Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
ago 4th
Aquele que era um projeto pouco claro, com objetivo de esenvolver uma interconexão de computadores, hoje é capaz de ser o ambiente palco de mudanças radicais. O potencial da Internet está sustentado na habilidade de superar barreiras que impediam o acesso a uma massa de informação para consumidores comuns.
O que faz a dinâmica da internet ser assim tão impactante é a base social que há ali dentro, algo como um “circuito locomotivo” (conforme Ortiz, 2004) que mostra como nosso espaço é vulnerável à desterritorialização e flexibilidade.
Um fator que faz tantos se apaixonarem pela web é a possibilidade de voz ativa para todos. Online, qualquer um pode se tornar um produtor, pode ser um emissor de conteúdos e conquistar relevância, público e relacionamento com seus destinatários.
Apesar de termos bem perto a chance de agir colaborativamente publicando em blogs, microblogs, compartilhadores de fotos e afins, não é bem o que tem acontecido. A pluralidade de vozes que pode ser feita através da web, no fundo, ainda está longe de ser intensa.
Um exemplo disso? Vamos falar de Twitter. Um tanto de gente fala que vai criar um Twitter e não um blog por que ali é fácil publicar algo, mais rápido e conciso, e assim acredita que poderá fazer conteúdo de relevância de forma mais prática.
Uma pesquisa de Harvard publicada em 2009 mostrou que uma pequena parte dos usuários do microblog é realmente a responsável pela geração de conteúdo. O estudo apontou que 10% dos “arrobas” são os autores de 90% do conteúdo postado ali.
O gráfico abaixo mostra com dados mais atualizados a produção de mensagens no Twitter. Já nesse gráfico constam 20% dos usuários como autores de Tweets e pode-se perceber também uma grande quantidade de pessoas apenas retwittando ou sustentando postagens triviais.

O mesmo acontece com blogs. Pense: quantos blogs você já visitou e viu que não passava de um CTRL+C CTRL+V de matérias de jornais, revistas, de mensagens que recebemos um milhão de vezes por email e só?
A fatia que realmente gera conteúdo na web é pequena perto da quantidade de pessoas que temos online. O que me incomoda é pensar o motivo disso. Se temos hoje a chance de sair da ditadura das mídias tradicionais, por que isso ainda não acontece com força?
Minha avó só tinha acesso à informações através de conversas no seu bairro ou dos meios convencionais de notícias (rádio, jornal e, mais tarde, a TV). Já nós não temos razão para ficar nessa de monopolização de fontes. Existem blogs muito mais confiantes e relevantes que revistas de grandes tiragens por aí, não é mesmo?
Creio que essa falta de consciência do poder que temos, de que temos em mãos contas em redes e mídias sociais que nos dão voz quase tão ativa aos tradicionais meios de comunicação, seja um reflexo dessa colonização de informações. A minha avó já está entendendo isso também.
O que você já fez para mostrar o poder que temos com as redes? Aquele papo de ser o quarto poder já não é mais só do jornalismo, pode ser de qualquer um de nós. Cutucar um político via Twitter, Formspring, exigir nossos direitos pelas redes, enfim, tudo isso está ao nosso alcance e é de graça. Isso aqui é uma ágora online.
Qual foi o bom uso das mídias sociais que você fez hoje?
—-
Dicas de posts do blog de Eleições:
Vídeo de sá tiras de candidatos provoca reação do TRE-MG
Estadão apóia Dilma no Twitter “sem querer querendo”
Referências: ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. São Paulo. Editora Brasiliense, 1994.
Imagem: Comunicadores
ago 3rd
Não tem como ficar isolado do mundo e fingir que nada está acontecendo: as eleições estão aí e o sentimento de “pqp, esse meu país é uma sucata” fica mais forte ainda.
Meu lance é mídias sociais, web e essas coisas, todos sabem (ou não), e esse ano especialmente tudo enquanto é candidato está tentando usar essas “mudernidade das internéti” na campanha. Tem muita coisa para ser observada nesse momento.
É por causa disso aí que eu resolvi blogar sobre o assunto. O lance é falar de política, mas não aquela política partidária que dá nojinho, mas sim do que deveria ser tudo isso.
O papo está todo sendo feito paralelamente no sub-blog eleicoes.raquelcamargo.com mas vou volocar umas chamadas dos posts de lá aqui também para vocês não se esquecerem, tá? Também tem um atalho aqui do lado, com a cara do nosso simpático Bozo, caso alguém perca ou esqueça o endereço.
Espero que consigamos criar debates e fazer a diferença pela web!
abr 29th
Poeira pura esse blog. Para tentar disfarça-la publico apenas a imagem abaixo, que é muito bacana. Imagina se tivessemos Facebook em plena Segunda Guerra Mundial? Como seria tudo? Veja abaixo.
Em breve voltamos com a programação normal rs (ou não)
mar 31st
Depois da polêmica ocorrida nesta terça-feira iniciada pela promoção que envolvia a Visa e o Walmart, que de trending topic de sucesso passou a ser um grande fail em poucos minutos, hoje vemos outra situação curiosa marcada pelas hashtags no Twitter.
Deixando o cargo de governador do Estado de Minas Gerais, Aécio Neves virou destaque no microblog durante esta tarde. Inicialmente a hasthtag #obrigadoaecio estava sendo usada por inúmeros usuários favoráveis ao político para agradecer alguma ação.
Em pouco tempo o termo se tornou um dos mais citados do Brasil naquele momento. Contudo, com a mesma velocidade começaram a surgir tweets usando a hashtag #obrigadoaecio com mensagens irônicas.
Tudo misturado. Críticas e elogios, favoráveis e anti partidários, tudo isso sendo publicado usando uma mesma hashtag.

Diante dessa situação a dúvida (desesperadora, eu imagino): como monitorar isso?
Imagine você aí é um dos analistas do governador e uma de suas funções é monitorar o que falam sobre ele através do Twitter. O mais básico que se costuma fazer é seguir um termo: toda e qualquer menção a ele é um conteúdo a ser observado.
Mas e quando aquele termo se torna um dos tópicos mais populares do país? A frequência de atualizações é alta, às vezes chega a ser difícil acompanhar… Contudo, tudo se torna mais confuso e complexo quando o mesmo termo (que a priori tem um contexto positivo – obrigado, Aécio) se transforma em uma estratégia de sarcasmo? Como avaliar isso?
Esse não é um post-resposta, infelizmente. Não tenho uma solução simples, rápida e prática para tal problema (aliás, para nenhum dos problemas das mídias sociais), entretanto é uma questão importante a ser desenvolvida em casos de atividade em ambientes que contam com conteúdo produzido por usuários.
jan 5th

Falou que é pra “botar ordem” e ditar regras, chama a tia China que ela dá um jeitinho.
As autoridades de lá são tão safadas radicais que agora persegue um aplicativo para Iphone sobre Dalai Lama.
Antes de tudo, o susto maior é: o iPhone só começou a ser comercializado na China há dois meses! Tão demorado o lançamento do bichinho por lá (graças à ditadura, lógico), e tão rápida a restrição do mesmo.
A Apple precisou bloquear o download de aplicativos para iPhones que tenham alguma relação ao líder espiritual e político tibetano, Dalai, e também à Rebiya Kadeer, outro figura que defende a minoria (E não por acaso está exilado). Auto-censura?
Os aplicativos que foram cortados da lista da App Store dos chineses mostravam frases inspiradoras de Dalai e informava onde estava o líder no momento.
nov 19th
Meus caros, estou em São Paulo, no Seminário Internacional do Fórum Cultura Digital Brasileira. O evento vai até sábado, e pode ser todo acompanhado pela internet. Assista as palestras e discussões ao vivo através do player abaixo.
Live streaming video by Ustream
Além disso, já foi divulgado o relatório de cada uma das áreas de discussão do evento. Os temas Arte digital, comunicação digital, economia da cultura digital, infraestrutura digital e Memória Digital foram detalhados e dissertados nesses relatórios e serão melhor debatidos durante o Seminário.
Esses materiais simbolizam o primeiro passo para a criação de uma plataforma política.
Todos os relatórios podem ser acessados através do site do Fórum.