Posts tagged Notas musicais

Oito bons clipes em Stop Motion

Tem ficado cada vez mais popular a técnica de animações chamada Stop Motion. Usada tanto em produções milionárias quanto em criações caseiras, a técnica nada mais é que uma disposição de fotografias diferentes em sequencia, simulando movimentos.

A história do Stop Motion começa lá nos primórdios do cinema, quando o ilusionista e mágico francês George Mélies usou essa arte em seus truques. Na sétima arte a técnica foi aparecer no filme “Viagem à Lua” em 1902.

Durante o século xx, a técnica foi sendo aprimorada e ajudou muito na evolução de efeitos especiais de filmes, já que ainda era difícil criar algo a partir de computadores. Para se ter ideia, até em “Star Wars” o recurso foi usado por George Lucas.

Em um papo mais técnico, o Stop Motion só é tão bacana assim para os nossos olhos por causa do fenômeno chamado Persistência Retiniana, já que a sequencia das fotos como é feita acaba provocando no cérebro humano uma ilusão de movimento contínua quando existem mais de 12 quadros por segundo.  A história completa dessa arte pode ser conferida aqui.

O Stop Motion tem sido cada vez mais usado, e mais do que nunca tem ganhado também a atenção dos que trabalham com músico. É forte a tendência de se fazer clipes musicais a partir dessa tecnologia, e tudo isso costuma render produções incríveis.

Por isso, fiz uma seleção de 8 clipes em stop motions. Existem vários por aí, é lógico, mas filtrei os mais bacanas que eu encontrei e já conhecia! E a ordem deles não teve muito critério, então, recomendo que vejam todos!

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Funk das internét

No fundo, a internet não tem nada de novo, só a repetição de fatos do mundo offline, porém de forma adaptada e muuuuito potencializada.

Músicas, num geral, sem limites de estilo e tal, falam de fatos cotidianos, sentimentos, acontecimentos e tal.

Não seria diferente no contexto online! Se o Orkut, o Twitter, o Facebook e os aplicativos estão na rotina das pessoas, nada mais natural que estes se tornarem também temas para músicas.

Aí veio o MC Kiko ano passado com o Funk do Twitter, depois o Hip Hop (que cita vários nomes daquele grupo e fez sucesso)…  Se não conhece ainda, se liga aê fiiii

E agora, já que a modinha é jogar Colheita Feliz, aquele jogo-aplicativo do Orkut, é claro que um novo funk apareceria.

Desculpa te fazer passar por isso, mas é tão tosco inusitado que merece sua atenção.

Se conseguir assitir e ouvir mais de 30 segundos deixe um comentário aqui pra eu te dar parabéns.

SuperSonas: Aninha Cunha, a garota que cantou com Jason Mraz

O cantor Jason Mraz passou com sua atual turnê pelo Brasil nas últimas semanas, e também marcou presença no palco do Chevrolet Hall, em Belo Horizonte.
Show bonitinho, padronizado seria se… O cantor não chamasse uma mocinha para cantar com ele no palco o sucesso “Lucky”.

A sortuda que dividiu o mesmo microfone que Mraz é Aninha Cunha, moça lindona de 19 anos que eu conheço há um tempo e que tem um talento de deixar qualquer um chocado.

Ela teve um considerado destaque na net no ano passado, quando fez uma versão acústica da música “Eu Sou Stéphany” (se não lembra veja aqui).

Neste último domingo de novembro, 29, com a ajuda de integrantes de uma comunidade do Orkut  Aninha conseguiu chamar atenção do ídolo e mostrar sua bela voz para milhares de pessoas.

(Aninha é chamada para subir ao palco aproximadamente aos 2 minutos)

Troquei uma idéia com ela sobre esse evento, e também sobre a vida dela (que por incrível que pareça, ainda não é só de música). Conheçam aí a Aninha e o trabalho dela.

aninha
- Você já havia conversado antes com Jason ou o convite foi surpresa?
Infelizmente não havia. Foi coisa do momento mesmo.
- O que estava escrito no papel que você exibia?
Estava escrito “Jason, let me sing ‘Lucky’ with u!” . E outras 30 pessoas seguravam um também, fazendo referência a mim.
- Essas pessoas todas você já conhecia, ou foi algo combinado pela internet?
Foi combinado na internet e as conheci no dia anterior ao show!
Pelo Orkut, na comunidade do Jason foi onde começou todo o movimento. Inclusive com o apoio de pessoas de outros lugares do Brasil.

- E depois do show, você pôde conversar mais com ele, né? Conversaram algo sobre música mesmo?
Sim, a produção me convidou a voltar no camarim. Conversamos amenidades.. Sobre o Brasil, os shows.. Elogiei bastante e também recebi muitos elogios vindos dele, fiquei muito feliz!
- Agora, fora desse frenesi que foi sua participação no show de Mraz, você descobriu o talento de cantora quando?
Eu sempre gostei muito de cantar e cantava no chuveiro, como todo mundo. Mas comecei a mostrar pro pessoal assim faz pouco tempo. Cerca de 2 anos, quando criei o meu canal no Youtube!
- Você acha que, de alguma maneira, o Youtube (e outras redes sociais) ajudam você a melhorar enquanto cantora?
Com toda certeza. Inclusive a diferença é notada facilmente quando assisto vídeos meus mais antigos e depois os recentes. Tenho vergonha de mim no início! Hahaha.
- Você faz curso superior de quê mesmo? Nunca pensou em estudar música, ou vê possibilidades de conciliar as duas coisas?
Faço Ciências Atuariais. Vivo em um mundo de cálculos loucos e cabeça doendo. Já pensei sim, mas é complicado. Porque tudo foi sempre de ouvido, não tenho muita noção de teoria. E comecei com o violão há um pouco mais de um ano.
Aí procuro evoluir sozinha mesmo, vendo o que tá errado, o que tá certo, o que as pessoas criticam e o que elas elogiam. (Tendo sempre bom senso, claro.)

- Se você recebesse agora uma proposta que te impedisse de continuar seus estudos e carreiras na área que você estuda para se dedicar à música. Você toparia?
Se a proposta estivesse dentro do que eu sempre quis pra mim, com toda certeza.
-Quais são os principais nomes da música que te influenciam?
John Mayer, Jason Mraz, Sara Bareilles, Colbie Caillat. Nacionais posso citar Marisa Monte, Liah e Ed Motta.

Vale a pena dar uma olhada no Youtube da Aninha e segui-la no Twitter.

U2 reúne 92 mil pessoas em estádio e 1,3 milhões no Youtube

Na madrugada desta segunda-feira o Youtube transmitiu ao vivo, em altíssima qualidade de som e imagem, uma apresentação da banda U2.

Diretamente do estádio Rose Bowl, nos Estados Unidos, o show começou às 2 horas da manhã. Em uma página dentro do próprio Youtube se via o player, links sobre o novo disco do grupo e uma caixa com mensagens enviadas pelo Twitter com a tag #u2WEBCAST, que possibilitava também twittadas através da mesma página.

“O grupo queria fazer este tipo de coisa há algum tempo”, informou o empresário do U2, Paul McGuinness, através de comunicado no site da banda.

“Esse tipo de coisa”, como citado por McGuiness, é uma atitude que nos dá pistas do futuro. O que se viu durante essa madrugada foi um tanto quanto revolucionário. A transmissão se apresentou impecável do início ao quase fim (afinal, não aguentei ver tudo). O tipo de imagem que estamos acostumados a ver apenas em DVD ou cinemas, estava acessível no Youtube, ao vivo, sem qualquer tempo para tratamento de imagens ou áudio.

Com um palco extremamente bem montado, com um telão em 360° que mostrava imagens gigantes dos músicos e outras imagens, o show conseguiu reunir cerca de 1,3 milhões de pessoas através do Youtube, e 92 mil pessoas no próprio estádio.

Mais de um milhão de pessoas conectadas em uma mesma página, que garantia qualidade e velocidade ao mesmo tempo! Esse foi sim um episódio que deve trazer mais reflexões sobre a indústria cultural, os modos de recepção de conteúdo e compartilhamento.

Entrevista com Tico Santa Cruz, do Detonautas

Nessa semana entrevistei o vocalista do Detonautas Tico Santa Cruz, que já é figura super presente no Twitter e demais redes sociais.

No papo falamos sobre o próprio microblog, internet no geral, direitos autorais e gravadoras. Acho que vale a leitura.

Tico Santa Cruz fala sobre internet e indústria fonográfica

Sempre presente na internet, Tico Santa Cruz e sua banda, Detonautas Rock Clube, disponibilizaram para download gratuito no Palco MP3 a nova música de trabalho, “O Inferno São Os Outros”, desafiando as regras da indústria fonográfica.

Através do Twitter, Tico fez uma ampla divulgação da faixa, mostrando que o sucesso da mesma não dependia simplesmente das mídias convencionais.

Sobre esse e outros assuntos, o vocalista do Detonautas bateu um papo com o Cifra Club. Acompanhe a entrevista exclusiva abaixo:

Tico, você divulgou pela internet a nova música do Detonautas, “O Inferno São Os Outros” de forma bem independente e até mesmo sem apoio da gravadora (é a Sony, certo?). O que te motivou a fazer isso?

Tico: Na verdade me antecipei a gravadora não por desrespeito a eles que são meus parceiros, apenas pelos atrasos cometidos no lançamento que geraram uma série de percalços com os fãs que estavam esperando ansiosos pelo resultado tendo em vista que desde o primeiro momento quando pisei no estúdio para os ensaios, fui pela internet escrevendo na comunidade do Detonautas absolutamente tudo que estava se passando em tempo real. O lançamento previsto para o início de junho foi alterado para o final do mês, em seguida para início de julho e depois para agosto. Não acho que a banda e os fãs tenham de ficar nessa angústia por conta do Bloqueio de algumas rádios. A minha intervenção foi por conta da dificuldade que a gravadora esta tendo em receber abertura de certas rádios que hoje determinam o que toca ou não para o público em rede aberta.

No post que você publicou em seu Blog no dia 07/07, você afirmou que está “pronto para as retaliações da burocracia totalitária”. Para você, qual seria o rumo que o mercado fonográfico deve tomar para sair desse tipo de pensamento classificado por você como “totalitário”?

Tico: A Burocracia Totalitária é aquela que senta numa cadeira para reuniões pensando exclusivamente em números, esquecendo que esses números se fazem com ações e estratégias que se adaptem ao contexto atual. Este contexto está completamente inserido dentro da internet que é o meio mais democrático, eficiente e importante, ainda que no Brasil a  maior parte da população não tenha acesso a rede. Ficar nas mãos dos interesses comerciais de alguns homens me angustia muito e sei que faço parte desse sistema e que em vários momentos compactuei com eles quando me interessou, mas o jogo é assim e quem não se enfia no meio não sabe exatamente como funciona e sem saber como funciona não sabe como pode mudar. A mudança é fundamental para que possamos nos adaptar a realidade e o modelo jurássico e engessado de rádios e gravadoras está perto do fim.

A sua gravadora chegou a se manifestar após a disponibilização da nova faixa pela internet?

Tico:
Depois de alguns e-mails, liguei para o diretor artístico que é uma pessoa que tem a mente bem aberta para essas iniciativas e conversamos a respeito. Ele me entendeu e me garantiu que estaria do meu lado, até porque conhece minha personalidade e me apóia.

Seus colegas de banda apoiaram sua iniciativa?

Tico:
Estamos todos no mesmo barco.

Você também baixa músicas, mesmo que não disponibilizadas “legalmente”?

Tico:
Tem fases que baixo músicas, mas não sei quais são as que podem ser baixadas legalmente e quais não são. Não me sinto um criminoso por ter um conteúdo que somente eu esteja ouvindo  na minha casa sem fins lucrativos. Essa mentalidade é de quem ainda não entendeu que a rede é uma aliada e não uma inimiga e que os meios de se ganhar dinheiro apenas mudaram.  Cabe deixar claro que a produção de uma canção envolve muitos custos, muitos profissionais e muito empenho de quem se propôs a isso, mas quando você tem uma música popular entre as pessoas o seu show também se torna popular e conseqüentemente esse dinheiro circula, por conta disso abrimos mão do empresário e entregamos 20% do nosso faturamento de shows para a gravadora que agora não tem do reclamar com relação as contas que antes não batiam.

E o que acha dos fãs baixarem discografias completas?

Tico:
Acho que as pessoas escolhem. Eu por exemplo gosto dos Cds, assim como tem quem goste de Vinil e quem goste de livros, cada um escolhe a maneira com que vai beber na fonte.

Sabemos que sua relação com a internet é íntima e intensa, e que você a usa bem para trabalhar também suas ideologias e fazer protestos. Você acredita que um dia a internet será capaz de fazer barulho suficiente ao ponto de incomodar significativamente as autoridades, ou realmente perdeu as esperanças, como havia comentado após o episódio do movimento contra José Sarney?

Tico: A internet pode ser um meio, mas não acredito que somente ações virtuais possam resolver problemas políticos. É importante que as pessoas não se transformem apenas em fotos e palavras em sites de relacionamentos. Precisamos de gente nas ruas, precisamos de mentes pensando e agindo no mundo o real. A internet pode unir essas pessoas, mas jamais podemos trocar o contato real pelo virtual. Sabemos que a violência, o medo e tantas outras questões nos afastam de nós mesmos e nos aprisionam em nossas telas de computador onde as pessoas fazem até sexo sem precisar de contato físico. Contudo nada substitui pessoas com pessoas, a meu ver.

Você é também um assíduo usuário do Twitter. Você vê a ferramenta como um simples espaço de expressão e conversação, ou considera o potencial do microblog maior? Como?

Tico:
Posso dizer que minha existência virtual se divide entre antes de depois do Twitter agora é tentar usá-lo de modo que essas transformações possam ser levadas para o mundo de verdade. Se é que tudo isso aqui não seja um sonho e eu esteja aprisionado numa espécie de Matrix.

Se você tivesse hoje o poder de corrigir nossa legislação relacionada à direitos autorais e compartilhamento de músicas, o que você mudaria?
Tico: Os portais que oferecessem músicas gratuitas e com isso tivessem muitos acessos poderiam pagar os direitos autorias com base nos anunciantes  que suas páginas recebessem, todo mundo ganharia.

No Music Day

Um dia inteiro, longas 24 horas, sem ouvir música. Difícil demais para mim.
Esse é a idéia do “No Music Day“, iniciativa de Bill Drummond, músico e fundador da banda inglesa Acid House KLF, que bombou nas décadas de 80 e 90.

O projeto começou em 2005, sempre no dia 21 de novembro (ainda por cima, no meu aniversário. Aff).

O objetivo dele é chamar a atenção do público contra o que acontece no mercado fonográfico e tudo o que acontece no meio das produções que são submissas aos interesses comerciais da indústria musical. Um tanto quanto paradoxal a idéia, uma vez que para manifestar a revolta ele sugere pararmos de ouvir músicas.

Bill Drummond defende mais um pouco sua idéia, dizendo ainda que o objetivo é fazer com que as pessoas consigam escutar músicas com uma sensibilidade diferente que a de antes, com uma nova perspectiva, livre de quesitos comerciais.

Vale a intenção?