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	<title>Raquel Camargo &#187; O Globo</title>
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	<description>Atualidades úteis e fúteis</description>
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<title>Raquel Camargo</title>
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		<title>Mídia quadrada x Mídias Sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 03:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Habemus Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Papo de web]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Demorei, mas enfim, vou comentar o assunto. A Folha de São Paulo e o Globo criou recentemente regras direcionadas aos jornalistas com orientações sobre utilização de blogs, Twitter e redes sociais. Com manual já normatizado (e polemizado), a Folha coloca cercas nas possibilidades de usos dos jornalistas da instituição. A priori, a norma do maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorei, mas enfim, vou comentar o assunto.</p>
<p>A Folha de São Paulo e o Globo criou recentemente regras direcionadas aos jornalistas com orientações sobre utilização de blogs, Twitter e redes sociais.</p>
<p>Com manual já normatizado (e polemizado), a Folha coloca cercas nas possibilidades de usos dos jornalistas da instituição. A priori, a norma do maior jornal impresso do Brasil dita que os jornalistas/autores não devem assumir posição relacionada À partidos, candidatos ou campanhas, e proíbe &#8220;furos&#8221; através de meios de publicação particulares.</p>
<p>De fato, isso não é injusto. Afinal, quando trabalha na apuração de um fato que será transmitido ao grande público por meio de um grande veículo não é ético o profissional tomar partido antes e adiantar a notícia de forma não oficial. Se seu produto final é conteúdo jornalístico e de entretenimento, talvez divulgar o que seria inédito seja uma forma de concorrência.</p>
<p>A íntegra do comunicado interno da folha, de acordo com o <a href="http://toledol.com.br/2009/09/09/folha-cria-regras-para-seus-jornalistas-no-twitter/" target="_blank">blog Toledol</a>, a editora-executiva Eleonora de Lucena frisa:</p>
<p>“Os profissionais que mantêm blogs ou são participantes de redes sociais e/ou do Twitter devem lembrar que:</p>
<p>a) representam a Folha nessas plataformas, portanto devem sempre seguir os princípios do projeto editorial, evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários;</p>
<p>b) não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha.”</p>
<p>Apesar de defender inicialmente, considero, num todo que a empresa em questão não trabalha com um pensar de &#8220;colaboração&#8221;, de &#8220;transmissão&#8221;. Creio que um meio termo deveria ser buscado antes da decisão.</p>
<p>Além disso, é fundamental pensar no grande suporte que o Twitter dá quando o assunto são &#8220;furos jornalísticos&#8221;. Segurar uma informação que poderia ser divulgada no Twitter por causa de burocracias e processos que só permitem que a mesma seja publicada tempo depois (quando talvez o fato já esteja frio), é um pensamento infeliz.</p>
<p>Em algumas palestras que já dei sobre Twitter, citei o exemplo vivido em 2008. Quando a cidade de São Paulo sofreu um terremoto, o Twitter já anunciava o fato mais de vinte minutos antes que a própria Folha de S. Paulo. Observem a data e horário de publicação de cada uma das imagens.</p>
<p><img src="http://farm3.static.flickr.com/2673/3917799501_eaa9ac428b_o.jpg" alt="" width="450" height="320" /></p>
<p>Enquanto a publicação se mantinha no silêncio por motivos de apuração, já era possível recolher diversos depoimentos sobre o fato através do microblog. Isso é algo que exige uma reflexão&#8230;</p>
<p>Não estou dizendo que o Twitter vai substituir as publicações tradicionais, nada disso. Mas acho que um pode, de fato, complementar o outro. Se o Twitter é tão instantâneo, façamos dele uma ferramenta para facilitar a velocidade de propagação das informações. E as páginas formatadas do site oficial do jornal continuarão com o seu papel, trazendo a notícia completa, bem apurada e com detalhes. Acho que o leitor só teria a ganhar!</p>
<h2><span style="color: #ff0000;"><strong>A moda pega!</strong></span></h2>
<p>Antes mesmo de tomarmos ar ao saber da decisão da Folha, lá veio a Globo entrando no ritmo e <strong>restringindo</strong> o uso de redes sociais pelos contratados. É, Blog, Facebook, Twitter, Orkut, MySpace e tudo mais está vedado.</p>
<p>PROIBIDOS: “a divulgação ou comentários sobre temas direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas a Globo; ao mercado de mídia ou qualquer outra informação e conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Globo”. É isso que diz o <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/internet/globo-normatiza-o-uso-de-blog-twitter-e-facebook-dos-seus-artistas/" target="_blank">blog de Lauro Jardim</a>.</p>
<p>Agora, se o artista da Globo quiser usar alguma rede social ou publicar um blog, precisará pedir autorização ao veículo.</p>
<p>A justificativa da Globo é a tentativa de proteger seus &#8220;conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores&#8221;. Pois isso, para mim, tem cheiro de censura, apesar de ter também uma lógica embutida.</p>
<p>A começar, o fato de trechos dos comunicados internos vazarem já é algo a se pensar (em ambos os casos), afinal, não adianta restringir nada, pois quando a coisa tem que que degringolar na internet, vai acontecer.</p>
<p>Essa decisão (que para mim é) radical, para mim é reflexo do uso experimental de redes sociais por celebridades, fato curioso que gerou um artigo interessante feito pelo <a href="http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2009/09/08/fama_e_narcisismo_na_blogosfera_e_no_twi/" target="_blank">Alex Primo</a>.</p>
<p>Para falarmos de exemplos acontecidos aqui no Brasil, lembro-me de cara do Bruno Gagliasso que há alguns dias divulgou no Twitter uma foto que, praticamente, denunciava o final da novela Caminho das Índias. Uma imagem de dois bonequinhos de decoração de noivos foi publicada no microblog, indicando que haveria casório no fim da trama <a href="http://diversao.terra.com.br/tv/noticias/0,,OI3962143-EI12993,00-Bruno+Gagliasso+vaza+final+de+Tarso+e+Tonia.html" target="_blank">e virou notícia</a>.</p>
<p>O ator que é fã assumido do Twitter já se manifestou sobre as normas da Globo, deixando clara sua insatisfação. &#8220;AMO O QUE FAÇO: ARTE!!!SOU CONTRA QUALQUER TIPO DE CENSURA.&#8221;, publicou ele pelo seu perfil.</p>
<p>&#8220;A independência da imprensa especializada em celebridades também é posta sob suspeita. Turner (2004) aponta que é possível observar um certo alinhamento entre as notícias publicadas pelos tablóides e os interesses da indústria de entretenimento.&#8221;, escreveu Primo no artigo citado acima.</p>
<p>Isso é verdade, verdade clara. Basta dar uma olhadinha no Google. Enquanto esse tipo de pensamento for adotado, a tal crise dos veículos tradicionais somente será agravada e a bola de neve das censuras veladas somente irá aumentar.</p>
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