Raquel Camargo
Atualidades úteis e fúteis
Atualidades úteis e fúteis
ago 7th

O ato de assistir TV desde que o Twitter se tornou uma ferramenta mais popular se transformou em um hábito não-individual, onde podemos ver a necessidade que as pessoas têm de compartilhar opiniões sobre o que vêem e até mesmo narrar o que está sendo exibido, como se nenhum de seus outros seguidores pudessem sintonizar no programa.
Para quem não é de comunicação, é interessante saber sobre Lasswell. Um dos fundadores da psicologia política, Harold Dwight Lasswell, estudou relações da comunicação e persuasão. Ao falar mais especificamente de propaganda, o cara disse que a audiência dos meios noticiosos era “um alvo amorfo que obedece cegamente ao esquema de estímulo-resposta”.
Mais ou menos a partir dessa discussão surgiu a teoria da agulha hipodérmica (também conhecida como teoria da correia de transmissão e da bala mágica – obs: povo ruim pra arrumar nome de teoria, né?), que buscava discutir o efeito que as mídias de massa causavam na sociedade de massa.
A polêmica disso aí está na preposição que havia nessa teoria: acreditava-se que as mensagens dos veículos de comunicação de massa eram recebidas pelo público de forma passiva, uniforme e com o mesmo efeito em toda a audiência. A partir desse tipo de análise, Laswell criou um modelo de comunicação linear:

O esquema que foi, na verdade, uma adaptação do modelo de Aristóteles de Emissor-Mensagem-receptor.
Muita gente concorda, muita gente é contra essa teoria, mas o fato é que hoje podemos ver reflexos da mídia graças às redes sociais, que têm sido encarada muitas vezes como divã.
Um programa na TV repercute no Twitter, e lá podemos ver inúmeras interpretações sobre uma única mensagem. Cada indivíduo produz seu entendimento conforme seus conhecimentos anteriores, meio que vive e vários outros fatores influenciadores.
É difícil ter uma receita de produção de conteúdo que alcance exatamente os objetivos esperados, e podemos comprovar isso fazendo a simples e chata tarefa de acompanhar no Twitter comentários sobre jogos de futebol, matérias polêmicas dos meios de comunicação de massa, além de comentários que são deixados nesses veículos.
Apesar de termos ao nosso alcance ferramentas que nos ajudam a entender os reflexos de cada produção em meios de massa, o que está na nossa frente agora, na real, é um desafio enorme, de tentar identificar isso e traduzi-lo como uma oportunidade. Perceber a interpretação das pessoas, ouvir/ler os fragmentos de pensamentos que elas deixam por aí é um ato pró-ativo, que se bem adaptado em ações pode se tornar uma chance de melhor comunicar e conquistar relevância.
ago 3rd
Fazer teatro é uma das atividades mais complexas que tem por aí quando o assunto é criação. Imagina Sófocles, Eurípedes, Ésquilo e Shakespare e tantos outros na caneta, escrevendo colossais diálogos e alinhavando a história do início ao fim.
Logicamente hoje temos tecnologias que facilitam o ato criativo, e eis que voltamos a falar de Twitteratura com uma nova nuance. Para aqueles que gostam de dar nomes, talvez seria o twitteatro, sei lá.
Parece que o teatro já está também se aconchegando nesse espaço de 140 caracteres, subvertendo dramaturgias mais clássicas.

A SP Escola de Teatro está fazendo um concurso via Twitter de minidramas. Idealizada por Ivam Cabral, fundador do grupo Os Satyros e diretor da escola que faz a promoção, a ideia é escolher 100 melhores micropeças e publicar. Algumas talvez possam ainda ser encenadas.
Ao pensar na adaptação de um tweet para o palco logo pensamos em uma pequena encenação, entretanto a limitação de caracteres não reflete necessariamente na duração da peça.“Um diretor criativo pode pegar aqueles 140 toques e montar uma peça de mais de uma hora. Os 140 toques não são uma limitação para a criação de ninguém”, disse o diretor.
A escola já andou fazendo experimentos misturando as novas tecnologias e o palco, segundo Cabral. “Em alguns espetáculos do Satyros, nós já usávamos elementos de tecnologia e internet, como personagens que entravam com iPhone em cena e conversavam, durante o espetáculo, com pessoas online”, afirmou ele segundo o blog Cennarium.
Qualquer usuário do Twitter pode participar do concurso. Para isso basta enviar a sua obra com a hashtag #mdrama. O regulamento está todo aqui.
Anterior à essa experiência já houve também um trabalho envolvendo o microblog e peças teatrais, porém em um caminho inverso ao da escola de teatro. A Royal Shakespeare Company elaborou uma adaptação de ”Romeu e Julieta” para o Twitter, através do perfil @such_tweet.
jul 29th
Por que eu gosto tanto do Twitter se vivo tendo chateações com isso? Sei lá, viu.
Já tive uma grande dor de cabeça por um problema judicial há um tempinho, e agora vem um outro abacaxi para descascar.
O problema da vez é o próprio Twitter achando ruim o fato de termos um blog para falar bem do serviço. Vai entender!
Para entender o caso, visitem o Twitter Brasil
jul 5th
Já parou para pensar como seria se o Twitter e o Facebook fossem países? Quais seriam as estatísticas das nações?
Em um projeto interessante de um banco espanhol esse tipo de comparação é feito em vídeos rápidos e informativos. Batizado La Vida en Números, o projeto do Bankinter, apresenta várias reflexões sobre fenômenos dos tempos atuais com estatísticas curiosas.
Abaixo, os vídeos (em espanhol) que mostram números relacionando o Facebook, o Twitter e países.
jun 29th
Olá meu povo,
nesta quarta-feira, 30 de junho, participarei com o Roberto Reis, da 68 Interativa, de um programa Panorama da TV Assembléia (MG).
Por lá falaremos sobre o uso do Twitter por políticos ao vivo.
O programa começa às 8:30 da manhã e pode ser visto também pelo www.almg.gov.br (tem um banner TV Assembléia Online por lá.
Reprises devem ser exibidas às 19 horas do mesmo dia e de madrugada, à 1 hora, do dia seguinte.
UPDATE: A pauta ganhou rumos diferentes e quase nao falamos de políticos
mai 1st
*Post feito originalmente pro Twitter Brasil

A direção da Biblioteca do Congresso Americano anunciou que todo conteúdo publicado no microblog ganhará um espaço em seu arquivo.
Através de uma parceria com o Google, as aproximadas 55 milhões de mensagens escritas no Twitter farão companhia À Declaração de Independência, fotos marcantes e importantes da Guerra Civil, documentos oficiais americanos e à Bíblia de Gutemberg.
O anúncio da biblioteca informou que as mensagens publicadas em contas protegidas não farão parte do arquivo, e que haverá um período de seis meses entre a publicação no Twitter e a indexação do material.
Sinistro isso, não?
