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Convite: ETC debate literatura e Twitter

Convite para todos vocês!!!

No próximo sábado, 27, acontece em Belo Horizonte o 2º Encontro de Twitteiros Culturais – ETC da capital mineira.

O título dessa edição será: “Twittando e lendo: twitter, livros e leitura”. Para fazer o debate foram convidados o mestre em Lingüística e professor do UniBH, Wagner Carvalho, o graduado em Ciências da Computação e especialista em novas tecnologias Alan Alencar e eu aqui, que vocês já conhecem (é, o lance é que minha dissertação irá trabalhar exatamente esses temas: literatura e Twitter, por isso estarei na área também!) .  O debate será conduzido por Julia Ramalho Pinto, que coordena o ETC BH.

Lembrando que o evento acontece em várias partes do Brasil ao mesmo tempo: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio Branco, João Pessoa e Porto Velho.

As palestras poderão ser acompanhadas através do Twitter, através da hashtag #etcbh. Pelo visto também deve rolar transmissão via ustream pelo site da Estação do Saber .

E aí, vai aparecer lá? É de graça, anda logo!


Data: 27 de fevereiro – Sábado
Horário: 16h30
Local: UNI-BH (ESTORIL)  – Espaço de Convívio do campus Diamantina | Rua Diamantina, 463 – Lagoinha

E para quem está aqui no Blog e não é de BH, mas ficou interessado, evja se sua cidade sediará o ETC!

Todos encontros nas diversas cidades acontecem às 16h30 (fuso horário de Brasília e às 15h30 nas demais cidades) – a exceção de Manaus, onde começa às 10h30.

@ETC_Curitiba – na Livraria Saraiva Shopping Cristal. Segundo a coordenadora, Fernanda Musardo, é preciso confirmar presença para participar, o que pode ser feito pelo próprio twitter do @ETC_Curitiba, dizendo “EUVOU”;

@ETC_Sampa – na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista 2073), com coordenação de José Luiz Goldfarb e Ricardo Costa. Participam da mesa Frederico Barbosa (poeta e diretor da OS Poiesis), Marcelino Freire (escritor), Ronaldo Bressane (jornalista e escritor) e Sérgio Miguez (editor da Revista da Cultura, da Livraria Cultura), o mediador do encontro;?

@ETC_Acre – na Biblioteca da Floresta (Via Parque da Maternidade, s/nº), com coordenação de Andréa Zílio;

@ETC_Fortaleza  – no Armazém da Cultura, (Rua Jorge da Rocha, 154), com coordenação de Glória Diógenes;

@ETC_ Manaus – na Livraria Saraiva Mega Store (Av. Mário Ypiranga Monteiro, 1.300). Segundo o coordenador Sérgio Freire é preciso confirmar presença pelo twitter @ETC-Manaus, dizendo “EUVOU”. O horário é diferente dos demais lugares. O encontro começa às 10h30. Às 12h30 acontece uma pausa para o almoço. Depois, o evento prossegue das 14h às 20h.

@ETC_PortoVelho – Na Livraria Nobel do Poro Velho Shopping. Segundo a coordenadora Daiana Souza, para participar é preciso confirmar presença no twitter do @ETC_PortoVelho respondendo “EUVOU”;

@ETC_BH – No Campus Diamantina da Uni-BH (Rua Diamantina, 567),  com coordenação de Júlia Ramalho;

@ETC_PB – O local e os nomes dos organizadores ainda está indefinido;

@ETC_Rio – Na livraria do Museu da República, com coordenação de Claudia Grobis.

|| Agenda retirada do Yahoo! ||

Referências bibliográficas sobre Twitter

A preocupação com as redes sociais e outros aspectos da web e seus reflexos na sociedade têm atraído muita atenção. Eu mesma sou uma das pessoas que foram fisgadas pelo tema e decidiu mergulhar no mundo acadêmico por eles.

Quando fiz minha monografia (durante o ano de 2008), era um trabalho cruel tentar encontrar bibliografia específica sobre Twitter. Sério. A Gabi Zago ajudou demais!

Mas agora, em todos os eventos de comunicação vemos várias pessoas citando o microblog e desenvolvendo pesquisas relacionados ao mesmo. É muito legal ver isso crescendo.

Como o interesse (não só de usuários, mas também de acadêmicos) pelo Twitter tende só a aumentar, a Gabi teve uma super ideia e começou a reunir bibliografia especializada.

Então, fica a dica para quem está aí perdido, querendo referências bibliográficas sobre esse tipo de tema! Se souber de mais material que não está aí, mande para gabrielaz -arroba – gmail.com. E para ficar com a lista atualizada sempre, acesse a página original feita pela Gabi.

2009

CARVALHO, L.M.; BARICHELLO, E.M.M.R. O microblog Twitter como agregador de informações de relevância jornalística. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

CONSONI, G.B.; OIKAWA, E. Twitter e micromídia: análise dos links nos perfis de Edney Souza e Marcelo Tas no processo de encadeamento midiático. In: III Simpósio ABCiber, São Paulo, SP, 2009.

CONSONI, G.B.; OIKAWA, E. A representação dos profissionais de comunicação no Twitter: análise dos perfis de Marcelo Tas e Edney Souza. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

GABRICH, D.C.P. O encadeamento midiático da imagem dos índios isolados no Twitter. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

HONEYCUTT, C.; HERRING, S. Beyond Microblogging: Conversation and Colaboration via Twitter. Proceedings of the Forty-Second Hawai’i International Conference on System Sciences (HICSS-42). Los Alamitos, CA: IEEE Press, 2009.

LINDEMANN, C.; REULE, D.S. Twitter e o surgimento de “fatodifusores” nos processos de comunicações digitais. In: VII SBPJor, São Paulo, SP, 2009.

PALAZI, A.P.; OCTAVIANO, C.I. Apropriação jornalística do Twitter: uma visão segundo modelo de Otto Groth. In: VII SBPJor, São Paulo, SP, 2009.

RECUERO, R; ZAGO, G. Em busca das “redes que importam”: redes sociais e capital social no Twitter. Líbero (FACASPER), v. 12, n. 24, 2009.

RODRIGUES, C. O que você está fazendo agora? Três contribuições para o debate sobre microblogs. Alceu (PUCRJ), v. 18, p. 148-161, 2009.

SCHIECK, M. Os gorjeios que ganharam o mundo ou a importância do Twitter na #iranelection. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

SILVA, F. F. Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade. In: AMARAL, Adriana; RECUERO, Raquel; MONTARDO, Sandra. (Org.). Blogs.com: estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009.

TERRA, C.F.; BUENO, L.C. Os microblogs como ferramenta de comunicação organizacional. In: III Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2009.

ZAGO, G. Jornalismo hiperlocal no Twitter: produção colaborativa e mobilidade. In: XXXII Intercom, Curitiba, PR, 2009.

ZAGO, G.S. Informações jornalísticas no Twitter: redes sociais e filtros de informações. In: III Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2009.

2008

HUBERMAN, B.; ROMERO, D.; WU, F. Social networks that matter: Twitter under the microscope. Social Computing Laboratory, HP Labs, 2008.

MAIA, M.; MURARO, M. Os micro-blogs e as relações identitárias virtuais. In: II Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2008.

PASSANT, A.; HASTRUP, T.; ULDIS, B.; BRESLIN, J. Microblogging: A Semantic and Distributed Approach. Proceedings of the 4th Workshop on Scripting for the Semantic Web (SFSW ‘08). Tenerife, Espanha: 2008.

PERES, K. G. Em busca de karma: estratégias de cooperação e competição no Plurk. In: Regiocom 2008 (CD-ROM), Pelotas, RS, 2008.

PRIMO, A. A cobertura e o debate público sobre os casos Madeleine e Isabella: encadeamento midiático de blogs, Twitter e mídia massiva. Galáxia, v. 16 (no prelo), 2008.

SHRAVAN, G.; LI, J.; CHOUDHURY, R.R.; COX, L.; SCHIMDT, A. Micro-Blog: sharing and querying content through mobile phones an social participation. Proceedings of the 6th International Conference on Mobile systens, applications, and services. Breckenridge, CO: ACM, 2008.

SILVA, F. F. Jornalismo live streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano. In: VI SBPJor, São Bernardo do Campo, SP, 2008.

TRÄSEL, M. O uso do microblog como ferramenta de interação da imprensa televisiva com o público. In: VI SBPjor, São Bernardo do Campo, SP, 2008.

ZAGO, G. S. Apropriações Jornalísticas do Twitter: a criação de mashups. In: II Simpósio da ABCiber, São Paulo, SP, 2008.

ZAGO, G. S. Dos Blogs aos Microblogs: aspectos históricos, formatos e características. In: VI Congresso Nacional de História da Mídia (CD-ROM), Niterói, RJ, 2008.

ZAGO, G. S. O Twitter como suporte para produção e difusão de conteúdos jornalísticos. In: VI SBPJor, São Bernardo do Campo, SP, 2008.

ZAGO, G. S. Usos Sociais do Twitter: proposta de tipologia a partir do capital social. In: Regiocom 2008 (CD-ROM), Pelotas, RS, 2008.

2007

JAVA, A.; SONG, X.; FINN, T.; TSENG, B. Why We Twitter: Understanding Microblogging Usage and Communities. Procedings of the joint 9th WEBKDD, 2007.

Dissertação

MISCHAUD, E. Twitter: Expressions of the Whole Self. Londres: LSE, 2007. Dissertação (Mestrado), London School of Economics, Department of Media and Communications, 2007.

Monografias

CAMARGO, R. A interação enquanto característica comum entre Blogs e Twitter. Monografia (Graduação em Comunicação Social – Centro Universitário Newton Paiva), Belo Horizonte, MG, dezembro de 2008.

HOFFMANN, M.L. O Twitter como ferramenta de comunicação da Cibercultura. Monografia (Graduação em Comunicação Social – Universidade Federal do Tocantins), Palmas, TO, novembro de 2009.

SPECK, F. O que você está fazendo? Um estudo da socialidade no Twitter. Monografia (Graduação em Jornalismo – Universidade Federal de Santa Catarina), Florianópolis, SC, junho de 2009.

ZAGO, G. S. Jornalismo em Microblogs: Um Estudo das Apropriações Jornalísticas do Twitter. Monografia (Graduação em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo – Universidade Católica de Pelotas), Pelotas, RS, julho de 2008.

Mais referências em inglês no Research on Twitter.

Funk das internét

No fundo, a internet não tem nada de novo, só a repetição de fatos do mundo offline, porém de forma adaptada e muuuuito potencializada.

Músicas, num geral, sem limites de estilo e tal, falam de fatos cotidianos, sentimentos, acontecimentos e tal.

Não seria diferente no contexto online! Se o Orkut, o Twitter, o Facebook e os aplicativos estão na rotina das pessoas, nada mais natural que estes se tornarem também temas para músicas.

Aí veio o MC Kiko ano passado com o Funk do Twitter, depois o Hip Hop (que cita vários nomes daquele grupo e fez sucesso)…  Se não conhece ainda, se liga aê fiiii

E agora, já que a modinha é jogar Colheita Feliz, aquele jogo-aplicativo do Orkut, é claro que um novo funk apareceria.

Desculpa te fazer passar por isso, mas é tão tosco inusitado que merece sua atenção.

Se conseguir assitir e ouvir mais de 30 segundos deixe um comentário aqui pra eu te dar parabéns.

No dia em que o Brasil parou, o Twitter decolou

Dica de leitura: artigo que eu fiz após o apagão relacionando o incidente ao Twitter. Está publicado no Webinsider.

jornaldaglobo-twitter

Biz Stone: Não é demagogia, é pensamento aberto

Tirei o pé da minha casa e fui parar em São Paulo na quarta 21 para ver o Biz Stone, co-fundador do Twitter.

Fiquei sabendo que ele viria ao Brasil há um tempinho já, e junto com essa notícia veio também a restrição: o evento era fechado, como foco no mercado executivo. Lamentei  na hora, nem tomei jeito de arrumar uma alternativa como as vezes faço.

Para a minha surpresa a TV1, empresa que organizou o Agenda do Futuro (evento que trouxe o Biz para cá) entrou em contato comigo.

Ao chegar ao local ficou mais que explícito o público. Nada de blogueiros, e até umas 19 horas só tinha eu com cara de ralé (um tanto de gente com cara de importante por lá). Um pouco mais tarde avistei a Flávia Durante e já no fim da palestra encontrei a Rosana. E só.

Por esse motivo, creio eu, o conteúdo da palestra foi um tanto quanto superficial. Mas eu não estou reclamando! Biz Stone não falou muita coisa inédita ali, mas foi um “mais do mesmo” especial. Ouvir o cara falando aquelas coisas, saber a filosofia do trabalho dele é extremamente interessante.

Acho que se o público fosse formado por aqueles que realmente dão força ao Twitter (ninguém mais que os próprios usuários), o rumo da palestra seria diferente e, portanto, mais atrativo. Meio que de observadora percebi várias caras na plateia denunciando a sensação de novidade, de “poxa! quando eu chegar em casa vou fazer meu Twitter”.

Biz Stone é um cara super bem humorado, tranquilo e cabeça aberta. Por mais que pareça demagogia, o sujeito crê e pratica ideias legais, defende a informação aberta e a prática de ideias sem dependências financeiras. Ele mesmo falou por lá que por amis que saiba que a empresa que tem em mãos vale bilhões de dólares, ele prefere valorizar o serviço.

Stone disse também que não encara o Twitter como uma rede social, nem como uma tecnologia em si, mas chama o serviço como um serviço de “humanidade”, que auxilia pessoas e se transforma assim.

E é, fico aqui pensando no meu próprio umbigo, em como minha vidinha tomou rumos diferentes por causa dessa ferramenta. Tirando os olhos do umbido e olhando pro mundo, é impactante também. É política, relacionamento, comércio, educação, amizade, e muito mais coisas que passam a acontecer ou que tomam rumos diferentes por causa do Twitter.

A lição que ficou é que o Twitter é mesmo uma ferramenta que cresce graças às histórias das  pessoas, ideias e usos, e não necessariamente em rendimentos. Tem uma frase que eu já não sei mais de quem é (cada hora vejo com uma autoria, então fica a critério de vocês googlar rs) que resume muito: O Twitter é uma solução em busca de problemas.

Essa aqui foi uma viajada mais pessoal sobre a palestra. Coloquei no Twitter Brasil um texto completão sobre tudo.

UPDATE: Agora também colocaram a palestra na íntegra no Youtube e com tradução. Veja abaixo

Mídia quadrada x Mídias Sociais

Demorei, mas enfim, vou comentar o assunto.

A Folha de São Paulo e o Globo criou recentemente regras direcionadas aos jornalistas com orientações sobre utilização de blogs, Twitter e redes sociais.

Com manual já normatizado (e polemizado), a Folha coloca cercas nas possibilidades de usos dos jornalistas da instituição. A priori, a norma do maior jornal impresso do Brasil dita que os jornalistas/autores não devem assumir posição relacionada À partidos, candidatos ou campanhas, e proíbe “furos” através de meios de publicação particulares.

De fato, isso não é injusto. Afinal, quando trabalha na apuração de um fato que será transmitido ao grande público por meio de um grande veículo não é ético o profissional tomar partido antes e adiantar a notícia de forma não oficial. Se seu produto final é conteúdo jornalístico e de entretenimento, talvez divulgar o que seria inédito seja uma forma de concorrência.

A íntegra do comunicado interno da folha, de acordo com o blog Toledol, a editora-executiva Eleonora de Lucena frisa:

“Os profissionais que mantêm blogs ou são participantes de redes sociais e/ou do Twitter devem lembrar que:

a) representam a Folha nessas plataformas, portanto devem sempre seguir os princípios do projeto editorial, evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários;

b) não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha.”

Apesar de defender inicialmente, considero, num todo que a empresa em questão não trabalha com um pensar de “colaboração”, de “transmissão”. Creio que um meio termo deveria ser buscado antes da decisão.

Além disso, é fundamental pensar no grande suporte que o Twitter dá quando o assunto são “furos jornalísticos”. Segurar uma informação que poderia ser divulgada no Twitter por causa de burocracias e processos que só permitem que a mesma seja publicada tempo depois (quando talvez o fato já esteja frio), é um pensamento infeliz.

Em algumas palestras que já dei sobre Twitter, citei o exemplo vivido em 2008. Quando a cidade de São Paulo sofreu um terremoto, o Twitter já anunciava o fato mais de vinte minutos antes que a própria Folha de S. Paulo. Observem a data e horário de publicação de cada uma das imagens.

Enquanto a publicação se mantinha no silêncio por motivos de apuração, já era possível recolher diversos depoimentos sobre o fato através do microblog. Isso é algo que exige uma reflexão…

Não estou dizendo que o Twitter vai substituir as publicações tradicionais, nada disso. Mas acho que um pode, de fato, complementar o outro. Se o Twitter é tão instantâneo, façamos dele uma ferramenta para facilitar a velocidade de propagação das informações. E as páginas formatadas do site oficial do jornal continuarão com o seu papel, trazendo a notícia completa, bem apurada e com detalhes. Acho que o leitor só teria a ganhar!

A moda pega!

Antes mesmo de tomarmos ar ao saber da decisão da Folha, lá veio a Globo entrando no ritmo e restringindo o uso de redes sociais pelos contratados. É, Blog, Facebook, Twitter, Orkut, MySpace e tudo mais está vedado.

PROIBIDOS: “a divulgação ou comentários sobre temas direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas a Globo; ao mercado de mídia ou qualquer outra informação e conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Globo”. É isso que diz o blog de Lauro Jardim.

Agora, se o artista da Globo quiser usar alguma rede social ou publicar um blog, precisará pedir autorização ao veículo.

A justificativa da Globo é a tentativa de proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”. Pois isso, para mim, tem cheiro de censura, apesar de ter também uma lógica embutida.

A começar, o fato de trechos dos comunicados internos vazarem já é algo a se pensar (em ambos os casos), afinal, não adianta restringir nada, pois quando a coisa tem que que degringolar na internet, vai acontecer.

Essa decisão (que para mim é) radical, para mim é reflexo do uso experimental de redes sociais por celebridades, fato curioso que gerou um artigo interessante feito pelo Alex Primo.

Para falarmos de exemplos acontecidos aqui no Brasil, lembro-me de cara do Bruno Gagliasso que há alguns dias divulgou no Twitter uma foto que, praticamente, denunciava o final da novela Caminho das Índias. Uma imagem de dois bonequinhos de decoração de noivos foi publicada no microblog, indicando que haveria casório no fim da trama e virou notícia.

O ator que é fã assumido do Twitter já se manifestou sobre as normas da Globo, deixando clara sua insatisfação. “AMO O QUE FAÇO: ARTE!!!SOU CONTRA QUALQUER TIPO DE CENSURA.”, publicou ele pelo seu perfil.

“A independência da imprensa especializada em celebridades também é posta sob suspeita. Turner (2004) aponta que é possível observar um certo alinhamento entre as notícias publicadas pelos tablóides e os interesses da indústria de entretenimento.”, escreveu Primo no artigo citado acima.

Isso é verdade, verdade clara. Basta dar uma olhadinha no Google. Enquanto esse tipo de pensamento for adotado, a tal crise dos veículos tradicionais somente será agravada e a bola de neve das censuras veladas somente irá aumentar.