A arte de escolher as redes sociais de uma campanha

Vez ou outra podemos ver profissionais da web, e principalmente das mídias sociais, desprezando uma rede social ou outra na hora de planejar alguma campanha.
O fato é que o filtro pessoal influencia diretamente na estratégia profissional, e isso não deveria acontecer.
Se teu público está no Orkut, me diga, por qual motivo você deveria ignorar o espaço e investir esforços no Facebook, por exemplo, caso ele não seja o espaço ideal?
Tentar mudar o mundo através de uma campanha pode até parecer um argumento ideológico, mas pode ser também egoísta e utópico. O papel de um trabalho de mídias sociais, de fato, é levar uma informação até o seu foco e não fazer o foco chegar até a algum lugar, forçar um movimento.
A escolha de uso de um site ou de outro por um indivíduo qualquer é feita puramente com base em seu contexto social, portanto, uma promoção incrível não necessariamente irá forçá-lo a criar um perfil em uma rede onde ele não terá relacionamentos. Caso ele crie esse perfil, ele terá interação e relevância por ali? Pouco importa? Não é bem assim.
E a realidade do Brasil é bem diferente do que a que muitos profissionais das mídias sociais gostariam que fosse. A agência F/Nazca divulgou nessa semana uma pesquisa que mostra que o Orkut ainda reina por aqui. Segundo eles, 80% dos brasileiros preferem o Orkut, enquanto 14% ficaria com o Facebook. Os dados coletados sáo de novembro e dezembro do ano passado, portanto, muita coisa pode ter mudado.
Hoje podemos perceber já um movimento que subverte a lógica de quem cria uma promoção. O cara pensa: “Rá! Vou fazer uma promoção no Twitter para divulgar nosso perfil, o cara vai ter que seguir a gente e dar RT. Assim, daqui a pouco estaremos com vários novos seguidores”.
Ok, faz sentido o pensamento de quem faz essa lógica, contudo, hoje inúmeras pessoas têm dois ou mais perfis, e um dos fatores que alimenta esse movimento é exatamente o das promoções. Ficar dando RT em promoção pode ser chato, o seguidor do usuário pode se irritar com isso sendo feito em demasia e abrir mão de seguí-lo, sem dó, fazendo isso tudo resultar em vários unfollows. Para evitar a fadiga para quem o segue, um puro e simples “criar nova conta” resolve os problemas.
E como isso afeta o cara lá de cima, que bolou o conceito da promoção? O perfil do cliente dele vai ganhar novos seguidores? Vai sim, claro, afinal é a regra da promoção, contudo, esse número não terá o mesmo valor (aliás, avaliações quantitativas são extremamente perigosas).
Do que importa ter 100 mil seguidores “fantasmas”, que sequer fazem leitura de seus updates ou clica em seus links? No fundo, nada.
Portanto, a dica é essa. Atenção na escolha dos espaços a serem escolhidos para um trabalho é mais que necessário e pede uma porção de malícia.

Vez ou outra podemos ver profissionais da web, e principalmente das mídias sociais, desprezando uma rede social ou outra na hora de planejar alguma campanha.

O fato é que o filtro pessoal influencia diretamente na estratégia profissional, e isso não deveria acontecer.

Se teu público está no Orkut, me diga, por qual motivo você deveria ignorar o espaço e investir esforços no Facebook, por exemplo, caso ele não seja o espaço ideal?

Tentar mudar o mundo através de uma campanha pode até parecer um argumento ideológico, mas pode ser também egoísta e utópico. O papel de um trabalho de mídias sociais, de fato, é levar uma informação até o seu foco e não fazer o foco chegar até a algum lugar, forçar um movimento.

A escolha de uso de um site ou de outro por um indivíduo qualquer é feita puramente com base em seu contexto social, portanto, uma promoção incrível não necessariamente irá forçá-lo a criar um perfil em uma rede onde ele não terá relacionamentos. Caso ele crie esse perfil, ele terá interação e relevância por ali? Pouco importa? Não é bem assim.

E a realidade do Brasil é bem diferente do que a que muitos profissionais das mídias sociais gostariam que fosse. A agência F/Nazca divulgou nessa semana uma pesquisa que mostra que o Orkut ainda reina por aqui. Segundo eles, 80% dos brasileiros preferem o Orkut, enquanto 14% ficaria com o Facebook. Os dados coletados sáo de novembro e dezembro do ano passado, portanto, muita coisa pode ter mudado.

Hoje podemos perceber já um movimento que subverte a lógica de quem cria uma promoção. O cara pensa: “Rá! Vou fazer uma promoção no Twitter para divulgar nosso perfil, o cara vai ter que seguir a gente e dar RT. Assim, daqui a pouco estaremos com vários novos seguidores”.

Ok, faz sentido o pensamento de quem faz essa lógica, contudo, hoje inúmeras pessoas têm dois ou mais perfis, e um dos fatores que alimenta esse movimento é exatamente o das promoções. Ficar dando RT em promoção pode ser chato, o seguidor do usuário pode se irritar com isso sendo feito em demasia e abrir mão de seguí-lo, sem dó, fazendo isso tudo resultar em vários unfollows. Para evitar a fadiga para quem o segue, um puro e simples “criar nova conta” resolve os problemas. Perceba a quantidade de listas que existem só com perfis de promoções e pense: quantos usuários criados só para participar destas estão seguindo estas?”.

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E como isso afeta o cara lá de cima, que bolou o conceito da promoção? O perfil do cliente dele vai ganhar novos seguidores? Vai sim, claro, afinal é a regra da promoção, contudo, esse número não terá o mesmo valor (aliás, avaliações quantitativas são extremamente perigosas).

Do que importa ter 100 mil seguidores “fantasmas”, que sequer fazem leitura de seus updates ou clica em seus links? No fundo, nada.

Portanto, a dica é essa. Atenção na escolha dos espaços a serem escolhidos para um trabalho é mais que necessário e pede uma porção de malícia.

Printscreen maroto #2

Há alguns dias uma pessoa que não faço idéia de quem seja pediu para me add no orkut. Como costumo fazer (quando estou com paciência), vou até a página do infeliz que não deixou recado e mando um scrap perguntando quem é e se ele me conhece.

Nessa ocasião, recebi uma resposta tão ridícula, que mereceu um post.

A menina, com um nome impossível de ser decifrado, disse que estava me adicionando pelo fato de termos algumas coisas em comum. O que tenho incomum com a sujeita?

“Gostar de violão, niver ser em novembro”. ¬¬ Olha aí o print da pérola.

Uau. Realmente, não posso perder essa amizade.

Imagina se eu for amiga de todo mundo que curte violão e faz aniversário no mesmo mês que eu? Nem comento…

Só pra piorar a situação da menina-carente-que-quer-amigos, ela assina a mensagem com a seguinte frase: “beijaÕ na Testa”

Nem comento².

Blogs e redes sociais poderão ser usadas em campanha eleitoral

O coordenador estadual da fiscalização da propaganda no Rio de Janeiro, juiz Luiz Márcio Pereira, assinou a portaria que disciplina a divulgação de campanha eleitoral pela Internet e outros meios eletrônicos de comunicação. Representantes dos diretórios regionais de 22 partidos ratificaram o documento que proíbe o envio de mensagens não solicitadas por meio de torpedos, spams, telemarketing e correio de voz. A portaria libera a campanha em blogs e páginas de sites de relacionamento.
A Internet é hoje a maior preocupação no que tange à propaganda eleitoral, tendo em vista que ainda é um instrumento novo, com amplitude de utilização e alcance. Necessita, portanto, de um cuidado maior em termos de fiscalização”, afirmou o juiz Luiz Márcio Pereira. O coordenador de fiscalização de propaganda eleitoral no município do Rio, juiz Fábio Uchoa, também participou da reunião.

Em relação à minuta apresentada aos partidos na semana passada, a portaria incorporou um dispositivo da resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que garante ao usuário de telefonia celular o direito de não recebimento de mensagens de cunho publicitário da prestadora em estação móvel sem consentimento prévio. A propaganda eleitoral é permitida a partir do dia 6 de julho e até a antevéspera das eleições.

Na Internet, a legislação obriga que os candidatos utilizem páginas exclusivamente destinadas à campanha eleitoral. Com a portaria, o conceito de “páginas de candidato na Internet” foi ampliado. Além das institucionais, do tipo “can.br” ou outras terminações, a campanha pode ser feita ainda em blogs e páginas de sites de relacionamento. (Continua..)

Quero ver se os políticos saberão usar bem a internet como ferramenta de campanha.

Não querendo duvidar do potencial dos candidatos brasileiros, mas já duvidando, acredito que não teremos nenhuma campanha “a la Obama“.

Tenho muito receio de que os “caras” usem o Orkut, por exemplo, para disparar spams pedindo votos e divulgando suas propostas (!!!). Ainda bem que já possível bloquear o recebimento de scraps de pessoas que não estão em nossas listas de amigos…