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Posts tagged redes sociais

Twitter ajuda a reduzir violência com serviço do Disque-Denúncia

Eis que as redes sociais  começam a ser usadas no Brasil também com o objetivo de reduzir a violência nas cidades. Uma iniciativa  muito interessante está sendo realizada no Rio de Janeiro aliando o Twitter e denúncias de situações de perigo.

Pelo site DDAlertaRio, do disque-denúncia do Rio de Janeiro (2253-1177), é possível verificar como está o quadro de segurança em cada região.

Som alto após as 22 horas, assaltos, má conservação de ruas, carro roubado, pessoas desaparecidas e até  mesmo local com jogos de azar podem ser identificados através do mapa exibido no site.

Qualquer pessoa pode colaborar registrando alguma ocorrência, que será devidamente apurada pelos órgãos responsáveis.

Além de ter todas as ocorrências disponíveis para consulta através do mapa que contém diversos filtros, as alertras também são enviadas para o Twitter @ddalertario.

Veja abaixo um vídeo que explica melhor a iniciativa e apresenta uma entrevista com o coordenador do Disque-Denúncia.

A iniciativa em questão é ótima, contudo, apenas para o Rio de Janeiro. Esse post foi feito especialmente para o blog do Nestoria, e amanhã (terça dia 02 de agosto) será publicado por lá uma alternativa a esse serviço para pessoas de todo o Brasil!

Fazendo propaganda de redes sociais em 1950

E se o Facebook, Youtube, Skype, Twitter e tantas outras coisas que são parte do nosso dia-a-dia tivessem sido criadas na década de 1950? O que seria diferente?

A divulgação certamente teria alterações. Com essa inadgação surgiu a ideia de fazer a campanha Everything Ages Fast. Elaborada pela agência brasileira Moma, os cartazes foram feitos também para promover o evento MaxiMídia.

Veja abaixo os anúncios das redes sociais se existissem antigamente, com um toque retrô e fofo.

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E falando nisso também, vale atenção o vídeo abaixo, com dicas sobre boas maneiras nas redes sociaisl (É legal, mas sugiro que você não veja o vídeo caso o chefe esteja aí olhando pro teu monitor, ok?)

Teorias de comunicação, Twitter e TV

twitter-tv

O ato de assistir TV desde que o Twitter se tornou uma ferramenta mais popular se transformou em um hábito não-individual, onde podemos ver a necessidade que as pessoas têm de compartilhar opiniões sobre o que vêem e até mesmo narrar o que está sendo exibido, como se nenhum de seus outros seguidores pudessem sintonizar no programa.

Para quem não é de comunicação, é interessante saber sobre Lasswell. Um dos fundadores da psicologia política, Harold Dwight Lasswell, estudou relações da comunicação e persuasão. Ao falar mais especificamente de propaganda, o cara disse que a audiência dos meios noticiosos era “um alvo amorfo que obedece cegamente ao esquema de estímulo-resposta”.

Mais ou menos a partir dessa discussão surgiu a teoria da agulha hipodérmica (também conhecida como teoria da correia de transmissão e da bala mágica – obs: povo ruim pra arrumar nome de teoria, né?), que buscava discutir o efeito que as mídias de massa causavam na sociedade de massa.

A polêmica disso aí está na preposição que havia nessa teoria: acreditava-se que as mensagens dos veículos de comunicação de massa eram recebidas pelo público de forma passiva, uniforme e com o mesmo efeito em toda a audiência. A partir desse tipo de análise, Laswell criou um modelo de comunicação linear:

receptor-emissor

O esquema que foi, na verdade, uma adaptação do modelo de Aristóteles de Emissor-Mensagem-receptor.

Muita gente concorda, muita gente é contra essa teoria, mas o fato é que hoje podemos ver reflexos da mídia graças às redes sociais, que têm sido encarada muitas vezes como divã.

Um programa na TV repercute no Twitter, e lá podemos ver inúmeras interpretações sobre uma única mensagem. Cada indivíduo produz seu entendimento conforme seus conhecimentos anteriores, meio que vive e vários outros fatores influenciadores.

É difícil ter uma receita de produção de conteúdo que alcance exatamente os objetivos esperados, e podemos comprovar isso fazendo a simples e chata tarefa de acompanhar no Twitter comentários sobre jogos de futebol, matérias polêmicas dos meios de comunicação de massa, além de comentários que são deixados nesses veículos.

Apesar de termos ao nosso alcance ferramentas que nos ajudam a entender os reflexos de cada produção em meios de massa, o que está na nossa frente agora, na real, é um desafio enorme, de tentar identificar isso e traduzi-lo como uma oportunidade. Perceber a interpretação das pessoas, ouvir/ler os fragmentos de pensamentos que elas deixam por aí é um ato pró-ativo, que se bem adaptado em ações pode se tornar uma chance de melhor comunicar e conquistar relevância.

Esse papo todo, na prática, pode ser discutido com o caso de Plínio Arruda no debate: Os “tuitadores” e Plínio de Arruda

O que você fez na internet hoje?

Aquele que era um projeto pouco claro, com objetivo de esenvolver uma interconexão de computadores, hoje é capaz de ser o ambiente palco de mudanças radicais. O potencial da Internet está sustentado na habilidade de superar barreiras que impediam o acesso a uma massa de informação para consumidores comuns.

O que faz a dinâmica da internet ser assim tão impactante é a base social que há ali dentro, algo como um “circuito locomotivo” (conforme Ortiz, 2004) que mostra como nosso espaço é vulnerável à desterritorialização e flexibilidade.

Um fator que faz tantos se apaixonarem pela web é a possibilidade de voz ativa para todos. Online, qualquer um pode se tornar um produtor, pode ser um emissor de conteúdos e conquistar relevância, público e relacionamento com seus destinatários.

Apesar de termos bem perto a chance de agir colaborativamente publicando em blogs, microblogs, compartilhadores de fotos e afins, não é bem o que tem acontecido. A pluralidade de vozes que pode ser feita através da web, no fundo, ainda está longe de ser intensa.

Um exemplo disso? Vamos falar de Twitter. Um tanto de gente fala que vai criar um Twitter e não um blog por que ali é fácil publicar algo, mais rápido e conciso, e assim acredita que poderá fazer conteúdo de relevância de forma mais prática.

Uma pesquisa de Harvard publicada em 2009 mostrou que uma pequena parte dos usuários do microblog é realmente a responsável pela geração de conteúdo. O estudo apontou que 10% dos “arrobas” são os autores de 90% do conteúdo postado ali.

O gráfico abaixo mostra com dados mais atualizados a produção de mensagens no Twitter. Já nesse gráfico constam 20% dos usuários como autores de Tweets e pode-se perceber também uma grande quantidade de pessoas apenas retwittando ou sustentando postagens triviais.

O mesmo acontece com blogs. Pense: quantos blogs você já visitou e viu que não passava de um CTRL+C CTRL+V de matérias de jornais, revistas, de mensagens que recebemos um milhão de vezes por email e só?

A fatia que realmente gera conteúdo na web é pequena perto da quantidade de pessoas que temos online. O que me incomoda é pensar o motivo disso. Se temos hoje a chance de sair da ditadura das mídias tradicionais, por que isso ainda não acontece com força?

Minha avó só tinha acesso à informações através de conversas no seu bairro ou dos meios convencionais de notícias (rádio, jornal e, mais tarde, a TV). Já nós não temos razão para ficar nessa de monopolização de fontes. Existem blogs muito mais confiantes e relevantes que revistas de grandes tiragens por aí, não é mesmo?

Creio que essa falta de consciência do poder que temos, de que temos em mãos contas em redes e mídias sociais que nos dão voz quase tão ativa aos tradicionais meios de comunicação, seja um reflexo dessa colonização de informações. A minha avó já está entendendo isso também.

O que você já fez para mostrar o poder que temos com as redes? Aquele papo de ser o quarto poder já não é mais só do jornalismo, pode ser de qualquer um de nós. Cutucar um político via Twitter, Formspring, exigir nossos direitos pelas redes, enfim, tudo isso está ao nosso alcance e é de graça. Isso aqui é uma ágora online.

Qual foi o bom uso das mídias sociais que você fez hoje?

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Dicas de posts do blog de Eleições:

Vídeo de sá tiras de candidatos provoca reação do TRE-MG

Estadão apóia Dilma no Twitter “sem querer querendo”

Referências: ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. São Paulo. Editora Brasiliense, 1994.
Imagem: Comunicadores

P2P University tem cursos online gratuitos e em português

A P2P University, projeto você pode conhecer melhor através dessa página, está com vários cursos online gratuitos e super interessantes com inscrições abertas. Super oportunidade ;)

Além disso, três dos vários cursos serão lecionados em português. São eles:

  • Cidadania e Redes Digitais

Professor: Sérgio Amadeu
Descrição: Cidadania e o direito à comunicação em rede. O impacto das tecnologias de comunicação e informação no comportamento político. A guerra de padrões e a supremacia dos protocolos. As novas abordagens dos direitos individuais e coletivos: anonimato, privacidade, segurança e propriedade intelectual. A rede mundial de computadores como uma nova Esfera Pública. A emergência da cultura digital, meta-reciclagem, práticas colaborativas e de compartilhamento. A cibercultura nas redes virais. O uso da rede entre comunidades excluídas. Os novos movimentos sociais e de resistência no cenário virtual. Políticas Públicas de Inclusão Digital. A estruturação e a governança da Rede. Regulamentação do Ciberespaço. Geopolítica e Redes: perspectivas para o século XXI.

  • Civic Hacking

Professora: Daniela Silva
Descrição: Civic Hacking é um curso sobre novas formas de ação na esfera pública interconectada. Os objetivos deste curso são Introduzir, discutir e repensar o conceito de civic hacking, tornando possível que as pessoas não apenas entendam fenômenos políticos orientados por uma lógica hacker, mas também possam articular suas ideias, interesses ou posições políticas em novos “hacks cívicos”; introduzir o conceito de “esfera pública interconectada” e suas relações com o mundo contemporâneo, servindo como um contexto para os casos discutidos durante o curso; e criar conteúdo aberto em Português sobre civic hacking, política contemporânea, web e tecnologias, por meio de um processo colaborativo

  • Intro ao Pensamento de Paulo Freire

Professora: Bianca Santana
Descrição: Em língua portuguesa, serão debatidos os principais conceitos e práticas de Paulo Freire.O contexto da produção freireana terá grande relevância nos encontros. Os pares serão convidados a aplicar o que apreenderem das discussões à sua realidade. E sistematizarão de maneira colaborativa o material produzido durante o curso para ser publicado como recurso educacional aberto.

Todos os cursos se iniciam em março e podem ter suas inscrições feitas aqui

Facebook ameaça dominar o mundo

De novo, feliz 2010. Já que é assim no Brasil, o ano só começa mesmo depois dessa coisa de carnaval, agora vai.

Tirando a poeira, o lance é que o Facebook já ultrapassou o Yahoo! com relação aos visitantes únicos. Sinistro, anh?

De acordo com uma nova pesquisa do site de estatísticas Compete.com, a rede social Facebook já bateu o Yahoo! com relação ao número de visitas nos Estados Unidos.

grafico1Pelo visto, o próximo alvo a ser desbancado é o Google. E o Facebook já é o segundo site mais visitado dos EUA.

Os dados da pesquisa mostram que, em janeiro, 11,5% do tempo online dos pesquisados foi gasto no Facebook, contra 4,25% do Yahoo!. Já o Google conseguiu conquistar 4,1% do tempo gasto dos usuários norte americanos.

Mas o Google não está tão seguro assim. A Compete afirmou ainda que o Facebook deixaria o Google para trás (com folga) facilmente se o critério “Atenção” for relevado, a porcentagem de tempo gasto no site específico em relação ao tempo global online.

grafico2
Mais alguns números revelados na pesquisa:
- Facebook teve 133,6 milhões de visitantes únicos em janeiro
- Durante o mesmo mês, o Yahoo! ficou com 132 milhões de visitantes únicos
- O senhor Google apareceu em janeiro com 148 milhões de visitantes únicos.

O que nos diz esses números?O que é essa mudança de comportamento dos internautas? Será apenas a evolução natural das coisas?