pela sua empresa simplesmente servirá para dificultar boas ações.
Um abraço,
Raquel Camargo”
Achei que a dona “ação viral” (é, porque os emails não eram assinados, e o nome do remetente era esse), abaixou a cabeça e fechou com chave de ouro.
“Tudo bem então.
Desculpe qualquer coisa.”
Como assim, então a carapuça serviu? É isso que entendi? Trata-se de uma ação tosca e sem transparência. Bah!
Como eu fui impaciente e logo chutei a ideia tosca da “ação viral”, nem fui buscar saber do que se tratava, mas hoje dei de cara com o post do blog UpaLupa, que foi uma pessoa mais paciente e acabou chegando mais além. A empresa em questão, pelo visto, é a PUMA, e aqui tem um post bem esclarecedor sobre o papo, e eu assino embaixo.
Lição do dia, crianças.
Não se metam com o que não sabem. Não tratem blogueiros como idiotas. Mídia é um papo sério, e na internet então, nem se fala. Olha como esse papo já se pulverizou e foi divulgado de forma ultra-negativa, com uma facilidade cruel.
Como disse, foram duas propostas. A outra, da semana passada, foi sobre o projeto chamado Porto Cai na Rede. A campanha é legal pra caraba, levam blogueiros para o nordeste e tal, e eu (e outros vários blogueiros, pelo visto) recebemos um falso convite, que foi meio frustrante. Pela resposta que recebi pelo Twitter, tudo não passou de uma ação criminosa, fazendo convites falsos à blogueiros que não haviam sido convidados. Blé. Essa foi beeem paia, mas não por culpa dos organizadores, pelo visto. Foi uma fatalidade.
Fica a dica.
ago 9th
Já sabemos do poder das mídias sociais. Sabemos que o Irã tem mudado o ritmo do terror que seu povo tem vivido graças ao Twitter, Facebook e afins. Sabemos que a China bloqueia acesso à vários sites por receio de ter informações “internas” transmitidas sem controle para todo o mundo.
Tudo isso tem mudado radicalmente a dinâmica até então conhecida da política.
No vídeo abaixo, encontrado no site do TED, Clay Shirky apresenta todas as transformações que as mídias sociais têm provocado.São 17 minutos bem aproveitados