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Teatro em 140 caracteres

Fazer teatro é uma das atividades mais complexas que tem por aí quando o assunto é criação. Imagina Sófocles, Eurípedes, Ésquilo e Shakespare e tantos outros na caneta, escrevendo colossais diálogos e alinhavando a história do início ao fim.

Logicamente hoje temos tecnologias que facilitam o ato criativo, e eis que voltamos a falar de Twitteratura com uma nova nuance. Para aqueles que gostam de dar nomes, talvez seria o twitteatro, sei lá.

Parece que o teatro já está também se aconchegando nesse espaço de 140 caracteres, subvertendo dramaturgias mais clássicas.
shakespeare-twitter
A SP Escola de Teatro está fazendo um concurso via Twitter de minidramas. Idealizada por Ivam Cabral, fundador do grupo Os Satyros e diretor da escola que faz a promoção, a ideia é escolher 100 melhores micropeças e publicar. Algumas talvez possam ainda ser encenadas.

Ao pensar na adaptação de um tweet para o palco logo pensamos em uma pequena encenação, entretanto a limitação de caracteres não reflete necessariamente na duração da peça.“Um diretor criativo pode pegar aqueles 140 toques e montar uma peça de mais de uma hora. Os 140 toques não são uma limitação para a criação de ninguém”, disse o diretor.

A escola já andou fazendo experimentos misturando as novas tecnologias e o palco, segundo Cabral. “Em alguns espetáculos do Satyros, nós já usávamos elementos de tecnologia e internet, como personagens que entravam com iPhone em cena e conversavam, durante o espetáculo, com pessoas online”, afirmou ele segundo o blog Cennarium.

Qualquer usuário do Twitter pode participar do concurso. Para isso basta enviar a sua obra com a hashtag #mdrama. O regulamento está todo aqui.

Anterior à essa experiência já houve também um trabalho envolvendo o microblog e peças teatrais, porém em um caminho inverso ao da escola de teatro. A Royal Shakespeare Company elaborou uma adaptação de ”Romeu e Julieta” para o Twitter, através do perfil @such_tweet.

A voz do “povo”…

O efeito que várias vozes juntas podem provocar é legal demais.

O grupo teatro Voca People é especialista nisso, “tocar” músicas sem usar nada mais além da voz.

Olhaí: